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segunda-feira, 31 de março de 2014

LOLLAPALOOZA PERFIL - New Order

*Matéria originalmente publicada no Yahoo! OMG.


Um dos grupos mais importantes do pop inglês, o New Order volta ao Brasil pela quarta vez para fechar com chave de ouro o Lollapalooza Brasil 2014. Com uma sonoridade própria, misturando rock com música eletrônica e ritmos que se popularizaram na dance music, o grupo produziu vários hits dos anos 1980, como "Blue Monday", "The Perfect Kiss" e "Bizarre Love Triangle".

Formado em Manchester (Inglaterra), o New Order nasceu das cinzas de outra banda bastante influente: a Joy Division , cuja carreira foi interrompida com o suicídio do vocalista Ian Curtis, em maio de 1980. Os membros remanescentes - Bernard Sumner (guitarra e voz), Peter Hook (baixo e voz) e Stephen Morris (bateria) - decidiram continuar a tocar juntos e após algumas apresentações ao vivo como trio, Gillian Gilbert foi integrada à trupe para tocar teclados e guitarra. Com esta formação, o grupo mudou seu nome para New Order.

O primeiro single lançado pela banda continha duas músicas escritas ainda na frase do Joy Division: "Ceremony" e "In a Lonely Place". Em setembro de 1981, a Factory Records, gravadora independente que abrigou o Joy Division, lançou um compacto intitulado Procession, que antecedeu Movement - o primeiro álbum do New Order, lançado em novembro daquele ano, trazendo as mesmas referências sonoras e a atmosfera melancólica da Joy Division.

A partir do segundo álbum, Power, Corruption and Lies (1983), o New Order começou a se distanciar da sombra de Ian Curtis e criar músicas mais dançantes, tendo Kraftwerk, Afrika Bambaata, disco music e o produtor italiano Giorgio Moroder como influências. No mesmo ano, a banda lançou o single "Blue Monday", que vendeu mais de três milhões de cópias em todo o mundo e é considerada por muitos seguidores de música pop como a canção mais importante da cena eletrônica dos anos 1980.

Os sucessos "Thieves Like Us" e "Murder" mantiveram a banda nas paradas no ano seguinte. Apoiado pelo single "The Perfect Kiss", veio Low-life, de 1985, e Brotherhood, de 1986, trazendo o clássico "Bizarre Love Triangle". No ano seguinte foi a vez de Substance, uma coletânea de singles e remixes, que fez a banda estourar nas paradas dos Estados Unidos. Em 1988, o grupo fez sua primeira passagem pelo Brasil.



Com forte influência da acid house, o disco Technique, de 1989, trouxe os hits "Fine Time" e "Round and Round". Ainda, em 1989, Bernard Sumner formou o projeto paralelo Electronic em parceria com o ex-guitarrista dos Smiths, Johnny Marr. E Peter Hook também formou o seu projeto, o Revenge. Após estes projetos paralelos, o New Order entrou em um breve hiato, que só foi terminar em 1993, com o disco Republic, puxado pela faixa "Regret" como principal single.

A banda entrou novamente em uma pausa, lançando um novo álbum de estúdio somente em 2001. Get Ready traz a música do grupo apontando em uma direção diferente, mais orientada pelo guitarra e fugindo um pouco do estilo eletrônico. Nessa época, Gillian Gilbert saiu da banda para se dedicar à sua filha com o baterista Stephen Morris, e em seu lugar entrou Phil Cunningham.

Em 2007, dois anos após o lançamento de Waiting For The Sirens' Call (que também contou com uma turnê que passou pelo Brasil em 2006), Peter Hook anunciou sua saída da banda e o suposto fim do New Order. Porém, Bernard Sumner e Stephen Morris negaram o fim do grupo com a saída de Hook. Somente no segundo semestre de 2011, o New Order retornou para realizar alguns shows, marcando o retorno da tecladista Gillian Gilbert à banda e a inclusão do baixista Tom Chapman, no lugar de Peter Hook. Esta formação retornou o Brasil no mesmo ano, para um show no Ultra Music Festival.

Depois de um período de oito anos sem faixas inéditas, o New Order lançou no início de 2013 Lost Sirens, um álbum composto por faixas que foram gravadas durante as sessões de Waiting for the Sirens' Call.


New Order
Quando eles tocam? No domingo, dia 6 de Abril, às 20h30.
Onde? No Autódromo de Interlagos, em São Paulo (veja mapa aqui)
Quanto custa o ingresso? R$540 para os dois dias, R$290 para um dia, R$ 690 para o Lolla Lounge VIP.
Tem estacionamento? Sim - R$50.
Como chegar de transporte público? O passageiro poderá fazer integração com a Linha Amarela do Metrô (Estação Pinheiros) para a Linha 9 (Esmeralda) da CPTM para descer na Estação Autódromo (a mais próxima do festival). Depois, o passageiro deve sair da estação Autódromo, na Rua Plínio Schmidt, seguir pela esquerda até a Rua Justino Nigro, subir a via até o fim, e estará no portão K9. Para os demais portões, os pedestres deverão seguir à esquerda pela Avenida Jacinto Júlio.

LOLLAPALOOZA PERFIL - Pixies

*Matéria originalmente publicada no Yahoo! OMG.


Mesclando punk rock, surf music, noise e melodias pop, o Pixies foi uma das bandas mais originais que apareceram nos anos 80. Constantemente mencionada como influência ou admiração por nomes como David Bowie, Radiohead, U2, Strokes e Weezer, a fórmula de versos calmos e refrãos explosivos da banda serviu de base para que o Nirvana pudesse compor "Smells Like Teen Spirit", uma das canções mais marcantes dos anos 90. Com essas referências emblemáticas e repertório que justifica todas as reverências, o Pixies sobre ao palco Skol no segundo dia do festival Lollapalooza.

A banda foi formada em Boston, Massachusetts, no começo de 1986, por Black Francis nos vocais e guitarra base, e seu companheiro de quarto na universidade Joey Santiago na guitarra solo. Por meio de um anúncio nos classificados de um jornal local, encontraram a baixista Kim Deal, que também recrutou o baterista David Lovering. Diz a lenda que o nome Pixies ("duendes") foi tirado aleatoriamente do dicionário por Joey.

Em março de 1987, a banda gravou uma fita demo com 17 músicas em apenas três dias. O material chegou ao alcance de Ivo Watts, um dos donos do selo inglês 4AD Records. Impressionado com as canções, Watts contrata os Pixies e lança um EP chamado Come On Pilgrim, que possui oito das 17 faixas da demo original.

No ano seguinte, a banda entrou em estúdio para a gravação do seu primeiro LP, ao lado do produtor Steve Albini. Surfer Rosa é lançado na primavera de 1988, incluindo clássicos como "Bone Machine", "Gigantic" e "Where Is My Mind?" (que anos mais tarde seria utilizada na trilha sonora do filme 'Clube da Luta'). Com a boa recepção da crítica, o grupo passa a ficar mais conhecido no circuito alternativo americano e acaba trocando de selo, indo para a Elektra Records.



No final de 1988, a banda voltou ao estúdio, desta vez com o produtor inglês Gil Norton. O disco Doolittle foi lançado na primavera de 1989, e é constantemente apontado por muitos como o melhor trabalho da banda. Puxado por faixas como "Debaser", "Hey", "Monkey Gone to Heaven" e "Here Comes Your Man", o disco fez bastante sucesso e acabou entrando no Top 10 inglês.

Após o lançamento de Doolittle, Black Francis e Kim Deal começam a ter seus primeiros desentendimentos e a banda resolve fazer uma pequena pausa. Com o hiato, seus integrantes levam adiante alguns projetos paralelos: Kim Deal, ao lado de Tanya Donnevy (Throwing Muses), Josephine Wiggs (Perfect Disaster) e a irmã Kelley Deal forma o Breeders e lança o álbum Pod, enquanto Black Francis realiza uma pequena turnê solo.

Ainda em 1990, a banda volta a se reunir para a gravação de mais um disco. Bossanova é lançado no final de 1990, com "Dig For Fire" e "Velouria" entre os destaques. Mas os atritos - cada vez mais frequentes - entre Deal e Francis fazem com que a participação nos vocais da baixista fosse bastante reduzida. Em consequência, Deal chega a dizer publicamente que a banda estava no fim.

Apesar dos boatos de seu término, o Pixies se junta mais uma vez, para a gravação do disco Trompe Le Monde. Lançado em 1991, o álbum traz pérolas como "Planet of Sound", "Alec Eiffel" e "U-Mass", além de uma versão para "Head On", do Jesus & Mary Chain. Depois de abrir os shows do U2 na turnê ZooTV, a banda resolve dar uma nova parada. Deal aproveita para gravar um novo EP com o Breeders. Nesse período, Black Francis troca seu nome para Frank Black e lança seu primeiro disco solo, declarando o fim dos Pixies em uma entrevista à BBC em 1993.

Mesmo com o fim do grupo, o Pixies foi formando uma base de fãs cada vez maior - em grande parte por conta dos vários elogios recebidos por artistas como Kurt Cobain, Thom Yorke, Bono Vox e outros, além dos lançamentos póstumos como as coletâneas Death to the Pixies, The Pixies at the BBC e Complete B-Sides.

Após muita atenção tardia em torno da banda e constante especulação sobre uma reunião, o Pixies finalmente anuncia seu retorno para uma turnê mundial em 2004. Finalmente gozando do reconhecimento como uma das grandes bandas do rock mundial, o grupo marcou presença nos principais festivais estrangeiros, inclusive passando pelo Brasil, para um único show em Curitiba, em maio do mesmo ano. Ainda em 2004, o quarteto lança a música "Bam Thwok", a primeira gravação da banda em treze anos. A faixa aumenta os rumores de um novo álbum com canções inéditas, mas tais expectativas não são cumpridas.

Após um longo período fazendo turnês esporádicas somente com o material antigo - incluindo mais uma passagem pelo Brasil, durante o festival SWU em 2010 -, o Pixies anuncia a saída de Kim Deal em junho de 2013. Apenas duas semanas depois da partida de Deal, a banda lança o single de "Bagboy" e informa que Kim Shattuck (ex-The Muffs e The Pandoras) seria a substituta nas quatro cordas do grupo. Enquanto a banda estava em turnê, foi lançado um EP com o simplório título EP1. Com o fim da tour europeia, Shattuck é dispensada e substituída por Paz Lenchantin (ex-A Perfect Circle e Zwan). Com a nova baixista (até então apenas como membro não-oficial contratado para shows), o Pixies anuncia mais datas para 2014 e o lançamento de mais dois EPs, que formam Indie Cindy, o primeiro disco de material inédito da banda desde Trompe Le Monde, a ser lançado em abril deste ano.


Pixies
Quando eles tocam? No domingo, dia 6 de Abril, às 17h35.
Onde? No Autódromo de Interlagos, em São Paulo (veja mapa aqui)
Quanto custa o ingresso? R$540 para os dois dias, R$290 para um dia, R$ 690 para o Lolla Lounge VIP.
Tem estacionamento? Sim - R$50.
Como chegar de transporte público? O passageiro poderá fazer integração com a Linha Amarela do Metrô (Estação Pinheiros) para a Linha 9 (Esmeralda) da CPTM para descer na Estação Autódromo (a mais próxima do festival). Depois, o passageiro deve sair da estação Autódromo, na Rua Plínio Schmidt, seguir pela esquerda até a Rua Justino Nigro, subir a via até o fim, e estará no portão K9. Para os demais portões, os pedestres deverão seguir à esquerda pela Avenida Jacinto Júlio.

LOLLAPALOOZA PERFIL - Muse

*Matéria originalmente publicada no Yahoo! OMG.


Com vinte anos de carreira e seis discos de estúdio na bagagem, o Muse é a principal atração da primeira noite do festival Lollapalooza. Esta é a quarta passagem de Matthew Bellamy (vocal, guitarra e piano), Christopher Wolstenholme (baixo, voz e teclado) e Dominic Howard (bateria e percussão) pelo Brasil, como parte da The Unsustainable Tour.

Formado em 1994 em Teignmouth, Devon (Reino Unido), o Muse teve início quando Bellamy fez um teste para guitarrista na banda de Dominic Howard e a dupla convocou Chris Wolstenholme para tocar baixo. Batizado como Rocket Baby Dolls, o trio saiu vitorioso de uma competição de bandas locais e em seguida mudou seu nome para Muse - inspirado pelo professor de arte de Matt Bellamy.

Em 1998, depois da gravação de dois EPs, o grupo atraiu atenção de uma rádio britânica e da conceituada revista de música inglesa NME. Citando como influência o disco Nevermind do Nirvana (a banda chegou a tocar versões de "School" e "Endless Nameless" em shows) e Jeff Buckley (impossível ouvir o vocal de Bellamy e não pensar em um Buckley ou Thom Yorke mais choroso), o Muse começou a fazer uma série de apresentações pelos Estados Unidos. Foi durante essas viagens que o trio assinou com a Maverick Records, a gravadora de Madonna. Por ela saiu o primeiro álbum de estúdio da banda, intitulado Showbiz, em 1999. Logo após o lançamento, o grupo saiu em turnê novamente pelos Estados Unidos, acompanhado pelo Red Hot Chili Peppers e Foo Fighters. Durante os anos de 1999 e 2000, o Muse tocou em todos os grandes festivais da Europa e Austrália.

Em Origin of Symmetry, de 2001, a banda decidiu adicionar mais instrumentos à tônica do grupo, contando com arranjos que incluíam órgão, mellotron e um novo kit de bateria. Após desentendimentos com a gravadora por conta dos vocais do novo disco - considerados cada vez mais exagerados por parte dos executivos da Maverick -, o Muse fechou um novo acordo com a Warner Records. Origin of Symmetry contém os primeiros grandes hits do Muse: "Plug In Baby", "New Born" e a versão de "Feeling Good".

Em 2003 veio o disco Absolution, produzido por Rich Costey. O álbum trouxe singles de sucesso como "Time Is Running Out" e "Hysteria", com o Muse saindo para uma turnê internacional com shows lotados em países como Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos, Canadá e França.



Em julho de 2006, o Muse lançou seu quarto álbum de estúdio, intitulado Black Holes and Revelations. Catapultado pelo single "Supermassive Black Hole", o álbum ficou em primeiro lugar nas paradas no Reino Unido, parte da Europa e na Austrália. O disco também foi um sucesso nos Estados Unidos, chegando ao número 9 nas paradas da Billboard 200. Black Holes and Revelations foi nomeado para um Mercury Music Prize, mas perdeu para o Arctic Monkeys. Em 2008, ainda em turnê pelo disco, o grupo se apresentou pela primeira vez na América Latina, passando por México, Colômbia, Argentina, Chile e Brasil (com shows no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília).

Em setembro de 2009, veio The Resistance, com "Uprising" como primeiro single. A música de trabalho apontava que o som do Muse estava cada vez mais pop, se distanciando das guitarras pesadas e utilizando instrumentos como o keytar. A nova direção na sonoridade do grupo culminou em um prêmio Grammy de Melhor Álbum de Rock. Em 2010, a banda lançou o single de "Neutron Star Collision (Love Is Forever)", da trilha sonora oficial do terceiro filme da Saga Crepúsculo, Eclipse.

O Muse retornou ao Brasil em abril de 2011, como banda de abertura do U2 na 360° Tour, com três shows em São Paulo, no estádio do Morumbi. No ano seguinte, o grupo lançou o sexto disco, intitulado The 2nd Law. Impulsionado pela canção "Survival" - música oficial dos Jogos Olímpicos de Verão de 2012 - o álbum estreou nas primeiras posições das paradas dos mais vendidos em mais de uma dúzia de países, se tornando um grande sucesso de público e crítica tanto na América do Norte como na Europa.

Em setembro de 2013, o Muse realizou sua terceira passagem pelo Brasil, marcando presença como uma das principais atrações do Rock in Rio. Atualmente, o grupo trabalha em um novo disco com data prevista para lançamento em 2015.


Muse
Quando eles tocam? No sábado, dia 5 de Abril, às 21h30.
Onde? No Autódromo de Interlagos, em São Paulo (veja mapa aqui)
Quanto custa o ingresso? R$540 para os dois dias, R$290 para um dia, R$ 690 para o Lolla Lounge VIP.
Tem estacionamento? Sim - R$50.
Como chegar de transporte público? O passageiro poderá fazer integração com a Linha Amarela do Metrô (Estação Pinheiros) para a Linha 9 (Esmeralda) da CPTM para descer na Estação Autódromo (a mais próxima do festival). Depois, o passageiro deve sair da estação Autódromo, na Rua Plínio Schmidt, seguir pela esquerda até a Rua Justino Nigro, subir a via até o fim, e estará no portão K9. Para os demais portões, os pedestres deverão seguir à esquerda pela Avenida Jacinto Júlio.

LOLLAPALOOZA PERFIL - Jake Bugg

*Matéria originalmente publicada no Yahoo! OMG.


Jake Edwin Kennedy - mais conhecido pelo nome artístico Jake Bugg - é uma das atrações do segundo dia da edição brasileira do festival Lollapalooza. O cantor e compositor inglês sobe ao palco Interlagos às 19h do domingo (6 de abril), trazendo seu som que mistura elementos de rock, folk, blues e country.

Bugg nasceu em Nottingham, em 28 de fevereiro de 1994. Filho de um enfermeiro e uma vendedora que também tinham habilidades musicais, Jake começou a tocar guitarra aos 12 anos, depois de ser apresentado ao instrumento por um tio. Mostrando um talento precoce para a música, foi matriculado em um curso de tecnologia musical na cidade de Clifton, mas aos 16 anos resolveu sair, pois segundo ele mesmo, "não é bom em teoria quando se trata de música". Após sair do colégio, continuou compondo suas próprias músicas, influenciado por Beatles, Johnny Cash, Oasis, Donovan, The Everly Brothers e Jimi Hendrix.

Com apenas 17 anos, Bugg foi escolhido pela rádio BBC para se apresentar no palco de "novos talentos" no Festival de Glastonbury, em 2011. Essa apresentação rendeu um contrato com a gravadora Mercury Records e a música "Country Song" acabou sendo usada em um comercial de cerveja.

Enquanto seu álbum de estreia não ficava pronto, Bugg lançou singles para as canções "Trouble Town", "Country Song", "Taste It", "Two Fingers" e "Lightning Bolt" - a última alcançando a 26.ª posição na a UK Singles Charts, a tabela musical do Reino Unido. Os singles chamaram a atenção do público e crítica, a ponto de "Lightning Bolt" ser uma das músicas escolhidas para ser tocada durante a cerimônia dos Jogos Olímpicos de Verão de 2012.

O primeiro álbum, intitulado simplesmente Jake Bugg, foi lançado em outubro de 2012. Aclamado pela crítica, Bugg chegou a ser apelidado pela imprensa como "o novo Bob Dylan". Em uma entrevista ao jornal britânico The Daily Telegraph, Bugg respondeu à comparação dizendo "Bob Dylan é legal, você sabe, ele é ótimo, mas não é uma grande influência minha".



Exageros à parte, o disco de estreia de Bugg no mínimo superou todas as expectativas: após uma semana de seu lançamento, o registro já ocupava a primeira posição nas tabelas de álbuns do Reino Unido e da Escócia. Nos Estados Unidos, o álbum alcançou a 75.ª posição na Billboard 200, vendendo pouco mais de 6 mil cópias na primeira semana. O disco já vendeu mais de 1 milhão de cópias em todo o mundo e ainda rendeu o lançamento de mais dois singles: "Seen It All" (exaustivamente tocada nas rádios rock brasileiras) e "Broken".

Em novembro de 2013 veio o segundo álbum, Shangri La - batizado pelo nome do estúdio em que o disco foi gravado. Para este registro, Bugg afirmou ter buscado uma continuação do trabalho anterior, mas incluindo influências de Neil Young e Nick Drake em algumas faixas. Entre os convidados para as gravações do disco, figuram Chad Smith (baterista do Red Hot Chili Peppers) e músicos que tocaram com Johnny Cash.

O novo trabalho trouxe os singles "What Doesn't Kill You", "Slumville Sunrise", "A Song About Love" e "Me And You". Shangri La já recebeu certificado de ouro no Reino Unido pelas vendas de mais 200 mil cópias. Jake também já anunciou o lançamento de um novo EP, chamado Messed Up Kids, marcado para maio deste ano.


Jake Bugg
Quando ele toca? No domingo, dia 6 de Abril, às 19h00.
Onde? No Autódromo de Interlagos, em São Paulo (veja mapa aqui)
Quanto custa o ingresso? R$540 para os dois dias, R$290 para um dia, R$ 690 para o Lolla Lounge VIP.
Tem estacionamento? Sim - R$50.
Como chegar de transporte público? O passageiro poderá fazer integração com a Linha Amarela do Metrô (Estação Pinheiros) para a Linha 9 (Esmeralda) da CPTM para descer na Estação Autódromo (a mais próxima do festival). Depois, o passageiro deve sair da estação Autódromo, na Rua Plínio Schmidt, seguir pela esquerda até a Rua Justino Nigro, subir a via até o fim, e estará no portão K9. Para os demais portões, os pedestres deverão seguir à esquerda pela Avenida Jacinto Júlio.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O Rappa vai além do banzo brasileiro e cativa o Lollapalooza

Banda abriu as atividades de um dos palcos do festival, em Chicago, e foi bem recebida pelo público


*Matéria originalmente publicada no site da revista Rolling Stone Brasil.

Abrir um dos palcos principais de um festival grande não é tarefa fácil para nenhum artista – especialmente se este mesmo palco é fora de sua terra natal e o headliner é ninguém menos que o Black Sabbath. Mas os brasileiros d’O Rappa não se intimidaram com a responsabilidade de iniciar as atividades do Bud Light Stage do Lollapalooza Chicago e fizeram um show intenso no início da tarde desta sexta-feira, 3.

Sob a mira de um forte sol e um calor de aproximadamente 33 graus, o grupo iniciou o show às 12h45 para o público que ainda chegava ao Grant Park. Não era difícil enxergar o verde e amarelo de camisetas e bandeiras empunhadas por brasileiros em frente ao palco. Mas já pela terceira canção do repertório, a plateia não seria exclusivamente de compatriotas saudosos do Brasil.

Se Perry Farrell (vocalista do Jane’s Addiction e idealizador do Lollapalooza) ficou impressionado com o grupo a ponto de convidá-lo para ser a única banda brasileira a tocar na edição norte-americana do festival, pode-se dizer que o efeito não foi diferente na plateia de Chicago. Mesmo que os elogios rasgados de Farrell beirem o exagero (o músico chegou a descrever o vocalista Falcão como “o novo Bob Marley”), o público dos Estados Unidos definitivamente enxergou algo de especial na mistura de reggae, rock e hip-hop da banda carioca. E O Rappa respondeu à altura com uma apresentação vigorosa.

Arriscando poucas frases em inglês – talvez por algum nervosismo –, Falcão limitou-se a chamar Chicago de “cidade linda” e agradecer a presença do público. Um intérprete foi chamado ao palco para anunciar tardiamente a banda e a canção “A Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero)”. A partir daí, ficou claro que não era preciso nenhum tipo de diplomacia no idioma local para conquistar os norte-americanos presentes.

Apoiados por músicos extras, Xandão (guitarra), Lauro (baixo) e Lobato (teclados), apresentaram versões raivosas de “Hey Joe”, “Me Deixa” e “Lado B Lado A”. O único tropeço foi quando O Rappa se perdeu ao tocar uma versão bem improvisada de “Smoke On The Water”, do Deep Purple. Mas a brincadeira não apagou o brilho da apresentação e o grupo deixou o palco sob aplausos.

A receptividade do público local podia ser atestada também pelo Twitter: além dos brasileiros presentes elogiando o show, era possível acompanhar reações do público local, como “impossível não sacudir a cabeça ao ouvir O Rappa. Muita energia”. A revista Chicago Monthly não perdeu o bonde e cravou: “A atração mais impressionante do início da tarde: os brasileiros d’O Rappa, uma banda grande tanto em tamanho quanto em som”. Nada mal para uma “banda de guerreiros”, segundo o próprio Falcão.

Veja a banda tocando "Hey Joe" no festival:



Setlist

Reza Vela
Meu Mundo É O Barro
Homem Amarelo
O Salto
Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero)
Me Deixa
Hey Joe
Lado B Lado A

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Balanço Lollapalooza Chicago: acertos e dicas para a edição brasileira

*Matéria originalmente publicada no Portal Vírgula.


As datas da segunda edição brasileira do Lollapalooza mal foram anunciadas e já estão pipocando por aí possíveis atrações para o festival, que só vai acontecer nos dias 29, 30 e 31 de março de 2013, em São Paulo: Pearl Jam, Franz Ferdinand, Jack White e Black Keys encabeçam a lista dos rumores, que só devem ser confirmados ou desmentidos em setembro.

Enquanto a organização do evento testa nossos nervos e mantém guardada essa escalação a sete chaves, o Virgula Música resolveu fazer um balanço da edição gringa do festival, que aconteceu de 3 a 5 de agosto em Chicago. Vamos lá? Quem sabe serve de dica ou antecipação para algumas implementações na edição brasileira...

PALCOS


O Lolla Chicago contou com oito palcos: Bud Light, Playstation, Google Play, BMI, Kidzapalooza, Perry’s, Sony e Red Bull Soundstage. As atrações principais, como Black Sabbath, Red Hot Chili Peppers e Jack White se dividiam no Bud Light e Red Bull (os palcos maiores). Sony e Playstation intercalavam seus shows com os headliners nos palcos maiores e BMI e Google Play alternavam apresentações de artistas mais novos e/ou experimentais. O Perry’s evoluiu de uma tenda eletrônica modesta para um palco maior com telões, e algumas vezes o som frenético dos speakers chegou a encobrir a equalização dos palcos vizinhos. Um exemplo foi durante a apresentação do tUnE-yArDs, que teve a execução de uma música mais calma totalmente ofuscada pelo bate-estaca furioso do Skream & Benga.



A primeira edição do Lolla no Brasil contou com cinco palcos: Cidade Jardim, Butantã, Palco do Perry, Alternativo e uma versão mais modesta do Kidzapalooza (na versão gringa, o palco se estende para mais tendas e atrações interativas, saiba mais aqui). Diferente deste ano, que contou com dois dias, o Lolla Br 2013 terá três dias. Esse dia extra abre margem para mais atrações, mas serão necessários mais palcos também?

A parte ruim de um número maior de palcos seria o trânsito dentro do festival: no Lolla Chicago, alternar entre atrações de diferentes partes do Grant Park embaixo de um sol de 30 graus exigiu muito preparo físico do público. Por exemplo, quem quisesse conferir o show d'O Rappa no palco Bud Light e em seguida ver o Dr. Dog no Red Bull Soundstage, teria que atravessar o parque todo (cerca de um quilômetro).


ALIMENTAÇÃO

Toda comida de festival de música é só pra enganar o estômago, certo? Errado. No Lolla Chicago, o chef Graham Elliot foi convocado para ser o curador da Chow Town, a praça de alimentação do festival. Contando com barracas representando 36 fornecedores entre restaurantes, lanchonetes de fast-food e cafés (independentes ou de rede), era possível você escolher facilmente se queria um tira-gosto, um lanche rápido ou forrar a barriga de verdade. E tudo isso com preços variando de US$ 3 a US$ 12, então você não morreria de fome ali por nada. 




BEBIDAS


O festival espalhou nada mais nada menos que 17 bares pelo Grant Park, dificultando a formação de filas quilométricas. OK, a cerveja e a garrafa d’água eram caras: US$ 6 e US$ 3, respectivamente. Mas ainda assim havia um belo de um 'chorinho': você podia entrar com uma garrafa de plástico cheia desde que ela ainda estivesse lacrada, ou também poderia entrar com uma garrafa vazia para ser abastecida com água em um dos quatro postos espalhados pelo evento.


DIVERSIDADE


O Lolla Chicago não chamou apenas atrações de língua inglesa para seus palcos. Além dos brasileiros d’O Rappa, o festival trouxe os chilenos do Los Jaivas e os africanos Amadou & Mariam. Ah, você também pode considerar nessa lista o Sigur Rós - já que muita gente não faz ideia do que eles cantam no tal dialeto Vonlenska.

A diversidade em vertentes musicais também valeu a pena: apesar de escalar três bandas de rock recém-reunidas (Black Sabbath, At The Drive-In e Afghan Whigs) e um veterano do festival (esta foi a terceira participação do Red Hot Chili Peppers) para fazer a festa dos fãs saudosos, o Lolla Chicago também trouxe novidades como o fun., GIVERS, Die Antwoord e Frank Ocean.


SEGURANÇA


Certo, o anúncio da tempestade e a paralização do festival no meio das atrações pegou todo mundo de surpresa e deixou uma sensação de “e agora?”, mas a organização do Lollapalooza soube ter paciência e instruir tranquilamente ao público como sair do festival, indicando alguns estacionamentos ao redor para servir como abrigo durante a chuva. Quem aí ficou gripado no SWU do ano passado toca aqui.


CAIXAS

Nem todos os estandes de alimentação aceitavam cartão de crédito, mas o festival contava com oito localidades para caixas eletrônicos, o que ajudou a garantir a baixa ocorrência de filas nas barracas. No Brasil, o procedimento padrão é a compra de fichas em um caixa específico para depois trocá-las por comida e bebida em outro quiosque, exigindo tempo e paciência do pessoal. Será que seria muito difícil utilizar o mesmo modelo norte-americano?


HIGIENE

O Grant Park estava equipado com sete grandes unidades de banheiros químicos, e eram poucas as filas para utilização das cabines. Na saída, totens especiais de plástico garantiam aquela higienizada nas mãos com uma espuma especial.

As latas de lixo normal e reciclável eram visíveis em todo canto, então não havia desculpa para jogar garrafas e outros dejetos no chão. Mesmo assim, alguns catadores estavam por perto para fazer a parte dos porcalhões que deixavam algum rastro de sujeira para trás.


OUTRAS ATRAÇÕES

Quem tinha uns minutos livres entre uma atração e outra no Lolla, podia passar o tempo se distraindo com os estandes de patrocinadores como Fender, Sony e Ray-Ban: passeando por eles, era possível experimentar guitarras famosas, jogar umas partidas de Playstation ou fazer um pequeno tour sobre capas de discos lendárias.

Kidzapalooza: os pequenos rockstars do Lollapalooza Chicago

*Matéria originalmente publicada no Portal Vírgula.


Além dos shows nos palcos principais, o Lollapalooza Chicago trouxe uma diversão voltada especialmente para o público infantil: o Kidzapalooza, uma área mais tranquila do festival com atrações para toda a família - visto que a organização do evento encorajou a entrada gratuita de crianças acompanhadas pelos pais.

O Kidzapalooza foi criado por Hyams Tor e estreou durante a edição de 2005 do Lollapalooza. Segundo o idealizador do palco, os três critérios utilizados para montar o line-up de atrações é "que seja muito legal", "que tenha bandas locais" e "que tenha oportunidades interativas para crianças e famílias".

Contando com um palco de porte menor e várias tendas com atividades diversas, o Kidzapalooza também servia como um belo pit stop arborizado para que os adultos pudessem descansar da corrida maratona de shows que aconteciam nos palcos maiores. No palco, apresentações do School of Rock (sim, a Escola do Rock do filme com Jack Black existe de verdade), o guitarrista-prodígio Quinn Sullivan, a cantora Laura Doherty, Dan Zanes, além de participações de grupos circenses.



Mas entre as tendas que compunham a área do Kidzapalooza, era possível exercitar o corpo na Rock Star Yoga, mudar o visual dos pimpolhos com Funky-Hairdooz e Cool Tattooz (tudo com tinta fácil de tirar, claro), gravar um vídeoclipe no Rock Star Video Karaoke, entre outras coisas. Mas a tenda que mais se destacava era a de workshop de hip-hop para crianças, na qual o professor era um MC carismático que tentava ensinar e encorajar as crianças a fazer suas rimas:



segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Jack White revive músicas do White Stripes e fecha festival com maestria

*Matéria originalmente publicada no Portal Vírgula.


“Como encerrar um festival que tem Black Sabbath e Red Hot Chili Peppers como headliners nas noites anteriores? No mínimo, você precisa de uma banda muito boa. Porque não duas?”. Deve ter sido mais ou menos assim que Jack White pensou quando foi escalado para fechar o Lollapalooza Chicago. Se não bastaria complementar o repertório de sua carreira solo com músicas do White Stripes, Raconteurs e Dead Weather, o guitarrista botou as suas duas excelentes bandas de apoio para arrebatar o público neste domingo (5).

Iniciando o show com Los Buzzardos, sua banda masculina que conta com Dominic Davis (baixo), Daru Jones (bateria), Fats Kaplin (pedal steel), Ikey Owens (teclados) e Cory Younts (vocais, violino e instrumentos adicionais), Jack White mergulhou fundo no repertório do White Stripes, optando por reinterpretar as canções com arranjos mais trabalhados. A suja e pesada “Dead Leaves and The Dirty Ground” ganhou uma versão orientada por um piano rock ‘n’ roll, surpreendendo a plateia. Em “Wasting My Time”, o guitarrista fez um duelo de solos marcante contra o violino de Younts.

O medley “Cannon/ Nitro/ John the Revelator” estampou vários sorrisos nos fãs do material inicial da finada dupla, e White aproveitou para fazer graça da tempestade que quase cancelou o festival na noite anterior. “Tivemos sorte que não choveu hoje, não?”



“Take Me With You When You Go” antecipou o momento de transição entre a primeira banda de apoio e as Peacocks (a banda feminina), com a participação da cantora Ruby Amanfu. Enquanto White dedilhava “Love Interruption” no violão, os roadies preparavam o palco para a segunda banda. Se o início do show com Los Buzzardos surpreendeu pela pegada forte dos músicos, o ritmo não poderia cair com as Peacocks. E Catherine Popper (baixo), Carla Azar (bateria), Lillie Mae Rische (multi-instrumentista), Brooke Waggoner (teclados) e Maggie Bjorklund (pedal steel) não deixaram por menos: em mais uma sequência de canções dos projetos anteriores de White, “Top Yourself”, “Blue Blood Blues” e “Ball and Biscuit” ganharam versões ainda mais afiadas que as originais, abusando de solos e improvisos.

White retornou ao palco para um bis cheio de hits: “Steady As She Goes” foi entoada pela plateia com a mesma exatidão de “The Hardest Button To Button”. “Freedom At 21” - uma das canções mais fortes da fase solo do guitarrista - foi tocada de maneira fiel à gravação original e deu lugar à saideira apoteótica com o maior hit do White Stripes: “Seven Nation Army”. O efeito foi tão brilhante que o público do Lollapalooza deixou o Grant Park entoando o riff da música em coro.



Setlist

Sixteen Saltines
Black Math (White Stripes)
Missing Pieces
Dead Leaves and the Dirty Ground (White Stripes)
Wasting My Time (White Stripes)
Hypocritical Kiss
Cannon/ Nitro/ John the Revelator (White Stripes)
The Same Boy You've Always Known (White Stripes)
Take Me With You When You Go
Love Interruption
Weep Themselves to Sleep
Hotel Yorba (White Stripes)
Top Yourself (Raconteurs)
Blue Blood Blues (Dead Weather)
Ball and Biscuit (White Stripes)

Bis
Steady As She Goes (Raconteurs)
The Hardest Button to Button (White Stripes)
Freedom At 21
Seven Nation Army (White Stripes)

At The Drive-In sacia fãs saudosos no Red Bull Soundstage

*Matéria originalmente publicada no Portal Vírgula.


Mais um fruto da recorrente ‘onda de turnês de reunião’ que virou moda entre bandas de décadas passadas, o At The Drive-In subiu ao Red Bull Stage neste domingo (5) para saciar a saudade de fãs antigos e, principalmente, a curiosidade daqueles que nunca viram o grupo ao vivo.

Depois de lançar o disco Relationship of Command - considerado um marco do post-hardcore - em 2000, o grupo encerrou as atividades um ano depois, cancelando a turnê de divulgação do trabalho e restringindo seu estouro no mainstream. Com o término, mais duas bandas foram originadas: o agressivo Sparta e o neo-progressivo The Mars Volta. Em janeiro deste ano, o grupo anunciou uma reunião para algumas datas, incluindo uma participação no festival Coachella, na qual seus integrantes pareceram um pouco desconfortáveis e desentrosados.

Para a sorte do público de Chicago, no Lollapalooza foi diferente. Cedric Bixler-Zavala (vocais), Omar Rodríguez-López (guitarra), Jim Ward (guitarra, teclados), Paul Hinojos (baixo) e Tony Hajjar (bateria) fizeram uma apresentação um pouco mais consistente e uma atitude mais relaxada no palco - com exceção de Omar, que se limitou ao canto esquerdo do palco, sem esboçar empolgação ou vontade de estar ali durante petardos como “Arcarsenal”, “Pattern Against User” e “Chanbara”.

A postura do guitarrista só confirma o que já havia dito em entrevistas sobre o retorno da banda: essa reunião do At The Drive-In é passageira e serve apenas para aproveitar o reconhecimento (leia-se grana) que a banda não obteve quando ainda estava na ativa. 
Por outro lado, Cedric deu um show à parte. Zavala não foi apenas um vocalista e sim um verdadeiro showman: em meio às canções, fazia piadas e provocava a plateia com suas estripulias no palco.



A capacidade de Cedric como entertainer foi colocada à prova quando problemas técnicos paralisaram o show por quase cinco minutos. Apostando no absurdo, o vocalista pediu para que o público jogasse coisas no palco e iniciou um monólogo estranho sobre chinelos. “O que estou procurando é parecido com Havaianas”, disse. Uma fã correu para lançar as suas no palco, mas Cedric respondeu, sarcástico: “por favor, não jogue seus chinelos prateados de hipster em mim. Não é desse tipo que estou falando. Eu quero daqueles chinelos que sua vovozinha faz para você”.

No final, Cedric encenou um diálogo com vozes estranhas para anunciar a faixa mais esperada da apresentação: “One Armed Scissor”. Ao fim da canção, a banda simplesmente deixou o palco sem dizer nada. Mas para os fãs que anos atrás sequer tinham esperança de ver o grupo ao vivo, não havia do que reclamar.



Setlist

Arcarsenal
Pattern Against User
Chanbara
Lopsided
Sleepwalk Capsules
Napoleon Solo
Quarantined
Enfilade
Pickpocket
Metronome Arthritis
Non-Zero Possibility
Catacombs
One Armed Scissor

Florence + The Machine deixa fãs em estado de graça no Lollapalooza

*Matéria originalmente publicada no Portal Vírgula.


“Nós somos Florence + The Machine e nós queremos alguns sacrifícios humanos”. Com esta frase, Florence Welch desencadeou um dos momentos mais marcantes do Lollapalooza Chicago, neste domingo (5). Ao apresentar a música “Rabbit Heart (Raise It Up)”, a vocalista pediu aos fãs presentes que levantassem seus companheiros ou vizinhos nos ombros.

“Nós queremos seus corpos! Então se vocês estão agora com pessoas que gostam, amam ou apenas acabaram de conhecer, queremos que você as levante nos ombros”. Prontamente atendida por vários membros da plateia, a ruiva certamente se orgulhou da adoração quase religiosa por parte de seus admiradores.

Essa devoção não é por menos. Performática, Florence ressalta suas qualidades vocais fazendo trejeitos ensaiados de acordo com o andamento de suas músicas. Dois ventiladores colocados estrategicamente ao seu redor no palco fazem com que seu vestido se torne esvoaçante. Some isso a canções com crescendos propícios para o delírio da plateia e temos uma legião de fãs em estado de graça.

No repertório do show, a banda deu prioridade ao álbum mais recente, Ceremonials. Mas é claro que o hit “Dog Days Are Over” não ficou de fora. Tocada após “Shake It Out”, a música foi o ponto alto da apresentação, com centenas de fãs (a maioria do sexo feminino) batendo palmas de acordo com a canção.


Setlist

Only If for a Night
What the Water Gave Me
Cosmic Love
Rabbit Heart (Raise It Up)
Spectrum
Heartlines
Leave My Body
Breath Of Life
Shake It Out
Dog Days Are Over
Never Let Me Go
No Light, No Light

domingo, 5 de agosto de 2012

Sem muito esforço, Franz Ferdinand bota público para dançar

*Matéria originalmente publicada no Portal Vírgula.


Os escoceses do Franz Ferdinand subiram ao palco Bud Light do Lollapalooza Chicago no último sábado (4) para exercer sua especialidade: botar o povo pra dançar. Alex Kapranos (vocais e guitarra), Bob Hardy (baixo), Nick McCarthy (guitarra e teclados) e Paul Thomson (bateria) apresentaram um repertório que mesclou composições inéditas com sucessos da carreira da banda.

O grupo começou seu set com a já clássica “The Dark of the Matinée”, com Kapranos injetando uma boa dose de empolgação no público. O resultado foi instantâneo e os fãs responderam dançando até mesmo nos momentos menos propícios para balançar o corpo, como “Walk Away”.

Depois de ter ganho a plateia sem muito esforço, o grupo emendou uma composição nova chamada “Right Thoughts! Right Words! Right Action!”, que seria percebida por um espectador desavisado como mais um hit da banda. Depois de apostar em mais uma favorita dos fãs, com “Michael”, o Franz Ferdinand resolveu brindar os presentes com mais uma música inédita: “ Scarlet Blue”. Ambas as canções devem ser incluídas no próximo disco do grupo, ainda sem data certa de lançamento.




“Do You Want To” veio em seguida, atraindo o público que se deslocava dos outros palcos ao redor do Bud Light. “Can’t Stop Feeling” preparou o terreno para que o Franz desferisse seu maior trunfo: o sucesso “Take Me Out”. Mas apesar das alegres coreografias empreendidas pelos espectadores no gramado do Lollapalooza, Bob Hardy mantinha um olhar indiferente, quase como se transparecesse cansaço em tocar a música pela milésima vez.



O grupo deixou para o final o já tradicional momento em “Outsiders”, no qual todos os membros se juntam ao baterista para uma extensa exibição percussiva. Para arrematar, a banda tirou da manga mais um hit: “This Fire”. Foi o golpe de misericórdia para a plateia, que com certeza saiu dali com algumas calorias a menos.




Setlist

The Dark of the Matinée
No You Girls
Walk Away
Right Thoughts! Right Words! Right Action!
Michael
Scarlet Blue
Do You Want To
Can't Stop Feeling
Take Me Out
Ulysses
Outsiders
This Fire 

Red Hot Chili Peppers encerra dia problemático do Lollapalooza com belo show

*Matéria originalmente publicada no Portal Vírgula.


“Pessoal, isso é sério: vamos ter que fechar o festival e evacuar o parque”. Esse foi um dos vários avisos que surgiram nos microfones dos palcos do Lollapalooza Chicago, no último sábado (4). A previsão do Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) de que uma forte tempestade estava para acontecer na região do Grant Park deixou os organizadores do evento em estado de alerta, colocando em xeque os shows principais daquela noite. Mas cinco horas depois, o Red Hot Chili Peppers estava no palco fazendo o show que pode ter registrado o maior público desta edição do festival.

Anthony Kiedis e Flea, respectivamente vocalista e baixista considerados o núcleo da banda, são calejados em histórias de superação pessoal: problemas familiares, luta contra vícios e a perda de Hillel Slovak (o primeiro guitarrista dos Chili Peppers, falecido em 1988). Com um currículo desses, a tarefa de eclipsar a confusão ocorrida à tarde e fechar o segundo dia do Lollapalooza com chave de ouro fica fácil.



Em sua terceira participação no festival (o grupo já tocou nas edições de 1992 e 2006), o Chili Peppers começou com a barulhenta “Monarchy of Roses”, faixa de abertura do disco mais recente, I’m With You. Mas foi a partir de “Around The World” que a apresentação esquentou de verdade, com várias pessoas trocando os beats eletrônicos do palco Perry pelos slaps de Flea no baixo. A migração de público continuou durante “Snow ((Hey Oh))” e terminou a tempo de “Otherside” ser recebida com empolgação pela plateia, que cantava a letra a em uníssono. Nem mesmo um pequeno erro de Anthony Kiedis na transição do verso para o refrão atrapalhou o coro dos fãs.

“Look Around” veio para trocar o ‘momento karaokê’ do show por uma cadência um pouco mais dançante, que teve seu auge depois de um longo improviso que serviu como introdução para “Can’t Stop”. O grupo só foi recorrer a composições mais antigas depois de uma versão estendida de “If You Have to Ask”, que foi recebida de maneira morna em relação ao catálogo recente. Essa diferença na receptividade do repertório também ficou clara durante “Suck My Kiss”, que gerou comoção somente nos membros mais velhos da plateia. Até mesmo o clássico “Under The Bridge” não foi entoado pelo público com a mesma força de hits como “Californication” e “By the Way”. Pelo visto, os Chili Peppers envelhecem, mas seu séquito se renova cada vez mais.

Com uma rápida pausa e retorno para o bis com “Brendan's Death Song” a estrela de Josh Klinghoffer pode ser notada com mais intensidade. Guitarrista melódico que também sabe encaixar boas doses de barulho em seus solos, Klinghoffer se revelou uma escolha certeira depois que John Frusciante deixou o grupo. Com ele, Flea e o baterista Chad Smith passaram a improvisar mais ao vivo (prática que ocorreu diversas vezes no palco) e Kiedis encontrou um backing vocal mais presente.

Em seguida veio o ritmo frenético de “Give it Away” e com ela um momento de catarse de Flea. “Muito obrigado, nós amamos vocês. Apreciem a música ao vivo, nunca a deixem morrer”. Depois de um show desses, será que precisava pedir?



Setlist

Monarchy of Roses
Around the World
Snow ((Hey Oh))
Otherside
Look Around
Throw Away Your Television
Can't Stop
If You Have to Ask
The Adventures of Rain Dance Maggie
Suck My Kiss
Under the Bridge
Goodbye Hooray
Californication
By the Way

Bis
Brendan's Death Song
Give It Away 

sábado, 4 de agosto de 2012

Lollapalooza é suspenso por causa de tempestade

*Matéria por Neto Lucon originalmente publicada no Portal Vírgula.


A organização do Lollapalooza paralizou na tarde deste sábado (4) o festival que acontece no Grant Park, em Chicago, nos Estados Unidos. Hoje, é o penúltimo dia da versão americana do festival.

De acordo com o enviado especial do Virgula Música, Alexandre Lopes, a organização do evento informou que uma provável tempestade foi detectada pelo departamento metereológico dos EUA e está levando o público para abrigos na avenida Michigan.

A informação também foi publicada no site oficial do evento, que afirmou que o evento está temporariamente interrompido. "Devido a uma tempestade que está aproximando e a avisos do Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), os organizadores do Lollapalooza suspenderam o festival", diz a nota.

Shelby Meade, diretor de comunicação da empresa, afirmou que a “prioridade é sempre a segurança dos fãs, da equipe e dos artistas”. “Lamentamos ter de suspender qualquer show, mas a segurança vem sempre em primeiro lugar”.

Hoje, as bandas Franz Ferdinand e Red Hot Chili Peppers tocariam.

Atualização: Confirmando a previsão do NWS, a região do Grant Park recebeu uma forte tempestade por volta das 16h30 (18h30 em Brasília), mas pouco antes das 18h a chuva cessou e a organização do festival reabriu os portões do parque para continuar as atrações do evento.

Veja abaixo vídeo do público deixando o festival antes da tempestade:

Black Sabbath atrai fãs de todas as idades ao primeiro dia do Lollapalooza

*Matéria originalmente publicada no Portal Vírgula.


O heavy metal sempre foi reconhecido como um dos gêneros musicais com os fãs mais ardorosos. Se o Black Sabbath é considerado um dos pais do rock pesado, não seria novidade que o carismático Ozzy Osbourne atraísse um culto quase religioso à sua banda. Com a única apresentação da banda na América anunciada no primeiro dia do Lollapalooza Chicago, grande parte do público estava ali apenas para prestigiar o Sabbath.

Linda Blood (sim, ela diz que é o nome real!) tem 61 anos e veio sozinha de Los Angeles somente para ver a banda e revela uma antiga paixão. “A primeira vez que os vi foi em 1969. Sou uma grande fã”. Ela conta que já viu vários shows de Ozzy com sua banda solo e outras formações do Black Sabbath. “Amo o Ronnie James Dio [vocalista que substituiu Ozzy após sua primeira saída do grupo], ele era maravilhoso, mas eu amo de verdade o Black Sabbath com o Ozzy. Para mim, a banda real é essa. Por isso eu vim até aqui. Eles não tocam juntos há um bom tempo, não pude vê-los na última reunião e eu não perderia isso por nada”, diz Linda.

A relação de Linda com a banda ultrapassa os limites de fã normal, cultivando uma ligeira amizade com o baixista Geezer Butler. “Conheci o Geezer através de uma entidade para arrecadar fundos para resgate de animais. Em novembro do ano passado, ele me disse que a banda se reuniria para gravar um disco novo e quando marcaram uma data no Reino Unido, combinei de ir com uns amigos, mas tive que cancelar minhas férias por causa do trabalho. Então quando apareceu a oportunidade de vir aqui, eu simplesmente vim sem pensar duas vezes!”

O Rappa conquista público do Lollapalooza Chicago

*Resenha originalmente publicada no Portal Vírgula.


O Rappa fez bonito em sua apresentação no Lollapalooza Chicago, nesta sexta-feira (3). Com a tarefa difícil de abrir as atividades do palco Bud Light às 12h45, o grupo não se intimidou com o sol forte que castigava o Grant Park e justificou o convite feito por Perry Farrell (idealizador do festival) para tocar no evento com uma apresentação vigorosa.

Bem mais à vontade com os fãs brasileiros que estavam próximos à grade, Falcão arriscou poucas frases em inglês - “beautiful city” e “thank you”, por exemplo - e convocou um intérprete para anunciar “A Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero)” como a música cujo clipe faturou alguns prêmios na MTV Brasil.

Mas o vocalista não precisou ir muito além no idioma local para conquistar o público norte-americano. Contando com alguns músicos de apoio afiados, Xandão (guitarra), Lauro (baixo) e Lobato (teclados) apresentaram versões enérgicas de “Hey Joe”, “Me Deixa” e “Lado B Lado A”.

Percebendo a boa receptividade da plateia geral com a mistura de reggae, rock e hip hop do grupo, O Rappa se soltou ao ponto de arriscar uma versão bem improvisada da clássica “Smoke On The Water” do Deep Purple. Brincadeiras desnecessárias à parte, a banda encerrou sua apresentação visivelmente emocionada com os aplausos conquistados fora de sua terra natal.




Setlist

Reza Vela
Meu Mundo É O Barro
Homem Amarelo
O Salto
Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero)
Me Deixa
Hey Joe
Lado B Lado A

Filho do beatle George Harrison traz banda experimental ao palco BMI

*Resenha originalmente publicada no Portal Vírgula.


Dhani Harrison, o filho do eterno quiet beatle George, se apresentou no Lollapalooza Chicago nesta sexta (3). À frente do projeto thenewno2, Harrison mesclou efeitos de sintetizadores e loops eletrônicos com instrumentos de sonoridades mais tradicionais, como teclados, ukulele e - é claro - a guitarra.

Tocando para uma plateia formada mais por fãs de seu pai do que por seu trabalho, Dhani não demonstrou interesse em ser um frontman, limitando-se a fazer poucos comentários entre as canções. Além da notável semelhança física com o pai, o músico parece ter herdado também a discrição.



Thenewno2 passa longe do espírito dos Fab Four, concentrando-se no repertório de seus dois discos - You Are Here e o recém-lançado Thefearofmissingout -, ambos recheados de experimentalismos que vão de ritmos simples e repetitivos a sons que remetem aos momentos mais eletrônicos do Radiohead. Mas ao vivo as composições abrem caminho a pequenos improvisos entre músicas com bases de sintetizadores e instrumentos acústicos.

Quem foi ao BMI com a esperança de ouvir canções dos Beatles não poderia estar mais perdido. Mas quem foi de cabeça aberta para novos sons, descobriu que Dhani se importa pouco em corresponder expectativas equivocadas em torno de sua carreira musical.

Black Sabbath embala famílias em primeira noite do Lollapalooza

*Matéria originalmente publicada no Portal Vírgula.


Uma banda considerada “satânica” em seus primórdios servindo de trilha sonora para uma diversão familiar. Parece estranho, certo? Mas foi exatamente isso que o Black Sabbath fez na noite desta sexta-feira (3), ao encerrar o primeiro dia do Festival Lollapalooza em Chicago.

Ozzy Osbourne (vocais), Tony Iommi (guitarra) e Geezer Butler (baixo) subiram ao palco sua única apresentação na América este ano para entreter uma plateia diversificada: de fãs que os acompanhavam desde o começo da banda, no fim dos anos 60, passando por jovens moderninhos com óculos coloridos e pais com seus filhos menores. E o grupo inglês provou que ainda está à altura de todo esse fascínio que exerce no público desde que começou a tocar notas distorcidas com uma bela dose de temas obscuros.



Não é à toa que a banda iniciou o show com a faixa homônima, “Black Sabbath”. Nem mesmo o resquícios da luz do dia conseguiram atrapalhar o clima sombrio da canção, realçados por uma chama infernal que era transmitida no telão principal do palco. “The Wizard” veio na sequência, com Ozzy arriscando tocar gaita para puxar os riffs de Iommy que mais se aproximam das raízes do blues. “Behind the Wall of Sleep” antecedeu o momento de glória de Geezer Butller, com o seu clássico solo introdutório de “N.I.B”.

Ozzy obviamente já não é mais o mesmo: o vocalista não alcança mais os altos tons de antigamente - ele chegou a desafinar ligeiramente em “Into the Sun” e de maneira absurda em “Snowblind”, além de deixar perceber um vocal pré-gravado para reforçar algumas partes de “War Pigs” -, mas o forte de Osbourne nunca foi a técnica, e sim a empolgação no palco. E essa parte o madman não deixou de corresponder às expectativas dos fãs, que respondiam com a disposição de um exército aos comandos “vamos lá, batam palmas” e “eu não consigo ouvir vocês”.

Por mais que Ozzy ganhe a fama de roqueiro indestrutível por todo o seu histórico com drogas pesadas, Tony Iommi é o membro do Sabbath que traduz fielmente a descrição de “Iron Man”: depois de ter sua carreira como guitarrista ameaçada por um acidente que decepou parte de seus dedos médio e anelar da mão direita, Iommi desenvolveu dedais caseiros com ligas de couro e reaprendeu a tocar o instrumento, tornando-se um dos maiores expoentes da guitarra no mundo do rock pesado. No final do ano passado, mais um empecilho; Iommi foi diagnosticado com linfoma em estágio inicial e os planos para uma turnê mundial da nova reunião da formação clássica da banda foram adiados. Mas no palco, o guitarrista continua afiado e técnico como sempre, esboçando sorrisos tímidos que às vezes até transparecem algum tipo de constrangimento com a devoção dos fãs.


E a parte mais polêmica da recente volta do Sabbath também não fez feio: o baterista contratado Tommy Clufetos obviamente nunca substituirá a importância histórica de Bill Ward nas duas baquetas, mas o rapaz (nascido em 79, mesmo ano em que o grupo gravou o último disco de estúdio com sua formação original) justificou seu posto com um agressivo e impressionante solo de bateria após uma versão instrumental de “Symptom of the Universe”. Mas o público pareceu mais entretido com as bizarras participações de duas senhoras voluntárias do festival, que na metade final do show surgiram no canto esquerdo do palco para mesclar coreografias de air guitar com linguagem de sinais para surdo-mudo.

A banda se despediu do palco com “Children of the Grave”, apenas para retornar em seguida para o bis, com Ozzy atiçando a plateia ao perguntar “vocês querem mais uma?”. O grupo emendou a introdução de “Sabbath Bloody Sabbath” apenas para disfarçar a inevitável saideira, com “Paranoid”.



Setlist

Black Sabbath
The Wizard
Behind the Wall of Sleep
N.I.B.
Into the Void
Under the Sun
Snowblind
War Pigs
Electric Funeral
Sweet Leaf/ Symptom of the Universe (instrumental)
Solo de bateria
Iron Man
Fairies Wear Boots
Dirty Women
Children of the Grave

Bis
Paranoid