*Matéria originalmente publicada no Portal Vírgula.
O grupo novaiorquino Sonic Youth subiu ao palco Consciência às 19h08, debaixo de uma chuva que pretendia estragar os ânimos da plateia. Mas dadas as circunstâncias adversas - por conta do divórcio do guitarrista Thurston Moore e a baixista Kim Gordon após quase trinta anos de relacionamento, este pode ser o último show da carreira da banda - nenhum fã quis arredar o pé do lugar.
Mesmo que um pesado clima de despedida tenha marcado a apresentação, o set list do Sonic Youth não sofreu alterações radicais em relação aos shows anteriores da turnê. Thurston e o baixista Mark Ibold surgiram sorridentes no palco, ao passo que o guitarrista Lee Ranaldo fez questão de dar um "olá" no microfone, antes de iniciarem o show com "Brave Men Run (In My Family)".
A apresentação começou em um ritmo regular, mas depois esquentou com a visceral "Death Valley 69". A tensão da música parece ter ganhado um outro significado para a plateia, pois nesta música Thurston e Kim dividem simultaneamente os vocais. O show inteiro foi permeado pelo frenesi de que este pode vir a ser o show derradeiro do grupo. Mas nada disso transparecia entre os dois rockstars no palco; seria injustiça dizer que estavam se tratando com frieza, pois os dois nunca foram de trocar afagos em público.
Apesar deste clima pouco propício, não era difícil enxergar o baterista Steve Shelley e Mark Ibold sorrindo durante a apresentação. Talvez justamente para apaziguar os ânimos dos presentes, Thurston se dirigiu à plateia após a épica "'Cross The Breeze", apresentando a banda. "Senhoras e senhores, nossa banda se chama Sonic Youth e somos de New York City. É uma honra estar de volta no Brasil, aqui juntos mais uma vez com todos os nossos lindos irmãos e irmãs brasileiras". Em seguida, o grupo tocou "Schizophrenia".
Para espectadores desavisados, um show do Sonic Youth pode ser uma verdadeira tortura sonora sem sentido, pois a banda tem predileção por esticar suas músicas com longos improvisos de puro barulho guitarrístico. Quem não gosta, foi pra arquibancada se proteger da chuva. Quem gosta, teve um prato cheio com os crescendos de "Flower", "Starfield Road" – construída totalmente em cima de cacofonias e microfonias – e a parte final de Mote, na qual o grupo promoveu uma grande viagem sonora, com Thurston maltratando sua guitarra e amplificador até largar o instrumento em cima de uma câmera da produção do SWU.
No final de "Sugar Kane", Thurston mais uma vez foi ao microfone, desta vez para agradecer ao público por ter suportado a forte chuva. "Vocês foram lindos e excepcionais, mal posso esperar para vê-los novamente", disse, dando uma pista que talvez possamos contar com novos shows do Sonic Youth no futuro.
O grupo finalizou seu set com o hino alternativo "Teenage Riot", emendando também com mais uma sessão noise que durou cerca de 5 minutos. Ao final do barulho, Thurston se sentou no degrau da bateria, cruzou as pernas e ficou admirando o público, com uma expressão enigmática - pra variar, o músico estava com seus cabelos cobrindo o rosto. Difícil tentar imaginar o que se passava na cabeça do músico, mas nas mentes dos fãs, um misto de melancolia e alegria já poderia ser considerado unânime.
Set list
01 – Brave Men Run (In My Family)
02 – Death valley 69
03 – Sacred Trickster
04 – Calming the Snake
05 – Mote
06 – ‘Cross The Breeze
07 – Schizophrenia
08 – Drunken Butterfly
09 – Starfield Road
10 – Flower
11 – Sugar Kane
12 – Teenage Riot
Mostrando postagens com marcador swu 2011. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador swu 2011. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Stone Temple Pilots faz show em marcha lenta no palco Energia
*Matéria originalmente publicada no Portal Vírgula.
O Stone Temple Pilots subiu ao palco Energia do SWU Music & Arts Festival com aquele clima de 'cumprimento de tabela'. Escalados para anteceder o show do Alice in Chains, nesta segunda-feira (dia 14), Scott Weiland, Dean e Robert DeLeo e Eric Kretz apresentaram um set list recheado com hits, mas tocado em um ritmo um pouco mais lento do que as gravações originais.
Com 15 minutos de atraso, o grupo iniciou sua apresentação com duas faixas do disco de estreia, Core, de 1992: "Crackerman" e "Wicked Garden". Seguindo a linha do saudosismo que permeou esta edição do SWU, a banda focou seu repertório em uma espécie de 'zona de conforto para apresentações em grandes festivais', optando por tocar canções da época em que a banda gozava do estouro comercial, como "Vasoline", "Interstate Love Song" e "Big Empty".
Não é por menos que o ponto alto do show foi o superhit "Plush", cantado com tanta intensidade pelo público que Weiland se sensibilizou. A partir deste momento, o vocalista passou a interagir mais com a plateia, subindo nas caixas de retorno e com algumas falas ao microfone entre as músicas.
Mas para quem foi ao show do STP em dezembro do no ano passado, em São Paulo, a escolha do set list não revelou nenhuma surpresa, fora a presença certeira do hit "Big Bang Baby" - pérola pop do inspirado disco Tiny Music... Songs From The Vatican Gift Shop, de 1996. Quando a apresentação finalmente parecia engrenar em um ritmo mais rápido, foi a vez de encerrar o set, com "Sex Type Thing" e "Trippin' On a Hole In a Paper Heart". Uma pena que o grupo só tenha acordado de verdade no final.
Aos haters de plantão que não concordam que a performance de Weiland e cia. foi 'apagadinha', é só dar uma olhada no vídeo abaixo, de uma apresentação do grupo no festival Rolling Rock Town Fair, em 2001. Se eles ainda viessem com esse pique todo que mantinham há dez anos, certamente teriam feito uma apresentação memorável no SWU.
Set list
01 – Crackerman
02 – Wicked Garden
03 – Vasoline
04 – Heaven & Hot Rods
05 – Between the Lines
06 – Big Empty
07 – Silvergun Superman
08 - Plush
09 – Interstate Love Song
10 – Big Bang Baby
11 – Sex Type Thing
12 – Trippin’ On A Hole In A Paper Heart
O Stone Temple Pilots subiu ao palco Energia do SWU Music & Arts Festival com aquele clima de 'cumprimento de tabela'. Escalados para anteceder o show do Alice in Chains, nesta segunda-feira (dia 14), Scott Weiland, Dean e Robert DeLeo e Eric Kretz apresentaram um set list recheado com hits, mas tocado em um ritmo um pouco mais lento do que as gravações originais.
Com 15 minutos de atraso, o grupo iniciou sua apresentação com duas faixas do disco de estreia, Core, de 1992: "Crackerman" e "Wicked Garden". Seguindo a linha do saudosismo que permeou esta edição do SWU, a banda focou seu repertório em uma espécie de 'zona de conforto para apresentações em grandes festivais', optando por tocar canções da época em que a banda gozava do estouro comercial, como "Vasoline", "Interstate Love Song" e "Big Empty".
Não é por menos que o ponto alto do show foi o superhit "Plush", cantado com tanta intensidade pelo público que Weiland se sensibilizou. A partir deste momento, o vocalista passou a interagir mais com a plateia, subindo nas caixas de retorno e com algumas falas ao microfone entre as músicas.
Mas para quem foi ao show do STP em dezembro do no ano passado, em São Paulo, a escolha do set list não revelou nenhuma surpresa, fora a presença certeira do hit "Big Bang Baby" - pérola pop do inspirado disco Tiny Music... Songs From The Vatican Gift Shop, de 1996. Quando a apresentação finalmente parecia engrenar em um ritmo mais rápido, foi a vez de encerrar o set, com "Sex Type Thing" e "Trippin' On a Hole In a Paper Heart". Uma pena que o grupo só tenha acordado de verdade no final.
Aos haters de plantão que não concordam que a performance de Weiland e cia. foi 'apagadinha', é só dar uma olhada no vídeo abaixo, de uma apresentação do grupo no festival Rolling Rock Town Fair, em 2001. Se eles ainda viessem com esse pique todo que mantinham há dez anos, certamente teriam feito uma apresentação memorável no SWU.
Set list
01 – Crackerman
02 – Wicked Garden
03 – Vasoline
04 – Heaven & Hot Rods
05 – Between the Lines
06 – Big Empty
07 – Silvergun Superman
08 - Plush
09 – Interstate Love Song
10 – Big Bang Baby
11 – Sex Type Thing
12 – Trippin’ On A Hole In A Paper Heart
Marcadores:
resenha,
show,
stone temple pilots,
swu 2011
Faith No More encerra SWU com show burlesco de Mike Patton
*Matéria originalmente publicada no Portal Vírgula.
Mike Patton é um entertainer por excelência. Por mais que o vocalista divida sua musicalidade esquizofrênica em vários projetos mais estranhos, é somente comandando o Faith No More que Patton consegue combinar com maestria suas traquinagens no palco com música de qualidade. Percebendo isso, a organização do SWU Music & Arts Festival colocou a banda para encerrar a edição deste ano do evento - e a escolha não poderia ser mais certeira.
O grupo subiu ao palco Energia nesta segunda-feira (dia 14) com cerca de 30 minutos de atraso, apresentados pelo poeta e educador pernambucano Cacau Gomes. Com todos os outros membros do Faith No More (Mike Bordin, Roddy Bottum, Billy Gould e Jon Hudson) vestidos de branco, Patton encarnou um verdadeiro 'preto véio' (ou Zé Pilintra, segundo comentários abalizados dos leitores), ao aparecer devidamente munido de colares, chapéu e uma bengala. Um medley de "Woodpecker From Mars" e "Delilah", de Tom Jones, deu início aos trabalhos da noite com uma certa estranheza, apenas para em seguida brindar o público com o hit urgente "From Out Of Nowhere".
Independentemente de o Faith No More ter priorizado músicas menos conhecidas em detrimento de alguns sucessos - vide a inclusão de músicas como "Cuckoo For Caca", "Caffeine" e "King For A Day" no lugar de escolhas fáceis como "A Small Victory", "Edge Of The World" e "Falling To Pieces", por exemplo -, a presença de palco do frontman tresloucado e versátil sempre fez a diferença.
Patton mostrou sua simpatia desbocada ao comentar o coro da plateia na versão em português de "Evidence" ("Do c*ralho, irmãos! P*ta que te pario!"), babou no chão durante "Midlife Crisis", sacaneou as outras atrações do festival que se limitaram a desejar "boa noite, São Paulo", remendando "não é São Paulo, é Paulínia!" e propagou o caos em forma de diversão em "The Gentle Art of Making Enemies", ao controlar uma câmera da produção do festival e em seguida pular a grade que separava o público para tomar um banho de cerveja. E em meio a tudo isso, claro, Mike Patton cantou muito.
Mas o espetáculo não ficou apenas a cargo do cantor; depois de presentear o público com o maior hit da carreira da banda, "Epic", o Faith No More recebeu no palco o Coral de Crianças de Heliópolis para tocar uma versão comovente de "Just A Man". O frontman tentou se despedir dos espectadores mandando "beijocas", mas logo teve de voltar ao palco. Para o bis, o grupo optou por tocar uma canção desconhecida (seria uma canção nova e inédita do Faith No More?), a porrada "Diggin' The Grave" e "This Guy's In Love With You", famosa na voz de Herb Alpert.
Mesmo debaixo de uma forte chuva, a plateia não foi saciada com estes três números e clamou pela volta da banda para um segundo bis. Mas ele não se concretizou, visto que uma repentina queima de fogos anunciou o fim do show e do SWU. Mas Mike Patton deixou uma forte lembrança como consolo: todas as testemunhas da performance do Faith No More foram deitar suas cabeças em seus devidos travesseiros com o mantra "P*RRA C*RALHO" ecoando em suas mentes.
Set list
01 - Woodpecker From Mars/Delilah
02 - From Out Of Nowhere
03 - Last Cup Of Sorrow
04 - Caffeine
05 - Evidence
06 - Midlife Crisis
07 - Cuckoo For Caca
08 - Easy
09 - Surprise! You're Dead
10 - Ashes To Ashes
11 - The Gentle Art Of Making Enemies
12 - King For A Day
13 - Epic
14 - Just A Man
Bis
15 - Unknown
16 - Diggin' The Grave
17 - This Guy's In Love With You
Mike Patton é um entertainer por excelência. Por mais que o vocalista divida sua musicalidade esquizofrênica em vários projetos mais estranhos, é somente comandando o Faith No More que Patton consegue combinar com maestria suas traquinagens no palco com música de qualidade. Percebendo isso, a organização do SWU Music & Arts Festival colocou a banda para encerrar a edição deste ano do evento - e a escolha não poderia ser mais certeira.
O grupo subiu ao palco Energia nesta segunda-feira (dia 14) com cerca de 30 minutos de atraso, apresentados pelo poeta e educador pernambucano Cacau Gomes. Com todos os outros membros do Faith No More (Mike Bordin, Roddy Bottum, Billy Gould e Jon Hudson) vestidos de branco, Patton encarnou um verdadeiro 'preto véio' (ou Zé Pilintra, segundo comentários abalizados dos leitores), ao aparecer devidamente munido de colares, chapéu e uma bengala. Um medley de "Woodpecker From Mars" e "Delilah", de Tom Jones, deu início aos trabalhos da noite com uma certa estranheza, apenas para em seguida brindar o público com o hit urgente "From Out Of Nowhere".
Independentemente de o Faith No More ter priorizado músicas menos conhecidas em detrimento de alguns sucessos - vide a inclusão de músicas como "Cuckoo For Caca", "Caffeine" e "King For A Day" no lugar de escolhas fáceis como "A Small Victory", "Edge Of The World" e "Falling To Pieces", por exemplo -, a presença de palco do frontman tresloucado e versátil sempre fez a diferença.
Patton mostrou sua simpatia desbocada ao comentar o coro da plateia na versão em português de "Evidence" ("Do c*ralho, irmãos! P*ta que te pario!"), babou no chão durante "Midlife Crisis", sacaneou as outras atrações do festival que se limitaram a desejar "boa noite, São Paulo", remendando "não é São Paulo, é Paulínia!" e propagou o caos em forma de diversão em "The Gentle Art of Making Enemies", ao controlar uma câmera da produção do festival e em seguida pular a grade que separava o público para tomar um banho de cerveja. E em meio a tudo isso, claro, Mike Patton cantou muito.
Mas o espetáculo não ficou apenas a cargo do cantor; depois de presentear o público com o maior hit da carreira da banda, "Epic", o Faith No More recebeu no palco o Coral de Crianças de Heliópolis para tocar uma versão comovente de "Just A Man". O frontman tentou se despedir dos espectadores mandando "beijocas", mas logo teve de voltar ao palco. Para o bis, o grupo optou por tocar uma canção desconhecida (seria uma canção nova e inédita do Faith No More?), a porrada "Diggin' The Grave" e "This Guy's In Love With You", famosa na voz de Herb Alpert.
Mesmo debaixo de uma forte chuva, a plateia não foi saciada com estes três números e clamou pela volta da banda para um segundo bis. Mas ele não se concretizou, visto que uma repentina queima de fogos anunciou o fim do show e do SWU. Mas Mike Patton deixou uma forte lembrança como consolo: todas as testemunhas da performance do Faith No More foram deitar suas cabeças em seus devidos travesseiros com o mantra "P*RRA C*RALHO" ecoando em suas mentes.
Set list
01 - Woodpecker From Mars/Delilah
02 - From Out Of Nowhere
03 - Last Cup Of Sorrow
04 - Caffeine
05 - Evidence
06 - Midlife Crisis
07 - Cuckoo For Caca
08 - Easy
09 - Surprise! You're Dead
10 - Ashes To Ashes
11 - The Gentle Art Of Making Enemies
12 - King For A Day
13 - Epic
14 - Just A Man
Bis
15 - Unknown
16 - Diggin' The Grave
17 - This Guy's In Love With You
Marcadores:
faith no more,
resenha,
show,
swu 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Phil Anselmo instiga público do SWU com o peso do Down
*Matéria originalmente publicada no Portal Vírgula.
Phil Anselmo sabe como incendiar uma plateia. Nesta segunda-feira, dia 14, o vocalista subiu ao palco Consciência do SWU Music & Arts Festival, despejou doses cavalares de riffs matadores com o Down e fez o show mais pesado do festival até então.
A banda é um supergrupo que reúne grandes nomes do metal, como o próprio Anselmo (ex-Pantera), Pepper Keenan (ex-Corrosion of Conformity), Kirk Windstein e Patrick Bruders (ambos do Crowbar), além de Jimmy Bower (Eyehategod). Com currículos assim, não seria difícil o Down satisfazer fãs ávidos por um som pesado e agressivo. Mas a banda foi além do protocolo e entregou um dos shows mais intensos do SWU até então, com pérolas metálicas de alto valor como "Hail to the Leaf", "Losing All" e "Eyes of the South".
A entrega do grupo no palco era tanta que Anselmo chegou ao extremo de bater com o microfone na própria cabeça várias vezes, abrindo uma ferida em sua testa. Mais contidos, os guitarristas Pepper Keenan e Kirk Windstein optaram por gastar suas energias com solos rápidos que faziam o público pular na mesma cadência.
Perto do fim, Anselmo reparou em um espectador com um enorme logotipo do Pantera tatuado no peito. Como que para satisfazer o fã e o restante da plateia que berrava por músicas de sua ex-banda, o Down provocou o público com um pequeno trecho de "Walk", emendando em seguida a saideira, "Bury Me In Smoke".
Como gran finale, o grupo estendeu o pesado riff principal da canção, dando lugar aos integrantes do Duff McKagan's Loaded, que se apresentaram horas antes no mesmo palco e agora assistiam ao show do Down nos bastidores. Um por um, os músicos do Loaded foram assumindo os instrumentos, sem deixar a música parar.
Visivelmente balançado pela reação calorosa do público, Phil Anselmo não deixou o palco e, depois de declarar que este foi de longe o melhor show que ele já fez no Brasil, o vocalista fez questão de encerrar a apresentação de maneira inusitada. "Vamos terminar isso tudo da maneira certa", disse, antes de citar o clássico do Led Zeppelin, "Stairway to Heaven", cantarolando "...and she's buying a stairway to heaven".
Set List
01 – Temptations Wings
02 – Lifer
03 – Pillars of Eternity
04 – Rehab
05 – Hail The Leaf
06 – Underneath Everything
07 – Losing All
08 – Swan Song
09 – Eyes Of The South
10 – Stone The Crow
11 – Walk (trecho)
12 – Bury Me In Smoke
Phil Anselmo sabe como incendiar uma plateia. Nesta segunda-feira, dia 14, o vocalista subiu ao palco Consciência do SWU Music & Arts Festival, despejou doses cavalares de riffs matadores com o Down e fez o show mais pesado do festival até então.
A banda é um supergrupo que reúne grandes nomes do metal, como o próprio Anselmo (ex-Pantera), Pepper Keenan (ex-Corrosion of Conformity), Kirk Windstein e Patrick Bruders (ambos do Crowbar), além de Jimmy Bower (Eyehategod). Com currículos assim, não seria difícil o Down satisfazer fãs ávidos por um som pesado e agressivo. Mas a banda foi além do protocolo e entregou um dos shows mais intensos do SWU até então, com pérolas metálicas de alto valor como "Hail to the Leaf", "Losing All" e "Eyes of the South".
A entrega do grupo no palco era tanta que Anselmo chegou ao extremo de bater com o microfone na própria cabeça várias vezes, abrindo uma ferida em sua testa. Mais contidos, os guitarristas Pepper Keenan e Kirk Windstein optaram por gastar suas energias com solos rápidos que faziam o público pular na mesma cadência.
Perto do fim, Anselmo reparou em um espectador com um enorme logotipo do Pantera tatuado no peito. Como que para satisfazer o fã e o restante da plateia que berrava por músicas de sua ex-banda, o Down provocou o público com um pequeno trecho de "Walk", emendando em seguida a saideira, "Bury Me In Smoke".
Como gran finale, o grupo estendeu o pesado riff principal da canção, dando lugar aos integrantes do Duff McKagan's Loaded, que se apresentaram horas antes no mesmo palco e agora assistiam ao show do Down nos bastidores. Um por um, os músicos do Loaded foram assumindo os instrumentos, sem deixar a música parar.
Visivelmente balançado pela reação calorosa do público, Phil Anselmo não deixou o palco e, depois de declarar que este foi de longe o melhor show que ele já fez no Brasil, o vocalista fez questão de encerrar a apresentação de maneira inusitada. "Vamos terminar isso tudo da maneira certa", disse, antes de citar o clássico do Led Zeppelin, "Stairway to Heaven", cantarolando "...and she's buying a stairway to heaven".
Set List
01 – Temptations Wings
02 – Lifer
03 – Pillars of Eternity
04 – Rehab
05 – Hail The Leaf
06 – Underneath Everything
07 – Losing All
08 – Swan Song
09 – Eyes Of The South
10 – Stone The Crow
11 – Walk (trecho)
12 – Bury Me In Smoke
Peter Gabriel desafia público do SWU com repertório sofisticado
*Matéria originalmente publicada no Portal Vírgula.
Ignorando toda a confusão que sua produção esteve envolvida durante a parte da tarde, Peter Gabriel subiu ao Palco Consciência do SWU às 22h15 para um show voltado somente para "fãs iniciados". Acompanhado pela New Blood Orchestra, o cantor inglês apresentou um repertório sofisticado e destoou totalmente das outras atrações do SWU.
O show iniciou com "Heroes", dando a tônica do que viria dali em diante: arranjos executados com 'perfeição cirúrgica' por uma orquestra que, se não impressionava pelo seu som, chamava atenção pela disposição de seus vários membros no palco. A performance de Gabriel não deixava por menos; sua voz ainda impecável falou por sua diminuta presença de palco. A colocação quase estática do cantor foi várias vezes compensada por discursos pontuais em bom português.
Ao longo do show, o cantor homenageou o pai - que fará 100 anos em abril -, com "Father, Son" e contou com a colaboração da apresentadora Didi Wagner, do canal Multishow, como intérprete. A participação visava divulgar a luta contra a LRA (Lord's Resistance Army), grupo militar africano com cunho religioso, responsável pela violação de vários itens dos Direitos Humanos, como assassinato, mutilações e outras bárbaries.
Os pontos altos do repertório foram as canções "Downside Up", "Mercy Street", "Rhythm Of The Heat" - com seus crescendos emocionantes e bela interpretação vocal de Peter - e "Solsbury Hill", que foi devidamente ovacionada pela plateia que ainda resistia incólume em frente ao espetáculo.
Ao redor, muitos desistiam da difícil tarefa de acompanhar o show sem soltar alguns bocejos. Em Do outro lado da arena, varios fãs do Lynyrd Skynyrd já esperavam impacientemente pelo início do próximo show. Quando Peter Gabriel finalmente terminou seu bis com "Biko", os roqueiros enfim soltaram seus gritos de alegria.
Set list
01 - Heroes
02 - Wallflower
03 - Intruder
04 - San Jacinto
05 - Secret World
06 - Signal To Noise
07 - Downside Up
08 - Mercy Street
09 - Rhythm Of The Heat
10 - Father, Son
11 - Red Rain
12 - Solsbury Hill
Bis
13 - In Your Eyes
14 - Don't Give Up
15 - Biko
Ignorando toda a confusão que sua produção esteve envolvida durante a parte da tarde, Peter Gabriel subiu ao Palco Consciência do SWU às 22h15 para um show voltado somente para "fãs iniciados". Acompanhado pela New Blood Orchestra, o cantor inglês apresentou um repertório sofisticado e destoou totalmente das outras atrações do SWU.
O show iniciou com "Heroes", dando a tônica do que viria dali em diante: arranjos executados com 'perfeição cirúrgica' por uma orquestra que, se não impressionava pelo seu som, chamava atenção pela disposição de seus vários membros no palco. A performance de Gabriel não deixava por menos; sua voz ainda impecável falou por sua diminuta presença de palco. A colocação quase estática do cantor foi várias vezes compensada por discursos pontuais em bom português.
Ao longo do show, o cantor homenageou o pai - que fará 100 anos em abril -, com "Father, Son" e contou com a colaboração da apresentadora Didi Wagner, do canal Multishow, como intérprete. A participação visava divulgar a luta contra a LRA (Lord's Resistance Army), grupo militar africano com cunho religioso, responsável pela violação de vários itens dos Direitos Humanos, como assassinato, mutilações e outras bárbaries.
Os pontos altos do repertório foram as canções "Downside Up", "Mercy Street", "Rhythm Of The Heat" - com seus crescendos emocionantes e bela interpretação vocal de Peter - e "Solsbury Hill", que foi devidamente ovacionada pela plateia que ainda resistia incólume em frente ao espetáculo.
Ao redor, muitos desistiam da difícil tarefa de acompanhar o show sem soltar alguns bocejos. Em Do outro lado da arena, varios fãs do Lynyrd Skynyrd já esperavam impacientemente pelo início do próximo show. Quando Peter Gabriel finalmente terminou seu bis com "Biko", os roqueiros enfim soltaram seus gritos de alegria.
Set list
01 - Heroes
02 - Wallflower
03 - Intruder
04 - San Jacinto
05 - Secret World
06 - Signal To Noise
07 - Downside Up
08 - Mercy Street
09 - Rhythm Of The Heat
10 - Father, Son
11 - Red Rain
12 - Solsbury Hill
Bis
13 - In Your Eyes
14 - Don't Give Up
15 - Biko
Marcadores:
peter gabriel,
resenha,
show,
swu 2011
domingo, 13 de novembro de 2011
Tedeschi Trucks Band supera chuva e esquenta palco Energia no SWU
*Matéria originalmente publicada no Portal Vírgula.
A confirmação da Tedeschi Trucks Band no SWU Music & Arts deste ano não rendeu muito alarde, e talvez justamente por não nutrir muita expectativa o show do grupo já pode ser considerado um dos destaques do segundo dia do festival. Mesmo debaixo de chuva, o grupo desencantou no palco e espantou o clima de azarão com performances virtuosas de seus músicos.
Relativamente desconhecidos do grande público brasileiro, a banda capitaneada pelo casal Derek Trucks e Susan Tedeschi tocou canções fortes com blues rocks pesados como "Learn How To Love" e "Don't Let Me Slide".
Justificando a fama de um dos maiores guitarristas da atualidade, Derek Trucks brilhou ao demonstrar suas habilidades com seu instrumento, esticando as músicas com vários solos envenenados com um slide no dedo. A esposa também não deixou por menos e marcou presença com solos competentes em algumas músicas. Mas a grande carta na manga de Susan é a sua interpretação vocal forte e emocionalmente rasgada, que demonstrou que mulher também pode cantar blues.
Perto do fim, o grupo investiu pesado nos improvisos, para que os demais músicos também mostrassem suas habilidades. Depois de alguns solos de trompete a la Miles Davis, a jam começou a ficar cansativa. Ao perceber isso, a banda emendou a última música e saiu do palco com mais fãs no bolso.
A confirmação da Tedeschi Trucks Band no SWU Music & Arts deste ano não rendeu muito alarde, e talvez justamente por não nutrir muita expectativa o show do grupo já pode ser considerado um dos destaques do segundo dia do festival. Mesmo debaixo de chuva, o grupo desencantou no palco e espantou o clima de azarão com performances virtuosas de seus músicos.
Relativamente desconhecidos do grande público brasileiro, a banda capitaneada pelo casal Derek Trucks e Susan Tedeschi tocou canções fortes com blues rocks pesados como "Learn How To Love" e "Don't Let Me Slide".
Justificando a fama de um dos maiores guitarristas da atualidade, Derek Trucks brilhou ao demonstrar suas habilidades com seu instrumento, esticando as músicas com vários solos envenenados com um slide no dedo. A esposa também não deixou por menos e marcou presença com solos competentes em algumas músicas. Mas a grande carta na manga de Susan é a sua interpretação vocal forte e emocionalmente rasgada, que demonstrou que mulher também pode cantar blues.
Perto do fim, o grupo investiu pesado nos improvisos, para que os demais músicos também mostrassem suas habilidades. Depois de alguns solos de trompete a la Miles Davis, a jam começou a ficar cansativa. Ao perceber isso, a banda emendou a última música e saiu do palco com mais fãs no bolso.
Marcadores:
resenha,
show,
swu 2011,
tedeschi trucks band
sábado, 12 de novembro de 2011
Snoop Dogg encerra show no SWU com pagode do Só Pra Contrariar
*Matéria originalmente publicada no Portal Vírgula.
Snoop Dogg subiu ao palco Energia do SWU Music & Arts Festival neste sábado, dia 12. O rapper fez o show com a maior concentração de público da noite até então, apoiado por uma trupe de seis músicos (DJ, tecladista, baterista, baixista e mais dois MCs) e três dançarinas.
Com o término do show de Damian Marley no Palco Consciência, às 20h33, os alto-falantes do Palco Energia soaram a ópera "Carmina Burana", que serviu de introdução para a entrada do rapper e seus asseclas. Sempre amparado por três dançarinas - uma negra, uma morena e uma loira -, Snoop começou sua apresentação um pouco sisudo, mas aos poucos foi se soltando, em resposta à empolgação da plateia.
Ao longo do show, o rapper também dividia o palco com um mascote, que usava uma cabeça de cachorro de pelúcia e trajava uma camiseta com os dizeres 'Nasty Dogg'. Depois de tirar os óculos, Snoop passou a interagir mais com o público, que vibrou com hits como "P.I.M.P.", "Sensual Seduction" e "Beautiful" - apesar das frequentes falhas no telão do lado direito do palco e do baixo volume do microfone principal.
Em "I Wanna Love You" (alterada para "I Wanna Fuck You"), Snoop teve o momento mais 'pimp' de sua apresentação: o rapper puxou uma cadeira, sentou-se, cantou alguns versos e assistiu a uma coreografia quente de suas dançarinas, que não perderam a chance de fazer lap dance para Snoop.
O show chegou ao fim com um momento inusitado: o DJ colocou o pagode "Minha Fantasia", do grupo Só Pra Contrariar, e Snoop pediu para o público cantar. Nem precisou insistir muito, pois o que se ouvia era um grande coro entoado com a letra da música, e alguns desavisados olhando para os lados sem entender o que estava acontecendo. "Peace, love and soul", bradou o rapper, despedindo-se.
Set list
01 - Intro - Carmina Burana
02 - I Wanna Rock
03 - P.I.M.P. (50 Cent cover)
04 - Smoke Weed Everyday
05 - Gin and Juice
06 - I Wanna Fuck You (Akon cover)
07 - Beautiful
08 - Sensual Seduction
09 - Drop It Like It's Hot
10 - Who Am I (What's My Name?)
11 - The Next Episode (Dr. Dre cover)
12 - Minha Fantasia (Só Pra Contrariar Cover)
Snoop Dogg subiu ao palco Energia do SWU Music & Arts Festival neste sábado, dia 12. O rapper fez o show com a maior concentração de público da noite até então, apoiado por uma trupe de seis músicos (DJ, tecladista, baterista, baixista e mais dois MCs) e três dançarinas.
Com o término do show de Damian Marley no Palco Consciência, às 20h33, os alto-falantes do Palco Energia soaram a ópera "Carmina Burana", que serviu de introdução para a entrada do rapper e seus asseclas. Sempre amparado por três dançarinas - uma negra, uma morena e uma loira -, Snoop começou sua apresentação um pouco sisudo, mas aos poucos foi se soltando, em resposta à empolgação da plateia.
Ao longo do show, o rapper também dividia o palco com um mascote, que usava uma cabeça de cachorro de pelúcia e trajava uma camiseta com os dizeres 'Nasty Dogg'. Depois de tirar os óculos, Snoop passou a interagir mais com o público, que vibrou com hits como "P.I.M.P.", "Sensual Seduction" e "Beautiful" - apesar das frequentes falhas no telão do lado direito do palco e do baixo volume do microfone principal.
Em "I Wanna Love You" (alterada para "I Wanna Fuck You"), Snoop teve o momento mais 'pimp' de sua apresentação: o rapper puxou uma cadeira, sentou-se, cantou alguns versos e assistiu a uma coreografia quente de suas dançarinas, que não perderam a chance de fazer lap dance para Snoop.
O show chegou ao fim com um momento inusitado: o DJ colocou o pagode "Minha Fantasia", do grupo Só Pra Contrariar, e Snoop pediu para o público cantar. Nem precisou insistir muito, pois o que se ouvia era um grande coro entoado com a letra da música, e alguns desavisados olhando para os lados sem entender o que estava acontecendo. "Peace, love and soul", bradou o rapper, despedindo-se.
Set list
01 - Intro - Carmina Burana
02 - I Wanna Rock
03 - P.I.M.P. (50 Cent cover)
04 - Smoke Weed Everyday
05 - Gin and Juice
06 - I Wanna Fuck You (Akon cover)
07 - Beautiful
08 - Sensual Seduction
09 - Drop It Like It's Hot
10 - Who Am I (What's My Name?)
11 - The Next Episode (Dr. Dre cover)
12 - Minha Fantasia (Só Pra Contrariar Cover)
Marcadores:
resenha,
show,
snoop dogg,
swu 2011
Marcelo D2 promove festa regada a hip-hop no palco Energia
*Matéria originalmente publicada no Portal Vírgula.
Marcelo D2 fez um show em clima de 'cerveja com os amigos' no Palco Energia do SWU Music & Arts Festival, na tarde de sábado, dia 12. Apresentando músicas de sua carreira solo e do Planet Hemp, o rapper contou com várias participações especiais e empolgou a plateia.
Todo o público que rondava o evento perguntando onde e que horas começaria o show de D2 finalmente achou o que procurava e estava ali para ouvir o hip hop com toques de rock promovido por Marcelo e sua trupe.
O carioca subiu ao palco às 18h07 e começou seu set com "Vai Vendo". Na segunda música, "A Maldição do Samba", o espaço em frente ao Palco Energia já estava abarrotado, e dali pra frente D2 não precisou se esforçar muito para ganhar a plateia, que estava tão receptiva a ponto de cantar boa parte das letras.
O rapper mostrou sua veia mais roqueira com "A Arte do Barulho" e "Gueto", em uma versão mais pesada, com forte presença de guitarras. O hit "Desabafo" veio em seguida, com Marcelo deixando o refrão a cargo da plateia por várias vezes.
Mas o grande destaque ficou quando D2 abriu espaço para o rapper Fernandinho mostrar suas habilidades fazendo beatbox. Ao final de sua canja, Fernandinho puxou o ritmo de "Sweet Dreams (Are Made of This)" - o clássico oitentista do Eurythmics - e até "Sunday Bloody Sunday", do U2, devidamente gritada por D2.
D2 também fez uma pequena homenagem a Bezerra da Silva, emendando "Malandragem Dá Um Tempo" e "A Semente". Em seguida, presenteou seus fãs mais antigos com "Queimando Tudo" e "Mantenha o Respeito", do Planet Hemp. Depois de inúmeras referências à cannabis, Marcelo declarou "a noite é da família" e chamou seu filho Stephan para cantar "Loadeando".
A partir daí, a apresentação virou algo semelhante a uma mesa de bar, com D2 recebendo convidados como Helinho, do grupo Ponto de Equilíbrio, Renato Venom e Emicida para dividir os vocais. Antes do final do show, com "Qualé?", D2 propôs um brinde de cerveja com seus amigos em cima do palco.
Set list
01 - Vai Vendo
02 - A Maldição do Samba
03 - À Procura da Batida Perfeita
04 - A Arte do Barulho
05 - Gueto
06 - Desabafo
07 - 1967
08 - Eu Tive Um Sonho
09 - Pode ACreditar
10 - Oquecêqué
11 - Profissão MC
12 - Stab
13 - Contexto
14 - Queimando Tudo
15 - Mantenha o Respeito
16 - Loadeando
17 - Eu Já Sabia
18 - C.B. Sangue Bom
19 - Qualé?
Marcelo D2 fez um show em clima de 'cerveja com os amigos' no Palco Energia do SWU Music & Arts Festival, na tarde de sábado, dia 12. Apresentando músicas de sua carreira solo e do Planet Hemp, o rapper contou com várias participações especiais e empolgou a plateia.
Todo o público que rondava o evento perguntando onde e que horas começaria o show de D2 finalmente achou o que procurava e estava ali para ouvir o hip hop com toques de rock promovido por Marcelo e sua trupe.
O carioca subiu ao palco às 18h07 e começou seu set com "Vai Vendo". Na segunda música, "A Maldição do Samba", o espaço em frente ao Palco Energia já estava abarrotado, e dali pra frente D2 não precisou se esforçar muito para ganhar a plateia, que estava tão receptiva a ponto de cantar boa parte das letras.
O rapper mostrou sua veia mais roqueira com "A Arte do Barulho" e "Gueto", em uma versão mais pesada, com forte presença de guitarras. O hit "Desabafo" veio em seguida, com Marcelo deixando o refrão a cargo da plateia por várias vezes.
Mas o grande destaque ficou quando D2 abriu espaço para o rapper Fernandinho mostrar suas habilidades fazendo beatbox. Ao final de sua canja, Fernandinho puxou o ritmo de "Sweet Dreams (Are Made of This)" - o clássico oitentista do Eurythmics - e até "Sunday Bloody Sunday", do U2, devidamente gritada por D2.
D2 também fez uma pequena homenagem a Bezerra da Silva, emendando "Malandragem Dá Um Tempo" e "A Semente". Em seguida, presenteou seus fãs mais antigos com "Queimando Tudo" e "Mantenha o Respeito", do Planet Hemp. Depois de inúmeras referências à cannabis, Marcelo declarou "a noite é da família" e chamou seu filho Stephan para cantar "Loadeando".
A partir daí, a apresentação virou algo semelhante a uma mesa de bar, com D2 recebendo convidados como Helinho, do grupo Ponto de Equilíbrio, Renato Venom e Emicida para dividir os vocais. Antes do final do show, com "Qualé?", D2 propôs um brinde de cerveja com seus amigos em cima do palco.
Set list
01 - Vai Vendo
02 - A Maldição do Samba
03 - À Procura da Batida Perfeita
04 - A Arte do Barulho
05 - Gueto
06 - Desabafo
07 - 1967
08 - Eu Tive Um Sonho
09 - Pode ACreditar
10 - Oquecêqué
11 - Profissão MC
12 - Stab
13 - Contexto
14 - Queimando Tudo
15 - Mantenha o Respeito
16 - Loadeando
17 - Eu Já Sabia
18 - C.B. Sangue Bom
19 - Qualé?
Marcadores:
marcelo D2,
resenha,
show,
swu 2011
Emicida abre SWU com show-coletânea no palco Consciência
*Matéria originalmente publicada no Portal Vírgula.
O rapper Emicida iniciou as atividades do primeiro dia do SWU Music & Arts Festival, neste sábado, dia 12. Munido apenas de dois microfones e da companhia do DJ Nyack, Emicida convocou para a frente do palco o pequeno público que ainda chegava ao evento e mostrou sua destreza característica com rimas instantâneas.
O ponto alto da apresentação do rapper foi um medley com várias referências ao hip-hop brasileiro das décadas de 80 e 90. Agregando trechos de representantes do rap como Xis ("Us Mano e as Mina"), Rappin' Hood ("Sou Negão") e Sabotage ("Rap é Compromisso"), Emicida embalou o público, formado em grande parte por desavisados que chegavam e questionavam "em qual palco o Marcelo D2 vai tocar?".
Durante o medley, foi no mínimo peculiar ver dezenas de pessoas acompanhando com as mãos para o alto a grande sacada de mestre do DJ Nyack, que emendou com maestria a base de "Fim de Semana no Parque", dos Racionais MCs. "Logo mais, quero ver todos em paz / um dois três carros na calçada / feliz e agitada toda playboyzada / as garagens abertas eles lavam os carros / desperdiçam a água, eles fazem a festa / vários estilos vagabundas, motocicletas / coroa rico boca aberta, isca predileta / de verde florescente queimada sorridente / a mesma vaca loura circulando como sempre", metralhava a letra, que provavelmente passou despercebida pela plateia.
A apresentação, que contou com o hit "Rua Augusta", também rendeu uma homenagem à cantora Jovelina Pérola Negra, uma das grandes damas do samba. O show terminou repentinamente, às 15h41, com Emicida e DJ Nyack saindo do palco ovacionados debaixo do forte calor de Paulínia.
Set list
01 - Intro Dom Salvador (Sangue Suor e Raça)
02 - Só Mais Uma Noite (Com Fioti)
03 - Rua Augusta
04 - Licença Aqui
05 - E.M.I.C.I.D.A.
06 - Eu Só Quero é Ser Feliz
07 - A Capela
08 - De Onde Cê Vem?!
09 - Medley
10 - Corpo Fechado
11 - Tic Tac
12 - Bem Vindos a VR
13 - Fim de Semana no Parque
14 - Sou Negão
15 - Us Mano, As Mina
16 - Fogo Na Bomba (De Menos Crime)
17 - Rap é Compromisso
18 - Jovelina 2.0
19 - I Love Quebrada
20 - Viva
21 - Freestyle
22 - Triunfo
O rapper Emicida iniciou as atividades do primeiro dia do SWU Music & Arts Festival, neste sábado, dia 12. Munido apenas de dois microfones e da companhia do DJ Nyack, Emicida convocou para a frente do palco o pequeno público que ainda chegava ao evento e mostrou sua destreza característica com rimas instantâneas.
O ponto alto da apresentação do rapper foi um medley com várias referências ao hip-hop brasileiro das décadas de 80 e 90. Agregando trechos de representantes do rap como Xis ("Us Mano e as Mina"), Rappin' Hood ("Sou Negão") e Sabotage ("Rap é Compromisso"), Emicida embalou o público, formado em grande parte por desavisados que chegavam e questionavam "em qual palco o Marcelo D2 vai tocar?".
Durante o medley, foi no mínimo peculiar ver dezenas de pessoas acompanhando com as mãos para o alto a grande sacada de mestre do DJ Nyack, que emendou com maestria a base de "Fim de Semana no Parque", dos Racionais MCs. "Logo mais, quero ver todos em paz / um dois três carros na calçada / feliz e agitada toda playboyzada / as garagens abertas eles lavam os carros / desperdiçam a água, eles fazem a festa / vários estilos vagabundas, motocicletas / coroa rico boca aberta, isca predileta / de verde florescente queimada sorridente / a mesma vaca loura circulando como sempre", metralhava a letra, que provavelmente passou despercebida pela plateia.
A apresentação, que contou com o hit "Rua Augusta", também rendeu uma homenagem à cantora Jovelina Pérola Negra, uma das grandes damas do samba. O show terminou repentinamente, às 15h41, com Emicida e DJ Nyack saindo do palco ovacionados debaixo do forte calor de Paulínia.
Set list
01 - Intro Dom Salvador (Sangue Suor e Raça)
02 - Só Mais Uma Noite (Com Fioti)
03 - Rua Augusta
04 - Licença Aqui
05 - E.M.I.C.I.D.A.
06 - Eu Só Quero é Ser Feliz
07 - A Capela
08 - De Onde Cê Vem?!
09 - Medley
10 - Corpo Fechado
11 - Tic Tac
12 - Bem Vindos a VR
13 - Fim de Semana no Parque
14 - Sou Negão
15 - Us Mano, As Mina
16 - Fogo Na Bomba (De Menos Crime)
17 - Rap é Compromisso
18 - Jovelina 2.0
19 - I Love Quebrada
20 - Viva
21 - Freestyle
22 - Triunfo
Assinar:
Comentários (Atom)








