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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Red Hot Chili Peppers ignora falhas técnicas e justifica prestígio em São Paulo

*Matéria originalmente publicada no Portal Vírgula.


O Red Hot Chili Peppers começou seu retorno ao Brasil nesta quarta-feira (21), com um show na Arena Anhembi em São Paulo. Trazendo a tiracolo os ingleses do Foals como atração de abertura, Anthony Kiedis (vocal), Flea (baixo), Chad Smith (bateria) e o recém-chegado guitarrista Josh Klinghoffer conseguiram fazer um show memorável para a plateia paulistana sem precisar de muito esforço.

Logicamente, um show marcado para começar às 19h30 de uma quarta-feira na conturbada capital paulista estava predestinado a atrasar. Quando o Foals iniciou seu set com Blue Blood às 20h30, ainda havia fila de pessoas para entrar do lado de fora da Arena Anhembi.

Como os ingleses optaram por um repertório que crescia aos poucos, a plateia se limitou a ficar parada olhando com cara de 'o que é isso?' durante os números iniciais. Ao meu lado, ouvi duas garotas com camisetas dos Chili Peppers conversando. "O que é isso?", perguntou a que parecia ser a mais nova. A outra respondeu prontamente "isso é indie, não tá vendo? As músicas são todas iguais".

Porém, quando a banda puxou Cassius e Balloons, o Foals engrenou na parte mais dançante de seu show. Com isso, os membros mais musicalmente sociáveis do público ficaram empolgados e começaram a dançar. No final, vários batiam palmas de acordo com a cadência de Spanish Sahara, e o vocalista e guitarrista Yannis Philippakis chegou a descer com guitarra e pedestal de microfone até o fosso entre o palco e a grade para terminar o show ali, sentindo a energia da galera do gargarejo.

Passada a prova de fogo do Foals, chegou a vez do Chili Peppers. O grupo subiu ao palco às 21h50, apostando na barulheira de Monarchy of Roses, faixa de abertura de I'm With You. Ao emendar os hits Can't Stop, Tell Me Baby e Scar Tissue com a plateia cantando em uníssono, ficou claro que o Red Hot já tinha o público ganho e não precisaria suar a camisa para fazer um grande show.

Mas problemas técnicos ameaçaram tirar o brilho da apresentação. Josh Klinghoffer penou com vários 'apagões' na sua guitarra em pelo menos seis músicas, prejudicando sua performance - que estava sempre sob olhares atentos dos fãs de seu antecessor, John Frusciante, que largou o grupo para seguir carreira solo.

Definitivamente não deve ser legal estar na pele de Klinghoffer no recente momento de transição da banda, pois o guitarrista sempre será alvo de comparações com Frusciante. E justamente na introdução de Under The Bridge a guitarra falhou e o expôs em uma situação constrangedora, alimentando comentários maldosos da plateia.

Ao final de Higher Ground, mais uma vez o instrumento o deixou na mão, e para que os técnicos enfim resolvessem os problemas, Flea puxou sozinho no baixo uma pérola esquecida: a vinheta Pea, cantada por ele no álbum One Hot Minute, de 1995, que também foi ovacionada pelo público. Mas depois destas mancadas técnicas, é preciso reconsiderar se o roadie responsável por seu equipamento é realmente merecedor do emprego.

A volta por cima veio com os hits Californication e By The Way, e a banda retirou-se rapidamente do palco. O bis veio com uma jam com forte participação do percussionista brasileiro Mauro Refosco (que participou das gravações de I'm With You e está na turnê como músico de apoio), incluindo instrumentos como berimbau e zabumba, para depois dar lugar a Dance Dance Dance.

Depois da improvável inclusão da arrastada canção Don't Forget Me, chegou a hora do adeus com o clássico Give It Away, seguida por mais um improviso apoteótico do grupo. A banda desta vez se despediu definitivamente do público, que apesar das trapalhadas técnicas, com certeza gostaria de repetir a dose no show do Rock in Rio no próximo sábado, dia 24.

Set list Foals

01 - Blue Blood
02 - Olympic Airways
03 - Total Life Forever
04 - Cassius
05 - Balloons
06 - Miami
07 - Spanish Sahara
08 - Red Socks Pugie

Set list Red Hot Chili Peppers

01 - Monarchy of Roses
02 - Can't Stop
03 - Tell Me Baby
04 - Scar Tissue
05 - Look Around
06 - Otherside
07 - Factory of Faith
08 - Throw Away Your Television
09 - The Adventures of Rain Dance Maggie
10 - Me & My Friends
11 - Under The Bridge
12 - Did I Let You Know
13 - Higher Ground (cover de Stevie Wonder)
14 - Pea
15 - Californication
16 - By The Way

Bis
17 - Dance Dance Dance
18 - Don't Forget Me
19 - Give It Away

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

"Vamos tocar para público que não quer nos ouvir", diz baterista do Foals

*Matéria originalmente publicada no Portal Vírgula.


O Foals tem a difícil missão de ser a banda de abertura do show do Red Hot Chili Peppers esta noite na Arena Anhembi, em São Paulo. "Provavelmente tocaremos para a maioria do público que não vai querer nos ouvir", diz o baterista Jack Bevan, em entrevista ao Virgula Música. "Mas se algumas pessoas nos reconhecerem do outro show, será bom".

Essa não é a primeira vez que o Foals desembarca para tocar no Brasil; em 2008, a banda britânica foi uma das atrações do Festival Planeta Terra. Formado em Oxford, em 2005, por Bevan, Yannis Philippakis (vocais e guitarra), Jimmy Smith (guitarra), Edwin Congreave (teclados) e Walter Gervers (baixo), o som do grupo é uma mistura de indie rock com dance punk e os shows da banda resultam em momentos de catarse coletiva dançante - provavelmente daí vem o fator determinante para que Flea e cia fossem atrás deles para ato de abertura.

Em entrevista ao Virgula Música, o baterista Jack Bevan contou sobre os próximos planos da banda, o que mudou entre o disco de estreia e o mais recente, Total Live Forever, e as expectativas para os novos shows no Brasil. Leia abaixo.

Virgula Música - Vocês estão voltando para o Brasil para ser a banda de abertura do Red Hot Chili Peppers. Qual a relação do Foals com eles? Como surgiu o convite?

Na verdade eu não sei muito sobre isso, foi coisa de nosso empresário. Mas eu conheço o som dos caras e são ótimos músicos. Ouvi muito o Californication tempos atrás. Sei que o Chili Peppers é uma banda muito popular aí e provavelmente tocaremos para a maioria do público que não vai querer nos ouvir, mas se algumas pessoas nos reconhecerem do outro show, será bom (risos).

Virgula Música - É a segunda vez que vocês vêm ao nosso País. O que você lembra da primeira passagem por aqui?

Lembro que gostamos bastante do clima do festival e da reação do público. Era uma plateia bem receptiva e selvagem, e nós gostamos disso. Conseguimos uma folga para ficar alguns dias e passear de carro, então isso foi algo muito legal de se fazer. Geralmente não dá tempo de fazer muito turismo quando as datas são muito seguidas umas das outras.


Virgula Música - Neste novo disco e turnê, o Chili Peppers conta com a participação de um músico brasileiro. Vocês escutam música brasileira? O que você conhece de nossa música?

Eu tenho um amigo que escuta bastante música brasileira e sempre aparece com uns discos, de vez em quando ouvimos junto. Infelizmente não consigo dizer quais bandas seriam, mas já ouvi muita coisa com uns grooves interessantes.

Virgula Música - O álbum Total Life Forever tem músicas mais viajadas, em comparação ao disco anterior, Antidotes. O que ocasionou essa mudança?

Bom, primeiramente, nós envelhecemos. Quando gravamos Antidotes, foi em 2007. Éramos mais jovens, depois ouvimos mais coisas diferentes e colocando em nossa música. Gravamos o segundo disco dois anos depois, e muita coisa aconteceu nesse período, com turnês, shows e coisas assim. Viajamos o mundo também, tocamos em lugares diferentes. Então enxergo como um amadurecimento natural o segundo disco ter uma sonoridade diferente do primeiro. O próximo disco provavelmente deve ser diferente também.

Virgula Música - A performance da banda em 2008 no Festival Planeta Terra foi incrível, bem agressiva e acelerada. Com esta nova sonoridade, você acha que o show diminuiu de ritmo?

Um pouco, mas não totalmente. Não deixamos de tocar as coisas do primeiro disco!

Virgula Música - A banda já tem planos para um novo álbum? Já estão tocando novas canções ao vivo?

Temos algumas coisas em curso, mas ainda estamos concentrados na turnê. Não estamos planejando tocar nada novo em shows até que tudo esteja devidamente lapidado. Provavelmente devemos entrar em estúdio no ano que vem, assim que tivermos tempo para isso. Ainda é meio cedo para falar como o disco vai soar, mas com certeza deve ser uma extensão de nosso amadurecimento.


SERVIÇO
RED HOT CHILI PEPPERS E FOALS

21 de setembro – quarta-feira
Local: Arena Anhembi

Horário dos shows:
Foals – 19h30
Red Hot Chili Peppers: 21h30

Site: www.livepass.com.br
Call Center*: 4003-1527
Horário de funcionamento:
de segunda-feira a sábado – das 09h às 21h

Preços:
R$ 500,00 Pista Premium
R$ 200,00 Pista
Estudante e aposentado pagam meia-entrada