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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Planeta Terra – Perfil de Lana Del Rey

*Matéria originalmente publicada no Yahoo! OMG.


Sex symbol, desafinada, retrô contemporânea, farsa. Estes são apenas alguns dos termos mais utilizados por fãs e detratores para definir Lana Del Rey, uma das atrações do Planeta Terra Festival 2013, que acontecerá no dia 9 de novembro, no Campo de Marte, em São Paulo. Desde que seu primeiro hit "Video Games" começou a chamar atenção no mundo pop, as reações em torno da cantora sempre foram adversas.

Lana Del Rey é a persona de Elizabeth Woolridge Grant, uma nova-iorquina de 27 anos que ficou conhecida após postar um vídeo supostamente caseiro, gravado com uma webcam e editado pela própria cantora, em um canal no YouTube. Antes de "Video Games" se tornar um viral e atingir mais de 20 milhões de visualizações na primeira semana, Lana Del Rey já havia lançado material demo como May Jailer e um EP chamado Kill Kill em 2008, sob o nome Lizzy Grant. Em janeiro de 2010, a cantora voltou com o disco Lana Del Ray A.K.A. Lizzy Grant, lançamento que foi vendido por um breve período antes de ser removido pela sua própria gravadora, com o intuito de separar Lizzy Grant da nova fase da artista. Este lançamento recebeu péssimas críticas da imprensa musical.

Em janeiro de 2012 saiu o disco Born to Die pelas gravadoras Interscope Records e Stranger Records, gerando sete singles: "Video Games", "Born to Die", Off to the Races", "Carmen", "Blue Jeans", "Summertime Sadness" e "National Anthem". Com uma temática nostálgica, centrada em estética de músicas americanas dos anos 1950 e 1960, Lana Del Rey surgiu como uma "Nancy Sinatra gangster" ou "Lolita perdida na floresta", como a própria artista se define. O nome artístico "Lana Del Rey" é inspirado na atriz símbolo sexual dos anos 40, Lana Turner, e no carro de luxo dos anos 80, Ford Del Rey.



Diferente de seu trabalho anterior, o álbum Born to Die foi bem recebido pela crítica, fazendo com que ele ficasse entre os 50 melhores álbuns de 2012 por muitas revistas e jornais. No mesmo ano, aconteceu o relançamento do disco, intitulado Born to Die - The Paradise Edition, com a adição de sete faixas inéditas. No total, o álbum original e seu relançamento totalizaram vendas de mais de 2,9 milhões de cópias, sendo o quarto mais vendido do ano. Lana Del Rey também lançou o EP Paradise, vendendo mais de 151 mil cópias na primeira semana.

A cantora fechou o ano de 2012 sendo a personalidade mais procurada da internet, de acordo com o Google. Foram 722.000.000 buscas que a deixaram na frente de cantoras como Rihanna, Adele, Cher e Lady Gaga.

Mas Lana Del Rey não é unanimidade. Segundo os detratores, a cantora é uma farsa, uma artista meticulosamente montada com a fortuna do pai, o milionário Robert Grant. Os haters de plantão também afirmam que a cantora chama mais atenção pela beleza: os cabelos compridos e lábios carnudos, lembrando o estilo de Hollywood dos anos 60, garantiram contratos com a empresa de moda Next Model Management, a multinacional sueca H&M e a marca de automóveis Jaguar.

Em 14 de janeiro deste ano, Lana Del Rey foi a convidada especial do tradicional programa humorístico americano Saturday Night Live. Sua performance foi desastrosa: além de desafinar demais durante as duas músicas que apresentou, ela mal conseguiu se movimentar no palco. A apresentação chegou a ser classificada como um dos piores momentos do Saturday Night Live.

Porém, há quem defenda a cantora: David Kahne, produtor de Del Rey e também de álbuns de Paul McCartney, Regina Spektor e Kelly Clarkson, elogiou as suas habilidades de voz e composição, dizendo também que Lana é "uma compositora inteligente". Mas ele mesmo deu o braço a torcer sobre a beleza ser mais forte que os talentos musicais da cantora, afirmando que "ela definitivamente possui um ângulo muito poderoso sobre a imagem".

Independente de críticas, Lana Del Rey continua firme com seus projetos. A cantora liberou nesta semana uma prévia do curta Tropico, que tem na trilha as faixas "Body Electric", "Gods & Monsters" e "Bel Air". Assinada pelo diretor Anthony Mandler, a produção encerra a divulgação do EP Paradise. O mini filme tem duração de 30 minutos e ainda não tem previsão de estreia oficial.

Lana Del Rey
Formação atual da banda: Lana Del Rey (vocais), Blake Lee (guitarra), Byron Thomas (piano), Ronald "CJ" Alexander (baixo), Leonard Tribbett Jr (bateria), Anna Croad, Ellie Stanford, Hayley Promfett, Nozomi Cohen e Sarah Chapman (cordas).

Discografia: Lana Del Ray A.K.A. Lizzy Grant (2010), Born to Die (2012), Paradise (2012).

Curiosidade:
Antes de se tornar cantora, Del Rey queria ser poetisa. Lana cita os escritores Walt Whitman e Allen Ginsberg como influências para suas composições. Lana inspira-se, também, nos livros de Vladimir Nabokov, principalmente sua obra prima "Lolita". A paixão por Nabokov e Whitman é tão grande que a cantora tem uma tatuagem dedicada aos dois.

Planeta Terra - Perfil de Beck

*Matéria originalmente publicada no Yahoo! OMG.


Mais de dez anos se passaram desde que Beck Hansen veio ao Brasil para subir ao palco do Rock in Rio 2001. Desta vez, o músico chega ao país como uma das atrações do Planeta Terra 2013, que acontece no dia 9 de novembro, no Campo de Marte, em São Paulo.

Promovendo uma colagem sonora de estilos musicais, como folk, funk, soul, hip hop, rock alternativo, country e psicodelia com letras irônicas, arranjos modernos incorporando samples, baterias eletrônicas, instrumentação ao vivo e efeitos, Beck é aclamado por crítica e público como um dos mais criativos e idiossincráticos músicos da década de 1990 e 2000. Ao longo de uma carreira de mais de 20 anos, Beck lançou 11 álbuns de estúdio, além de vários singles, projetos paralelos e um livro de partituras.

Beck Hansen nasceu em 8 de julho de 1970, em Los Angeles. Com uma família de artistas - ele é filho da atriz Bibbe Hansen e do músico David Campell - o jovem Beck cresceu num ambiente que incentivava o seu interesse pelas artes e claro, por música, especialmente folk e blues. Aos 14 anos, Beck acompanhou o surgimento da cena hip hop de Los Angeles. Algum tempo depois, Beck passou a morar com seus avós no Kansas, onde seu avô era um pastor da igreja presbiteriana. Em seguida, ele passou um tempo na Europa com seu outro avô, o também artista Al Hansen. Nessa época, Beck tocava violão com influência de blues do Mississippi, com letras improvisadas.

Beck saiu da escola aos 16 anos e resolveu se mudar para Nova Iorque, já decidido a seguir na música. Naqueles tempos, surgia no East Village um movimento underground chamado anti-folk, que combinava a sonoridade folk com a estética e atitude do punk. Beck foi fortemente influenciado por esta cena, embora não tenha se firmado nela. Por volta de 1990, ele estava de volta a Los Angeles, onde passou a se apresentar em bares e festas. A esta altura, a música de Beck refletia todos os estilos a que ele havia sido exposto: do folk ao blues, de hinos presbiterianos ao hip hop de rua, além de punk com letras de improviso.

Um exemplo de sua ainda nascente carreira musical é o single controverso "MTV Makes Me Want to Smoke Crack" para a gravadora independente Bong Load Custom Records. A tiragem era limitadíssima e os objetivos, além de registrar o seu trabalho, eram puramente promocionais e não comerciais. Nessa época, Beck seguia um estilo de vida totalmente durango, vivendo em um galpão infestado de ratos e trabalhando em uma locadora de vídeo onde separava as fitas da seção de filmes pornográficos em ordem alfabética por um baixo salário.



Os dois primeiros álbuns, Golden Feelings (1993), e Stereopathetic Soulmanure (1994) foram lançados em fita cassete e com esquema de gravação caseira. Os dois trabalhos foram relançados mais tarde por uma gravadora maior, na esteira do sucesso do single "Loser", a música que iria mudar a carreira de Beck para sempre.

Produzida pelo próprio Beck e o produtor de hip-hop Karl Stephenson, em muito pouco tempo "Loser" se tornou popular nos circuitos alternativos de Los Angeles. Com isso, Beck e seu hit instantâneo passaram a ser disputados pelas grandes gravadoras. A DGC levou a melhor e no início de 1994 veio Mellow Gold, considerado seu verdadeiro álbum de estréia, contendo "Loser" como principal single. A música foi considerada pela crítica músical como um hino da chamada 'geração x'.

Ainda em 94, Beck também lançou pelo selo independente K Records o disco One Foot In The Grave, com a participação de Calvin Johnson (vocalista da banda indie Beat Happening). O álbum foi gravado antes de Mellow Gold e traz uma sonoridade folk rústica e produção lo-fi, bem diferente dos álbuns que Beck lançaria pela sua principal gravadora.

O segundo disco pela DGC saiu somente em 1996. Odelay teve a produção dos Dust Brothers e conseguiu um resultado ainda mais harmonioso e explosivo da mistura bizarra do som de Mellow Gold. Odelay apresenta colagens de diferentes referências, unindo bossa nova (existe um sample de "Desafinado" de João Gilberto na faixa "Readymade") com rock, country, folk e rap. O disco produziu singles de sucesso, como "Where It's At", "Devils Haircut" e "The New Pollution", vendendo mais de 2 milhões de cópias nos Estados Unidos e alcançando o 16º lugar na parada Billboard 200.

Em 1998, veio Mutations, que não alcançou tanta popularidade quanto o anterior, mas que rendeu o Grammy de melhor álbum de música alternativa para o cantor. Mutations era um disco bem menos híbrido que os trabalhos anteriores, sendo mais concentrado na influência folk. Foi a primeira vez que Beck entrou em estúdio com uma banda de apoio, ao contrário do que acontecia antes, quando o cantor contava com participações especiais e músicos contratados.

Em 1999, chegou Midnite Vultures, um álbum de influência de soul music e letras bem humoradas. Neste registro, Beck explora mais o alcance de sua voz, recheando as canções com agudos e falsetes. Midnite Vultures também não repetiu o mesmo sucesso dos álbuns anteriores, mas rendeu uma enorme turnê mundial, que passou pelo Brasil em 2001 durante o Rock In Rio 3.

Em 2002, Beck voltou ao topo das paradas com Sea Change. O disco foi recebido com entusiasmo pela crítica, e mostra mais uma mudança de direção: melodias introspectivas, com influência do folk britânico e melancólico de Nick Drake. As faixas misturam a simplicidade de temas acústicos com belos arranjos de cordas e discretos efeitos eletrônicos. O disco rendeu os singles "Lost Cause" e "Guess I'm Doing Fine". Para a turnê de divulgação de Sea Change, Beck contou com um reforço notável: os malucos do Flaming Lips. Além de banda de abertura, o Flaming Lips tornou-se também a banda de apoio do artista.

Com Guero, lançado em 2005, o músico voltou a se aproximar do estilo musical de Odelay, mais uma vez com a produção dos Dust Brothers e com canções baseadas em samples. Jack White, (na época do badalado White Stripes) participou de uma faixa, mas o tom do disco é mesmo o caldeirão sonoro de Odelay. Trazendo faixas como "E-Pro", "Girl" e "Hell Yes", o álbum também caiu nas graças da crítica e do público.

The Information (2006) foi inspirado pelo hip hop, trazendo singles como "Think I'm in Love", "Cellphone's Dead" e "Nausea", além da 7ª posição na Billboard 200 e o título de 24º melhor álbum do ano pela revista Rolling Stone americana. Em 2008, Beck apareceu com mais uma mudança no som, focando Modern Guilt nas influências dos anos 60. O disco trazia canções como "Gamma Ray", "Chemtrails" e "Youthless" e foi classificado como o 8º melhor do ano pela Rolling Stone.

Depois de uma pausa nas atividades e turnês, Beck dedicou-se a projetos mais intimistas, como o Record Club, no qual ele e outros músicos tinham o propósito de regravar álbuns considerados clássicos em apenas um dia. Até o presente momento, o Record Club realizou versões de álbuns de Velvet Underground, Leonard Cohen, Skip Spence, INXS e Yanni.

No verão de 2013, Beck disse estar trabalhando em dois novos álbuns de estúdio: um disco acústico na veia de One Foot in the Grave e outro descrito como uma sequência para Modern Guilt. Em outubro de 2013, foi anunciado que Beck assinou um novo contrato com a Capitol Records e planeja lançar um novo álbum, chamado Morning Phase, em fevereiro de 2014.

Beck
Discografia: Golden Feelings (1993), Stereopathetic Soulmanure (1994), Mellow Gold (1994), One Foot in the Grave (1994), Odelay (1996), Mutations (1998), Midnite Vultures (1999), Sea Change (2002), Guero (2005), The Information (2006), Modern Guilt (2008).

Curiosidade:
Beck é fã assumido da música brasileira, tanto que o título do álbum Mutations seria uma referência aos Mutantes e a música "Tropicalia" uma homenagem ao movimento de mesmo nome. Em 2011, ele colaborou com Seu Jorge em uma faixa intitulada "Tropicália (Mario C 2011 Remix)" para um álbum da iniciativa beneficente Red Hot Organization.

Planeta Terra - Perfil do The Roots

*Matéria originalmente publicada no Yahoo! OMG.


Criado nos Estados Unidos em 1987, o grupo The Roots é uma das atrações do Planeta Terra Festival 2013, que acontecerá no dia 9 de novembro, no Campo de Marte, em São Paulo. Conhecida como a banda principal do programa norte-americano "Late Night with Jimmy Fallon", The Roots já lançou 10 álbuns de estúdio, dois EPs e dois álbuns colaborativos e tem colaborado com uma vasta gama de artistas de diferentes gêneros. Ganhador de três Grammy Awards, o grupo é frequentemente elogiado pela crítica por sua abordagem "hip hop band", unindo toques de neo-soul e jazz ao gênero, tocado ao vivo com instrumentos.

O grupo iniciou suas atividades quando o rapper Black Thought (Tariq Trotter) e o baterista Questlove ( Khalib Ahmir Thompson) se tornaram amigos na Philadelphia High School for Creative Performing Arts. Fazendo pequenas apresentações nas calçadas ao redor da escola e em shows de talentos locais, a dupla logo recrutou o baixista Hub (Leon Hubbard) e o rapper Malik B., transformando-se em uma grande atração nos clubes underground da Filadélfia e Nova Iorque, no início dos anos 90.

Depois de várias apresentações em pequenas casas de show nos Estados Unidos, o grupo foi convidado a representar o hip- hop americano em um show na Alemanha. Impulsionado pela oportunidade, a banda gravou um álbum independente para vender em shows. Lançado em 1993, Organix! é um trabalho mais centrado na construção de grooves do que em hits, mas despertou a atenção de algumas gravadoras. No mesmo ano, o The Roots assinou contrato com a DGC.

Em janeiro de 1995 saiu o primeiro álbum do grupo por uma major label: Do You Want More?!!!??!. Abandonando o protocolo habitual do hip- hop , o álbum trazia o conceito de "hip hop band" seguido à risca, sendo produzido sem qualquer tipo de samples ou remixes.



Em seguida, em 1996, veio Illadelph Halflife, impulsionado pelo single "Clones". O terceiro álbum, Things Fall Apart de 1999, é até o momento o maior sucesso comercial e de crítica do The Roots, sendo indicado para o Grammy de Melhor Álbum de Rap. A canção "You Got Me" (que conta com participação da cantora Erykah Badu) ganhou o prêmio de Melhor Performance de Rap por um Duo ou Grupo.

Depois do lançamento de Phrenology, no final de novembro de 2002, a banda realizou uma série de jam sessions para dar a seu próximo álbum uma atmosfera mais descompromissada. O resultado destas jams foram editados em dez faixas e lançado como The Tipping Point, em julho de 2004. No mesmo ano, o grupo participou de um concerto no Manhattan Webster Hall , com convidados especiais como Mobb Deep, Young Gunz e Jean Grae. O registro da apresentação foi lançado em CD e DVD no início de 2005, como The Roots Presents. No final do ano, mais um lançamento extra: uma coletânea de raridades chamada Home Grown! The Beginner's Guide to Understanding the Roots.

Após os discos Game Theory (2006) e Rising Down (2008), o grupo expandiu ainda mais seu público ao tornar-se a banda oficial do programa de Jimmy Fallon, em 2009. Com o pico de popularidade, em 2010 vieram os discos How I Got Over e Wake Up! - este último uma parceria com John Legend, trazendo covers de clássicos do soul, como "Wake Up Everybody" e "Little Ghetto Boy". O trabalho com Legend provou ser outro sucesso de crítica, conferindo mais dois prêmio Grammy à banda: Melhor Performance de Vocal Tradicional em R&B por "Hang On In There" e Melhor Álbum de R&B, ambos em 2011.

No ano seguinte, o grupo lançou mais um álbum em parceria: Betty Wright : The Movie, desta vez com a lenda do soul Betty Wright. Em seguida, o incansável grupo soltou seu décimo-terceiro álbum de estúdio, Undun. O mais recente trabalho do grupo, de 2013, é outra parceria, desta vez com Elvis Costello, no álbum Wise Up Ghost. Para o fim do ano ou começo de 2014, o grupo planeja lançar mais um disco, previamente intitulado & Then You Shoot Your Cousin.

The Roots
Formação atual da banda: Black Thought (vocais), Questlove (bateria), Kamal Gray (teclados), F. Knuckles (percussão), Captain Kirk Douglas (guitarra), "Tuba Gooding Jr." Damon Bryson (sousaphone), James Poyser (teclados no Late Night With Jimmy Fallon e performances ocasionais), Mark Kelley (baixo).

Discografia oficial de estúdio: Organix! (1993), Do You Want More?!!!??! (1995), Illadelph Halflife (1996), Things Fall Apart (1999), Phrenology (2002), The Tipping Point (2004), Game Theory (2006), Rising Down (2008), How I Got Over (2010), Undun (2011).

Curiosidade:
Atuando como banda oficial do programa de Jimmy Fallon, o The Roots já serviu como banda de apoio de várias personalidades da música. Porém, a parceria mais inusitada e marcante da atração pode ser a participação do atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em 2012.

domingo, 6 de novembro de 2011

Beady Eye faz show irregular e testa paciência do público no Planeta Terra Festival

*Matéria originalmente publicada no Portal Vírgula.


Às 23h45, o Sonora Main Stage já estava abarrotado de viúvas do Oasis. Quando Liam Gallagher e seus comparsas deram as caras, a reação da plateia deu a entender que o Beady Eye não precisaria se esforçar muito para corresponder às expectativas do público presente. Mas não foi bem assim...

Como a banda tem apenas um disco (Different Gear, Still Speeding, lançado em 2010), não seria difícil prever o repertório do show do Beady Eye. E foi justamente com a faixa de abertura do álbum que começou tudo: "Four Letter Word" veio de maneira pesada, mostrando quase o mesmo frescor que o Oasis tinha nos velhos tempos. Emendando a enérgica "Beatles And Stones", a banda não deixou o ritmo cair, mesmo que a voz de Liam tenha se mostrado um pouco fora de tom nos primeiros números.

Não faltou o primeiro single do grupo, "Bring the Light", que mostrou algo que o Oasis nunca explorou: um rock sacolejante calcado em um piano frenético. O grupo só foi dar uma esfriada quando encaixou duas baladas seguidas: "Kill For A Dream" e "The Beat Goes On", belas pérolas com toques de psicodelia a la Beatles e Pink Floyd - o teclado hipnótico da primeira faixa remete descaradamente ao mesmo timbre utilizado pela banda inglesa em "Chapter 24".

Só que justamente depois deste momento mais calmo, a apresentação do Beady Eye ficou irregular. O grupo até tentou voltar às canções mais pesadas, com "Man Of Misery", mas ao emendar as intermináveis "Morning Son" e "Wigwam", o show descambou para uma chatice sem sentido. As duas músicas não passam de composições medianas esticadas além do limite do suportável, e suas durações exageradas acabaram dispersando a atenção do público crescente, que ainda se mantinha ali para assegurar bons lugares para assistir aos Strokes. É, Liam, parece que um certo Noel ainda faz falta...


Set list

01 - Four Letter Word
02 - Beatles and Stones
03 - Millionaire
04 - Three Ring Circus
05 - The Roller
06 - Bring the Light
07 - Standing on the Edge of the Noise
08 - Kill for a Dream
09 - The Beat Goes On
10 - Man of Misery
11 - The Morning Son
12 - Wigwam 

Groove Armada encerra Planeta Terra Festival com DJ set ornado por show de luzes

*Matéria originalmente publicada no Portal Vírgula.


O duo Groove Armada foi encarregado de encerrar a edição deste ano do Planeta Terra Festival. Ao começar sua apresentação no Claro Indie Stage com um certo atraso, os DJs Andy Cato e Tom Findlay acabaram esticando a presença do público, que foi incendiado pelo show dos Strokes no palco principal e ainda queria dançar um pouco mais.

Imersos em muita fumaça, jogos de luzes e lasers, a dupla executou um DJ set dançante que também era completado por três telões que mostravam cores, formas e animações que mudavam conforme o ritmo da música.

Logo após a performance no Claro Indie Stage, o Groove Armada seguiu para um after-party oficial do Planeta Terra Festival na D.Edge em São Paulo. Além deles, apresentam-se ainda Renato Ratier Lubalei e Anderson Noise.


Set List

01 - In the Valley
02 - Paper Romance
03 - Get Down
04 - Superstylin
05 - Pleasure Victim
06 - Rj's Theme
07 - Get Up
08 - Battle for Middle You
09 - Reading Out
10 - V2U
11 - Stockholm Marathon
12 - Crarx Anne

sábado, 5 de novembro de 2011

White Lies faz show com cheiro de naftalina no Planeta Terra Festival

*Matéria originalmente publicada no Portal Vírgula.


O White Lies subiu ao Sonora Main Stage para começar seu show às 19h, com o sol ainda se pondo, graças às maravilhas do horário de verão. Logo nos primeiros minutos era possível entender e prever a tônica que se estenderia ao longo da apresentação: um pastiche de sons característicos de bandas dos anos 80, usando o Joy Division como referência principal.

Com seus integrantes trajando branco e preto, o grupo fez uma apresentação correta, sem grandes interações com o público. Na maior parte do tempo, o vocalista e guitarrista Harry McVeigh (que com certeza ganharia a primeira colocação em um concurso de sósias de Brandon Flowers, frontman do Killers) manteve uma postura 'à prova de erros' ante o público do Planeta Terra, que respondeu à atitude do frontman na mesma moeda. Porém, somente os fãs à frente do palco pareciam estar realmente envolvidos no show.

Mantendo a política de "vamos fazer tudo certinho", o grupo provocou alguns suspiros ao tocar "Power & Glory" e terminou o show com seu maior semi-hit, "Bigger Than Us" - única música a arrancar alguma reação mais forte do resto do público que passeava despreocupado por perto do palco principal do Planeta Terra Festival.

Set List

Farewell to the Underground
Strangers
To Lose My Life
Holy Ghost
E.S.T.
Is Love
Price of Love
A Place to Hide
Death
Unfinished Business
Power & Glory
Bigger Than Us

Selvagens À Procura de Lei e The Name iniciam shows do Claro Indie Stage

*Matéria originalmente publicada no Portal Vírgula.


O grupo cearense Selvagens À Procura de Lei foi o vencedor do concurso Hit BB - que selecionava uma banda independente para tocar no Claro Indie Stage do Planeta Terra Festival – e teve a ingrata missão de iniciar as atividades no evento.

O grupo apresenta um entrosamento e arranjos certeiros, mas chama mais atenção pela relativa pouca idade (entre 20 e 22 anos) do que pela música; o vocalista e guitarrista Gabriel Aragão tem 22 anos, mas aparenta ter menos, dada sua baixa estatura. Musicalmente, o grupo não apresenta nenhuma novidade: a sonoridade do Selvagens é aquele rock característico que tomou de assalto todas as bandas pós-estouro de Strokes e Los Hermanos.

O único momento no qual o grupo fugiu um pouco deste estigma foi quando um 'mascote' subiu ao palco usando um capacete de escafandro dourado para fazer gracinhas para a plateia diminuta. Como os Selvagens logicamente ainda não eram tão conhecidos pelo público, a banda contou com o apoio de amigos e familiares na plateia, com direito a uma faixa homenageando a banda. Ao fim do set previsto, o fã-clube pediu um bis e a banda tocou mais uma canção. Mesmo assim, a apresentação não durou mais do que 30 minutos.

Em seguida, foi a vez do The Name. A banda sorocabana, formada por Andy (voz/guitarra), Molinari (baixo/voz) e Bruno Alves (bateria/voz), faz um rock marcado pelo pós-punk dançante que virou mania indie com representantes gringos como Bloc Party e Franz Ferdinand. Mas o diferencial do grupo está na percussão; além do frenético batera Bruno manter um ritmo constante ao passo que alterna batidas em sua bateria tradicional e um aparato eletrônico localizado ao seu lado, a banda também encontra tempo para descer a mão em um 'momento timbalada' durante a canção "It's Up To Us", quando Andy e Molinari trocam as cordas pelas baquetas.

Tudo bem que o grupo conta com a ajuda de bases pré-gravadas de teclado e bateria em alguns momentos, mas em canções como "Let The Things Go" e "Come Out Tonight", é no mínimo admirável constatar que apenas três caras fazem aquele barulho todo em cima do palco. Pegando a ressaca do público que saiu do show de Criolo no palco principal, o The Name visivelmente agradou os presentes e com certeza fez novos fãs.

SET LIST

SELVAGENS À PROCURA DE LEI

01 - Amigos Libertinos
02 - Casona
03 - Meninos Elétricos
04 - Surpresas
05 - Doce/Amargo
06 - Mucambo Cafundo
07 - Reis de São Paulo


THE NAME

01 - Can You Dance, Boy
02 - Can't Take No More
03 - Blueberry Kiss
04 - Older
05 - Do Anything
06 - Tenant
07 - It's Up To Us
08 - Come Out Tonite
09 - Time For Fun
10 - Let The Things Go
11 - You Want It Back Now