*Matéria originalmente publicada no Yahoo! OMG.
Uma das bandas mais carismáticas do rock americano, o Red Hot Chili Peppers volta ao Brasil em novembro depois de dois anos sem vir ao país. Formada atualmente pelo baixista Flea, o vocalista Anthony Kiedis, o baterista Chad Smith e o guitarrista Josh Klinghoffer, a banda traz na bagagem o show do disco mais recente, I'm With You , lançado em 2011.
Os Red Hot Chili Peppers já venderam mais de 80 milhões de álbuns em todo o mundo e ganharam ao todo 7 prêmios Grammy. O álbum mais vendido da banda é o Californication , lançado em 1999, com mais de 15 milhões de cópias vendidas. Todo esse sucesso culminou na inclusão do grupo no Hall da Fama do Rock, em 2012.
A primeira visita dos Chili Peppers ao Brasil foi em 1993, no extinto festival Hollywood Rock, que acontecia em São Paulo e no Rio de Janeiro. Era a época de Blood Sugar Sex Magic e o guitarrista John Frusciante tinha saído há pouco tempo - quem o substituiu foi Arik Marshall. Nesse show, Flea tocou sozinho uma cover de "The Needle and the Damage Done" de Neil Young e no dia seguinte fez uma participação especial no show do Nirvana , tocando um solo de trompete em "Smells Like Teen Spirit".
Em 1999, eles voltaram para um único espetáculo e, em 2001, participaram do Rock in Rio 3. Na quarta edição do evento, em 2011, também se apresentaram no Rock in Rio 4. O grupo também se apresentou na Arena Anhembi, na capital paulista.
Com tantas passagens pelo País, será que ainda vale a pena ver o Red Hot Chili Peppers? Listamos abaixo 10 motivos para não perder a passagem da banda pelo Brasil.
10. A banda de abertura
Desta vez, o Red Hot Chili Peppers vem acompanhado da banda nova-iorquina Yeah Yeah Yeahs , que também fará algumas apresentações no festival Circuito Banco do Brasil e será a banda de abertura no show de São Paulo. Liderado pela cantora Karen O., contando também com o guitarrista Nick Zinner e o baterista Brian Chase, o Yeah Yeah Yeahs estourou em 2003 com o primeiro disco Fever to Tell e seu som classificado como art punk. Em promoção do quarto álbum, Mosquito o Yeah Yeah Yeahs volta ao Brasil, onde se apresentou pela primeira vez em 2006, no hoje extinto TIM Festival.
9. Tem um brasileiro na banda
Apelidado de "pimenta brasileira" pelos fãs, Mauro Refosco é um percussionista brasileiro radicado nos Estados Unidos que participou das gravações do disco I'm With You e virou músico de apoio da turnê. Assim como Flea, Refosco é membro do supergrupo Atoms for Peace , que também conta com Thom Yorke, do Radiohead. Além disso, Refosco toca no projeto Forro in the Dark .
8. As jams
Os improvisos se tornaram parte importante dos shows dos Chili Peppers desde a época que o grupo contava com John Frusciante nas seis cordas. Mesmo após sua saída, o guitarrista Josh Klinghoffer segurou bem os momentos mais criativos da banda no palco. Com a participação de Mauro Refosco, as jams acabam ganhando um tempero brasileiro, com a inclusão de instrumentos como berimbau e zabumba.
7. Apesar de tiozões, ainda são feras
Pode nem parecer, mas o Red Hot Chili Peppers completou este ano 30 anos de existência. Em 13 de fevereiro de 1983, a banda realizou seu primeiro show, no Rhythm Lounge, em Hollywood. Na época, a trupe era formada por Anthony Kieds, Flea, Jack Irons e Hillel Slovak e chamada de Tony Flow And The Miraculously Majestic Masters Of Mayhem. Para garantir a energia na hora do show, os músicos meditam em uma sala especial, decorada com duas árvores naturais. Apesar da preparação zen, a banda ainda faz um show bastante cadenciado, alternando baladas como "Scar Tissue" com explosões suingadas como "Monarchy of Roses" e "By The Way".
6. Chad Smith
O baterista do Red Hot Chili Peppers completou 51 anos em outubro, mas a idade não atrapalha seu potente groove. Recentemente, Smith foi reconhecido como um dos mais influentes bateristas de todos os tempos pela MusicRadar. Aproveitando a deixa, no dia 2 de novembro, os mineiros vão poder bater um papo, aprender algumas técnicas e saber um pouco mais da carreira do artista, que dará uma "drum clinic" exclusiva para seus fãs em um shopping em Belo Horizonte. Será a primeira vez que o baterista participa de um evento como esse na América Latina.
5. Josh Klinghoffer
Josh Klinghoffer teve seu início no Red Hot Chili Peppers de maneira tímida, servindo como músico de apoio durante as turnês de 2007, tocando guitarra, teclado e fazendo alguns backing vocais. Porém, com a saída de Frusciante em 2009, Josh assumiu seu posto e se mostrou como um guitarrista melódico que também sabe encaixar boas doses de barulho em seus solos. Com participações em bandas como Ataxia, Warpaint, Gnarls Barkley, PJ Harvey e Beck no currículo, Klinghoffer se revelou uma escolha certeira para os Chili Peppers. Com a inclusão da banda no Hall da Fama do Rock, em 2012, Klinghoffer tornou-se o artista mais jovem a receber o prêmio, aos 32 anos - passando a frente de ninguém menos que Stevie Wonder, que tinha 38 anos ao ser nomeado.
4. Anthony Kiedis
Parece que o tempo (quase) não passa para o vocalista do Red Hot Chili Peppers. Com um passado de excessos com drogas como cocaína e heroína quase tão extenso quanto de namoradas (ele já namorou personalidades como Sofia Coppola, Jessica Stam, Sinéad O'Connor, Heidi Klum, Nina Hagen, Yohanna Logan, Jaime Rishar, Jennifer Bruce, Carmen Hawk e Haya Handel), Kiedis completa 51 anos no próximo dia 1 de novembro, ainda desempenhando bem o papel de frontman do grupo. O público feminino com certeza concorda.
3. Flea
A performance de Flea no palco já é um espetáculo à parte; além das peripécias e demonstrações de carisma nos shows, sua técnica apurada nas quatro cordas fizeram com que os leitores da revista americana Rolling Stone o apontassem como o segundo melhor baixista de todos os tempos, passando a frente de monstros como Cliff Burton (Metallica), Jack Bruce, Jaco Pastorius, John Paul Jones (Led Zeppelin), Les Claypool (Primus) e Paul McCartney - perdendo apenas para John Entwistle (The Who). Responsável por boa parte do groove que conduz o Red Hot Chili Peppers através dos seus quase 30 anos de carreira, curiosamente o primeiro instrumento que Flea tocou não foi o baixo: suas primeiras investidas como músico foram com um trompete, pois ele achava que rock era para "otários". Porém, na época da escola, o amigo (e primeiro guitarrista dos Chili Peppers) Hillel Slovak o ensinou a tocar baixo.
2. Sim, o show (sempre) vale a pena
Na edição de agosto de 2013 da revista americana Rolling Stone, a reportagem de capa trouxe o resultado da votação sobre os 50 principais shows ao vivo da música de todos os tempos. O Red Hot Chili Peppers apareceu na posição de número 21, eleito por críticos, escritores, músicos, donos de clubes e vários outros profissionais do mundo da música.
1. Os clássicos "Give It Away" e "Under The Bridge"
Se até aqui você ainda não se convenceu de quanto vale o show, chegou a hora de apelar: considere os clássicos. Se existe uma frase de guitarra, uma batida de bateria e linhas de baixo que traduzem exatamente como uma banda é, estes elementos estão em "Give It Away" , o primeiro grande hit do Red Hot Chili Peppers. Ao vivo, o ritmo frenético da canção sempre conta com momentos de catarse de Flea, pulando de um lado para o outro enquanto espanca seu instrumento. Em contraponto à agitação, "Under The Bridge" traz à tona o momento mais introspectivo de Anthony Kiedis no palco, com uma letra sobre seu vício em heroína e autoisolamento.
RED HOT CHILI PEPPERS EM SÃO PAULO
Onde? Arena Anhembi - Avenida Olavo Fontoura, 1209, Zona Norte - Santana
Data: 07/11, 22h.
Quanto custa para entrar? Entre R$ 120 e R$ 500.
Para mais informações, acesse o site aqui.
RED HOT CHILI PEPPERS NO RIO DE JANEIRO - CIRCUITO BANCO DO BRASIL
Onde? Parque dos Atletas - Rua Salvador Allende, s/n - Barra da Tijuca
Data: 09/11, 14h30.
Quanto custa para entrar? Entre R$ 120 e R$ 140.
Para mais informações, acesse o site do evento aqui.
Mostrando postagens com marcador red hot chili peppers. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador red hot chili peppers. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 5 de novembro de 2013
domingo, 5 de agosto de 2012
Red Hot Chili Peppers encerra dia problemático do Lollapalooza com belo show
*Matéria originalmente publicada no Portal Vírgula.
“Pessoal, isso é sério: vamos ter que fechar o festival e evacuar o parque”. Esse foi um dos vários avisos que surgiram nos microfones dos palcos do Lollapalooza Chicago, no último sábado (4). A previsão do Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) de que uma forte tempestade estava para acontecer na região do Grant Park deixou os organizadores do evento em estado de alerta, colocando em xeque os shows principais daquela noite. Mas cinco horas depois, o Red Hot Chili Peppers estava no palco fazendo o show que pode ter registrado o maior público desta edição do festival.
Anthony Kiedis e Flea, respectivamente vocalista e baixista considerados o núcleo da banda, são calejados em histórias de superação pessoal: problemas familiares, luta contra vícios e a perda de Hillel Slovak (o primeiro guitarrista dos Chili Peppers, falecido em 1988). Com um currículo desses, a tarefa de eclipsar a confusão ocorrida à tarde e fechar o segundo dia do Lollapalooza com chave de ouro fica fácil.
Em sua terceira participação no festival (o grupo já tocou nas edições de 1992 e 2006), o Chili Peppers começou com a barulhenta “Monarchy of Roses”, faixa de abertura do disco mais recente, I’m With You. Mas foi a partir de “Around The World” que a apresentação esquentou de verdade, com várias pessoas trocando os beats eletrônicos do palco Perry pelos slaps de Flea no baixo. A migração de público continuou durante “Snow ((Hey Oh))” e terminou a tempo de “Otherside” ser recebida com empolgação pela plateia, que cantava a letra a em uníssono. Nem mesmo um pequeno erro de Anthony Kiedis na transição do verso para o refrão atrapalhou o coro dos fãs.
“Look Around” veio para trocar o ‘momento karaokê’ do show por uma cadência um pouco mais dançante, que teve seu auge depois de um longo improviso que serviu como introdução para “Can’t Stop”. O grupo só foi recorrer a composições mais antigas depois de uma versão estendida de “If You Have to Ask”, que foi recebida de maneira morna em relação ao catálogo recente. Essa diferença na receptividade do repertório também ficou clara durante “Suck My Kiss”, que gerou comoção somente nos membros mais velhos da plateia. Até mesmo o clássico “Under The Bridge” não foi entoado pelo público com a mesma força de hits como “Californication” e “By the Way”. Pelo visto, os Chili Peppers envelhecem, mas seu séquito se renova cada vez mais.
Com uma rápida pausa e retorno para o bis com “Brendan's Death Song” a estrela de Josh Klinghoffer pode ser notada com mais intensidade. Guitarrista melódico que também sabe encaixar boas doses de barulho em seus solos, Klinghoffer se revelou uma escolha certeira depois que John Frusciante deixou o grupo. Com ele, Flea e o baterista Chad Smith passaram a improvisar mais ao vivo (prática que ocorreu diversas vezes no palco) e Kiedis encontrou um backing vocal mais presente.
Em seguida veio o ritmo frenético de “Give it Away” e com ela um momento de catarse de Flea. “Muito obrigado, nós amamos vocês. Apreciem a música ao vivo, nunca a deixem morrer”. Depois de um show desses, será que precisava pedir?
Setlist
Monarchy of Roses
Around the World
Snow ((Hey Oh))
Otherside
Look Around
Throw Away Your Television
Can't Stop
If You Have to Ask
The Adventures of Rain Dance Maggie
Suck My Kiss
Under the Bridge
Goodbye Hooray
Californication
By the Way
Bis
Brendan's Death Song
Give It Away
“Pessoal, isso é sério: vamos ter que fechar o festival e evacuar o parque”. Esse foi um dos vários avisos que surgiram nos microfones dos palcos do Lollapalooza Chicago, no último sábado (4). A previsão do Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) de que uma forte tempestade estava para acontecer na região do Grant Park deixou os organizadores do evento em estado de alerta, colocando em xeque os shows principais daquela noite. Mas cinco horas depois, o Red Hot Chili Peppers estava no palco fazendo o show que pode ter registrado o maior público desta edição do festival.
Anthony Kiedis e Flea, respectivamente vocalista e baixista considerados o núcleo da banda, são calejados em histórias de superação pessoal: problemas familiares, luta contra vícios e a perda de Hillel Slovak (o primeiro guitarrista dos Chili Peppers, falecido em 1988). Com um currículo desses, a tarefa de eclipsar a confusão ocorrida à tarde e fechar o segundo dia do Lollapalooza com chave de ouro fica fácil.
Em sua terceira participação no festival (o grupo já tocou nas edições de 1992 e 2006), o Chili Peppers começou com a barulhenta “Monarchy of Roses”, faixa de abertura do disco mais recente, I’m With You. Mas foi a partir de “Around The World” que a apresentação esquentou de verdade, com várias pessoas trocando os beats eletrônicos do palco Perry pelos slaps de Flea no baixo. A migração de público continuou durante “Snow ((Hey Oh))” e terminou a tempo de “Otherside” ser recebida com empolgação pela plateia, que cantava a letra a em uníssono. Nem mesmo um pequeno erro de Anthony Kiedis na transição do verso para o refrão atrapalhou o coro dos fãs.
“Look Around” veio para trocar o ‘momento karaokê’ do show por uma cadência um pouco mais dançante, que teve seu auge depois de um longo improviso que serviu como introdução para “Can’t Stop”. O grupo só foi recorrer a composições mais antigas depois de uma versão estendida de “If You Have to Ask”, que foi recebida de maneira morna em relação ao catálogo recente. Essa diferença na receptividade do repertório também ficou clara durante “Suck My Kiss”, que gerou comoção somente nos membros mais velhos da plateia. Até mesmo o clássico “Under The Bridge” não foi entoado pelo público com a mesma força de hits como “Californication” e “By the Way”. Pelo visto, os Chili Peppers envelhecem, mas seu séquito se renova cada vez mais.
Com uma rápida pausa e retorno para o bis com “Brendan's Death Song” a estrela de Josh Klinghoffer pode ser notada com mais intensidade. Guitarrista melódico que também sabe encaixar boas doses de barulho em seus solos, Klinghoffer se revelou uma escolha certeira depois que John Frusciante deixou o grupo. Com ele, Flea e o baterista Chad Smith passaram a improvisar mais ao vivo (prática que ocorreu diversas vezes no palco) e Kiedis encontrou um backing vocal mais presente.
Em seguida veio o ritmo frenético de “Give it Away” e com ela um momento de catarse de Flea. “Muito obrigado, nós amamos vocês. Apreciem a música ao vivo, nunca a deixem morrer”. Depois de um show desses, será que precisava pedir?
Setlist
Monarchy of Roses
Around the World
Snow ((Hey Oh))
Otherside
Look Around
Throw Away Your Television
Can't Stop
If You Have to Ask
The Adventures of Rain Dance Maggie
Suck My Kiss
Under the Bridge
Goodbye Hooray
Californication
By the Way
Bis
Brendan's Death Song
Give It Away
Marcadores:
lollapalooza,
red hot chili peppers,
resenha,
show
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Red Hot Chili Peppers ignora falhas técnicas e justifica prestígio em São Paulo
*Matéria originalmente publicada no Portal Vírgula.
O Red Hot Chili Peppers começou seu retorno ao Brasil nesta quarta-feira (21), com um show na Arena Anhembi em São Paulo. Trazendo a tiracolo os ingleses do Foals como atração de abertura, Anthony Kiedis (vocal), Flea (baixo), Chad Smith (bateria) e o recém-chegado guitarrista Josh Klinghoffer conseguiram fazer um show memorável para a plateia paulistana sem precisar de muito esforço.
Logicamente, um show marcado para começar às 19h30 de uma quarta-feira na conturbada capital paulista estava predestinado a atrasar. Quando o Foals iniciou seu set com Blue Blood às 20h30, ainda havia fila de pessoas para entrar do lado de fora da Arena Anhembi.
Como os ingleses optaram por um repertório que crescia aos poucos, a plateia se limitou a ficar parada olhando com cara de 'o que é isso?' durante os números iniciais. Ao meu lado, ouvi duas garotas com camisetas dos Chili Peppers conversando. "O que é isso?", perguntou a que parecia ser a mais nova. A outra respondeu prontamente "isso é indie, não tá vendo? As músicas são todas iguais".
Porém, quando a banda puxou Cassius e Balloons, o Foals engrenou na parte mais dançante de seu show. Com isso, os membros mais musicalmente sociáveis do público ficaram empolgados e começaram a dançar. No final, vários batiam palmas de acordo com a cadência de Spanish Sahara, e o vocalista e guitarrista Yannis Philippakis chegou a descer com guitarra e pedestal de microfone até o fosso entre o palco e a grade para terminar o show ali, sentindo a energia da galera do gargarejo.
Passada a prova de fogo do Foals, chegou a vez do Chili Peppers. O grupo subiu ao palco às 21h50, apostando na barulheira de Monarchy of Roses, faixa de abertura de I'm With You. Ao emendar os hits Can't Stop, Tell Me Baby e Scar Tissue com a plateia cantando em uníssono, ficou claro que o Red Hot já tinha o público ganho e não precisaria suar a camisa para fazer um grande show.
Mas problemas técnicos ameaçaram tirar o brilho da apresentação. Josh Klinghoffer penou com vários 'apagões' na sua guitarra em pelo menos seis músicas, prejudicando sua performance - que estava sempre sob olhares atentos dos fãs de seu antecessor, John Frusciante, que largou o grupo para seguir carreira solo.
Definitivamente não deve ser legal estar na pele de Klinghoffer no recente momento de transição da banda, pois o guitarrista sempre será alvo de comparações com Frusciante. E justamente na introdução de Under The Bridge a guitarra falhou e o expôs em uma situação constrangedora, alimentando comentários maldosos da plateia.
Ao final de Higher Ground, mais uma vez o instrumento o deixou na mão, e para que os técnicos enfim resolvessem os problemas, Flea puxou sozinho no baixo uma pérola esquecida: a vinheta Pea, cantada por ele no álbum One Hot Minute, de 1995, que também foi ovacionada pelo público. Mas depois destas mancadas técnicas, é preciso reconsiderar se o roadie responsável por seu equipamento é realmente merecedor do emprego.
A volta por cima veio com os hits Californication e By The Way, e a banda retirou-se rapidamente do palco. O bis veio com uma jam com forte participação do percussionista brasileiro Mauro Refosco (que participou das gravações de I'm With You e está na turnê como músico de apoio), incluindo instrumentos como berimbau e zabumba, para depois dar lugar a Dance Dance Dance.
Depois da improvável inclusão da arrastada canção Don't Forget Me, chegou a hora do adeus com o clássico Give It Away, seguida por mais um improviso apoteótico do grupo. A banda desta vez se despediu definitivamente do público, que apesar das trapalhadas técnicas, com certeza gostaria de repetir a dose no show do Rock in Rio no próximo sábado, dia 24.
Set list Foals
01 - Blue Blood
02 - Olympic Airways
03 - Total Life Forever
04 - Cassius
05 - Balloons
06 - Miami
07 - Spanish Sahara
08 - Red Socks Pugie
Set list Red Hot Chili Peppers
01 - Monarchy of Roses
02 - Can't Stop
03 - Tell Me Baby
04 - Scar Tissue
05 - Look Around
06 - Otherside
07 - Factory of Faith
08 - Throw Away Your Television
09 - The Adventures of Rain Dance Maggie
10 - Me & My Friends
11 - Under The Bridge
12 - Did I Let You Know
13 - Higher Ground (cover de Stevie Wonder)
14 - Pea
15 - Californication
16 - By The Way
Bis
17 - Dance Dance Dance
18 - Don't Forget Me
19 - Give It Away
O Red Hot Chili Peppers começou seu retorno ao Brasil nesta quarta-feira (21), com um show na Arena Anhembi em São Paulo. Trazendo a tiracolo os ingleses do Foals como atração de abertura, Anthony Kiedis (vocal), Flea (baixo), Chad Smith (bateria) e o recém-chegado guitarrista Josh Klinghoffer conseguiram fazer um show memorável para a plateia paulistana sem precisar de muito esforço.
Logicamente, um show marcado para começar às 19h30 de uma quarta-feira na conturbada capital paulista estava predestinado a atrasar. Quando o Foals iniciou seu set com Blue Blood às 20h30, ainda havia fila de pessoas para entrar do lado de fora da Arena Anhembi.
Como os ingleses optaram por um repertório que crescia aos poucos, a plateia se limitou a ficar parada olhando com cara de 'o que é isso?' durante os números iniciais. Ao meu lado, ouvi duas garotas com camisetas dos Chili Peppers conversando. "O que é isso?", perguntou a que parecia ser a mais nova. A outra respondeu prontamente "isso é indie, não tá vendo? As músicas são todas iguais".
Porém, quando a banda puxou Cassius e Balloons, o Foals engrenou na parte mais dançante de seu show. Com isso, os membros mais musicalmente sociáveis do público ficaram empolgados e começaram a dançar. No final, vários batiam palmas de acordo com a cadência de Spanish Sahara, e o vocalista e guitarrista Yannis Philippakis chegou a descer com guitarra e pedestal de microfone até o fosso entre o palco e a grade para terminar o show ali, sentindo a energia da galera do gargarejo.
Passada a prova de fogo do Foals, chegou a vez do Chili Peppers. O grupo subiu ao palco às 21h50, apostando na barulheira de Monarchy of Roses, faixa de abertura de I'm With You. Ao emendar os hits Can't Stop, Tell Me Baby e Scar Tissue com a plateia cantando em uníssono, ficou claro que o Red Hot já tinha o público ganho e não precisaria suar a camisa para fazer um grande show.
Mas problemas técnicos ameaçaram tirar o brilho da apresentação. Josh Klinghoffer penou com vários 'apagões' na sua guitarra em pelo menos seis músicas, prejudicando sua performance - que estava sempre sob olhares atentos dos fãs de seu antecessor, John Frusciante, que largou o grupo para seguir carreira solo.
Definitivamente não deve ser legal estar na pele de Klinghoffer no recente momento de transição da banda, pois o guitarrista sempre será alvo de comparações com Frusciante. E justamente na introdução de Under The Bridge a guitarra falhou e o expôs em uma situação constrangedora, alimentando comentários maldosos da plateia.
Ao final de Higher Ground, mais uma vez o instrumento o deixou na mão, e para que os técnicos enfim resolvessem os problemas, Flea puxou sozinho no baixo uma pérola esquecida: a vinheta Pea, cantada por ele no álbum One Hot Minute, de 1995, que também foi ovacionada pelo público. Mas depois destas mancadas técnicas, é preciso reconsiderar se o roadie responsável por seu equipamento é realmente merecedor do emprego.
A volta por cima veio com os hits Californication e By The Way, e a banda retirou-se rapidamente do palco. O bis veio com uma jam com forte participação do percussionista brasileiro Mauro Refosco (que participou das gravações de I'm With You e está na turnê como músico de apoio), incluindo instrumentos como berimbau e zabumba, para depois dar lugar a Dance Dance Dance.
Depois da improvável inclusão da arrastada canção Don't Forget Me, chegou a hora do adeus com o clássico Give It Away, seguida por mais um improviso apoteótico do grupo. A banda desta vez se despediu definitivamente do público, que apesar das trapalhadas técnicas, com certeza gostaria de repetir a dose no show do Rock in Rio no próximo sábado, dia 24.
Set list Foals
01 - Blue Blood
02 - Olympic Airways
03 - Total Life Forever
04 - Cassius
05 - Balloons
06 - Miami
07 - Spanish Sahara
08 - Red Socks Pugie
Set list Red Hot Chili Peppers
01 - Monarchy of Roses
02 - Can't Stop
03 - Tell Me Baby
04 - Scar Tissue
05 - Look Around
06 - Otherside
07 - Factory of Faith
08 - Throw Away Your Television
09 - The Adventures of Rain Dance Maggie
10 - Me & My Friends
11 - Under The Bridge
12 - Did I Let You Know
13 - Higher Ground (cover de Stevie Wonder)
14 - Pea
15 - Californication
16 - By The Way
Bis
17 - Dance Dance Dance
18 - Don't Forget Me
19 - Give It Away
Marcadores:
foals,
red hot chili peppers,
resenha,
show
Assinar:
Comentários (Atom)

