*Matéria originalmente publicada no Yahoo! OMG.
Uma das mais importantes cantoras da atualidade, Beyoncé encerra a primeira noite do Rock in Rio, no dia 13 de setembro, no Palco Mundo. Em sua segunda passagem pelo país (ela tocou em São Paulo em 2010), a cantora traz sua atual turnê, The Mrs. Carter Show, mostrando seu talento para dançar, cantar, desfilar pelo ar pendurada por cabos de aço e emocionar o público com baladas românticas e hits para a pista.
Beyoncé começou cedo: com 16 anos, formou com Kelly Rowland e Michelle Williams o Destiny's Child. O trio ficou conhecido no final da década de 90 por sucessos como "Say My Name", "Independent Women", "Survivor" e "Bootylicious". Em 2002, o grupo anunciou um hiato e retornou em 2004 para lançar o disco Destiny Fulfilled. Mas essa parada proporcionou que Beyoncé pudesse se lançar definitivamente em carreira solo.
Seguindo seu próprio caminho, Beyoncé cresceu ainda mais. Seu debut como artista solo, Dangerously in Love, estreou em primeiro lugar na parada musical Billboard 200 em junho de 2003, vendendo 317 mil cópias na semana de seu lançamento. O primeiro single do álbum, "Crazy in Love", que contou com a participação do marido rapper Jay-Z, ficou oito semanas consecutivas em primeiro lugar. E o segundo single, "Baby Boy", teve participação do cantor Sean Paul, e permaneceu no primeiro lugar por nove semanas consecutivas.
A cantora deu sequência à carreira com B'Day, emplacando os hits "Déjà Vu" e "Irreplaceable" - e com I Am... Sasha Fierce, que trazia os sucessos "If I Were a Boy" e "Single Ladies (Put a Ring on It)". Em janeiro de 2010, Beyoncé anunciou que faria uma pausa em sua carreira, seguindo o conselho da mãe para "viver a vida e voltar a se inspirar novamente". Durante esta pausa, Beyoncé rompeu o contrato com o pai e empresário Mathew Knowles e visitou cidades europeias, a Grande Muralha da China, as pirâmides do Egito, a Austrália, festivais de música ingleses e vários museus.
A popstar retornou em 2011 com o álbum 4, título que traz uma gama de significados: "É o dia do meu aniversário, do aniversário e da minha mãe e vários amigos meus também fazem aniversário nessa data. Além disso, eu me casei no dia 4. Eu tinha outros nomes em mente, mas parece que meus fãs gostaram desse", declarou a cantora à revista Billboard. Também em 2011, durante o MTV Video Music Awards, anunciou sua primeira gravidez. Blue Ivy Carter nasceu em janeiro de 2012 e cerca de cinco meses depois do parto Beyoncé já estava de volta à carreira artística.
Em maio de 2013, ao cancelar um show na Bélgica, a cantora rapidamente despertou especulações de que estaria grávida novamente e cancelaria sua turnê pela América do Sul. Porém, um porta-voz da popstar atribuiu o ocorrido "à desidratação e ao cansaço" e que ela teria sido aconselhada a repousar por um médico. Mas Queen B (como é chamada pelos fãs) voltou as palcos no mesmo mês e seguiu com a turnê The Mrs. Carter Show.
O set list da tour traz músicas antigas do repertório do Destiny's Child, como "Survivor", até hits mais novos, como "Love On Top" e a nova "Grown Woman", que fará parte de seu próximo disco, que está em processo de gravação e deve ser lançado ainda este ano.
Recordista no Grammy
Beyoncé detém a marca de ser a artista feminina que mais foi premiada em apenas uma edição do Grammy Awards. Em 2010, ela venceu seis das dez categorias em que estava concorrendo. Além dela, as únicas cantoras que ganharam cinco Grammys em apenas uma edição da premiação foram Lauryn Hill em 1999, Alicia Keys em 2002, Norah Jones em 2003 e Amy Winehouse em 2008. Ao todo, ela já ganhou ao longo de sua carreira 16 Grammys (13 em carreira solo e 3 com o grupo Destiny's Child).
Formação da banda: The Sugar Mamas: Bibi McGill (diretora musical, guitarra), Crystal "Crissy" Collins, Montina Cooper e Tiffany Moníque (vocalistas de apoio), Kat Rodriguez (saxofone), Rie Tsuji (assistente de diretora musical e teclados), Crystal J Torres (trompete)
Discografia: Dangerously in Love (2003), B'Day (2006), I Am... Sasha Fierce (2008), 4 (2011)
A curiosidade:
Beyoncé se tornou a artista que mais vendeu música durante a década passada nos Estados Unidos, seguida de perto por Michael Jackson e pelo grupo The Eagles, segundo a Associação Americana da Indústria Fonográfica (RIAA, na sigla em inglês). A cantora obteve no total 64 certificações de ouro e platina pela comercialização de discos, músicas, videoclipes, toques para telefones celulares e downloads legais pela internet entre 2000 e 2009. Atrás de Beyoncé, ficaram os Eagles, que conseguiram 48 certificações, enquanto Michael Jackson ficou com o terceiro lugar, com 44.
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Alice in Chains apresenta novo álbum no Rock in Rio
*Matéria originalmente publicada no Yahoo! Celebridades.
Em 1991, era impossível passar pelas estações de rádio de rock e não se deparar com "Man in the Box" na programação. O primeiro hit do Alice in Chains invadiu as paradas musicais com guitarras pesadas, letras depressivas e as melodias vocais intercaladas de Layne Staley e Jerry Cantrell. O sucesso dos álbuns Facelift e Dirt e a chamada "era grunge" proporcionaram a vinda do grupo durante o auge para sua primeira apresentação no Brasil, no Hollywood Rock de 1993. Mas o que mudou de lá para cá?
Não é exagero dizer que o Alice in Chains vive hoje uma "sobrevida". Após o EP Jar of Flies, a banda passou por períodos conturbados. Os problemas com drogas do vocalista Layne Staley tornaram-se cada vez mais frequentes, resultando em vários hiatos na carreira. Após o lançamento de um disco autointitulado e uma apresentação acústica para a MTV em 1996, o futuro do grupo virou uma incógnita e o guitarrista Jerry Cantrell investiu em uma carreira solo, lançando dois discos (Boggy Depot e Degradation Trip). Enquanto isso, Staley resolveu se isolar totalmente de seus companheiros de banda, até que o vício em heroína culminou em morte por overdose no dia 5 de abril de 2002 - exatos 8 anos da morte de Kurt Cobain, do Nirvana (que também segundo os peritos, morreu no dia 5 de abril, mas de 1994). O Alice in Chains parecia ter chegado ao fim, mas em 2005 o grupo retornou timidamente aos palcos com o vocalista William DuVall (da banda Comes With The Fall e depois integrante da banda solo de Cantrell) para algumas apresentações beneficentes.
Mostrando preocupação em fazer jus ao legado da banda, o Alice in Chains só voltou a lançar um disco com novo material em 2009. Black Gives Way to Blue trazia de volta o som característico do grupo, recheado de riffs pesados, vocais sombrios e algumas baladas acústicas. O álbum trazia o single "Check My Brain", que colocou o nome do Alice in Chains de volta aos holofotes. Em 2011, a banda retornou ao Brasil para uma apresentação memorável no SWU Music & Arts Festival.
Passado o luto de Staley e do ex-baixista Mike Starr (encontrado morto em março de 2011, vítima de uma mistura de antidepressivos) e a adaptação à nova formação, o grupo passou a trabalhar em um novo disco. Após um breve descanso forçado - devido a uma cirurgia nos ombros de Cantrell -, o Alice in Chains soltou The Devil Put Dinosaurs Here em maio deste ano. Com letras cheias de referências religiosas e políticas, o álbum aposta em canções longas rechedas de distorção. Mas para quem pretende ver a banda ao vivo na quarta noite do Rock in Rio, o setlist de Cantrell e cia é bem abrangente: o repertório passei por canções mais novas como "Stone", "Hollow" e "Last of My Kind" até clássicos como "Them Bones", We Die Young" e "Would?"
Alice in Chains
Formação da banda: Jerry Cantrell (guitarra e vocais), William DuVall (vocais e guitarra) Mike Inez (baixo) e Sean Kinney (bateria).
Discografia: Facelift (1990), SAP (1992), Dirt (1992), Jar of Flies (1994), Alice in Chains (1995), MTV Unplugged (1996), Live (2000), Black Gives Way to Blue (2009), The Devil Put Dinosaurs Here (2013).
Em 1991, era impossível passar pelas estações de rádio de rock e não se deparar com "Man in the Box" na programação. O primeiro hit do Alice in Chains invadiu as paradas musicais com guitarras pesadas, letras depressivas e as melodias vocais intercaladas de Layne Staley e Jerry Cantrell. O sucesso dos álbuns Facelift e Dirt e a chamada "era grunge" proporcionaram a vinda do grupo durante o auge para sua primeira apresentação no Brasil, no Hollywood Rock de 1993. Mas o que mudou de lá para cá?
Não é exagero dizer que o Alice in Chains vive hoje uma "sobrevida". Após o EP Jar of Flies, a banda passou por períodos conturbados. Os problemas com drogas do vocalista Layne Staley tornaram-se cada vez mais frequentes, resultando em vários hiatos na carreira. Após o lançamento de um disco autointitulado e uma apresentação acústica para a MTV em 1996, o futuro do grupo virou uma incógnita e o guitarrista Jerry Cantrell investiu em uma carreira solo, lançando dois discos (Boggy Depot e Degradation Trip). Enquanto isso, Staley resolveu se isolar totalmente de seus companheiros de banda, até que o vício em heroína culminou em morte por overdose no dia 5 de abril de 2002 - exatos 8 anos da morte de Kurt Cobain, do Nirvana (que também segundo os peritos, morreu no dia 5 de abril, mas de 1994). O Alice in Chains parecia ter chegado ao fim, mas em 2005 o grupo retornou timidamente aos palcos com o vocalista William DuVall (da banda Comes With The Fall e depois integrante da banda solo de Cantrell) para algumas apresentações beneficentes.
Mostrando preocupação em fazer jus ao legado da banda, o Alice in Chains só voltou a lançar um disco com novo material em 2009. Black Gives Way to Blue trazia de volta o som característico do grupo, recheado de riffs pesados, vocais sombrios e algumas baladas acústicas. O álbum trazia o single "Check My Brain", que colocou o nome do Alice in Chains de volta aos holofotes. Em 2011, a banda retornou ao Brasil para uma apresentação memorável no SWU Music & Arts Festival.
Passado o luto de Staley e do ex-baixista Mike Starr (encontrado morto em março de 2011, vítima de uma mistura de antidepressivos) e a adaptação à nova formação, o grupo passou a trabalhar em um novo disco. Após um breve descanso forçado - devido a uma cirurgia nos ombros de Cantrell -, o Alice in Chains soltou The Devil Put Dinosaurs Here em maio deste ano. Com letras cheias de referências religiosas e políticas, o álbum aposta em canções longas rechedas de distorção. Mas para quem pretende ver a banda ao vivo na quarta noite do Rock in Rio, o setlist de Cantrell e cia é bem abrangente: o repertório passei por canções mais novas como "Stone", "Hollow" e "Last of My Kind" até clássicos como "Them Bones", We Die Young" e "Would?"
Alice in Chains
Formação da banda: Jerry Cantrell (guitarra e vocais), William DuVall (vocais e guitarra) Mike Inez (baixo) e Sean Kinney (bateria).
Discografia: Facelift (1990), SAP (1992), Dirt (1992), Jar of Flies (1994), Alice in Chains (1995), MTV Unplugged (1996), Live (2000), Black Gives Way to Blue (2009), The Devil Put Dinosaurs Here (2013).
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sexta-feira, 28 de junho de 2013
Gilberto Gil, Aquele Abraço
Músico e político baiano completa 71 Anos neste sábado
*Matéria originalmente publicada no Yahoo! Celebridades.
"Há várias formas de se fazer música brasileira: Gil prefere todas". A frase de Torquato Neto citada no livro Noites Tropicais de Nelson Motta sintetiza em poucas palavras a obra de Gilberto Gil, músico baiano que completa 71 anos no dia 29 de junho. Como um dos compositores mais reverenciados e regravados da MPB (Música Popular Brasileira), Gil contabiliza mais de 50 álbuns lançados desde 1967, mas sua importância não se limita apenas à música. Gilberto Gil também participa de movimentos sociais e políticos para fomentar a cultura, além de sempre se manter antenado com as novas possibilidades da interação digital.
Nascido no bairro do Tororó, em Salvador, Gilberto Passos Gil Moreira começou na música tocando acordeon na academia do colégio Maristas, influenciado pela música de Luiz Gonzaga . Ao ganhar um violão da mãe Claudina, Gil também passou a se interessar pelo trabalho de João Gilberto . Mal saberia ele que, anos depois, o próprio João Gilberto gravaria uma música sua ("Eu Vim Da Bahia").
Durante o curso de Administração de Empresas na faculdade, Gil fez novas amizades que mostraram importância decisiva em sua vida musical (e também na do Brasil): Caetano Veloso , Maria Bethânia , Gal Costa e Tom Zé . Com os amigos, o compositor realizou sua primeira apresentação, na inauguração do Teatro Vila Velha, em junho de 1964. O contato com parceiros igualmente talentosos fez com que Gil investisse em sua faceta musical, misturando ritmos brasileiros como samba, baião e xaxado com elementos de música africana, norte-americana e reggae jamaicano.
Em 1965, Gilberto Gil fez sua primeira apresentação em São Paulo, cantando a música "Iemanjá", no V Festival da Balança, evento universitário promovido pelo diretório acadêmico da Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie. Mas somente após participar do programa de televisão "O Fino da Bossa" (comandado por Elis Regina), Gil alcançou o sucesso e deixou seu emprego na empresa Gessy Lever. De contrato assinado com a Philips, lançou seu primeiro LP, "Louvação", em 1967. No mesmo ano, o compositor também causou alvoroço ao apresentar a canção "Domingo no Parque" ao lado d'Os Mutantes no III Festival de Música da Record; estava ali representada na TV a semente do Tropicalismo.
Junto com Caetano Veloso, Torquato Neto, Tom Zé, Rogério Duprat e outros, Gil participou do manifesto tropicalista, movimento que assimilou a cultura pop aos gêneros nacionais. Profundamente crítico nos níveis políticos e morais, o Tropicalismo abriu portas para uma nova etapa na música popular do país, mas também causou polêmica. Em 1969, Gil e Caetano foram taxados de "subversivos" pelo regime militar que se iniciou no Brasil em 1964. Depois de serem presos pela polícia, partiram para o exílio na Inglaterra.
Enquanto morou em Londres, Gil lançou um álbum em inglês e saiu em turnê pelos Estados Unidos. Neste período, Gil foi também o único latino a participar do Festival da Ilha de Wight, em 1970, representando a Tropicália, ao lado dos maiores astros do rock mundial da época, como The Who, Jimi Hendrix, Emerson, Lake and Palmer e The Doors. Ao retornar ao Brasil em 1975, Gil formou com Caetano, Bethânia e Gal o grupo Doces Bárbaros , promovendo uma fusão da cultura hippie com brasilidade e o regionalismo baiano. O disco ao vivo do grupo é considerado uma obra-prima da MPB.
Nos anos 80, Gil continuou engajado: participou no coro da versão brasileira de "We Are the World" - o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África ou USA for Africa - e marcou presença em Nordeste Já - projeto que abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes em um compacto simples com as canções "Chega de Mágoa" e "Seca d'Água". O músico ainda lançou uma versão em português do reggae "No Woman, No Cry" ("Não Chores Mais") clássico de Bob Marley.
Multitarefa contemporâneo
Em 1989, Gil elegeu-se vereador em Salvador pelo PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro). Mais tarde, em março de 1990, filiou-se ao PV (Partido Verde), como membro da Comissão Nacional Executiva. Mas sua face política ganhou mais destaque em 2003, quando o então presidente Luís Inácio Lula da Silva nomeou-o para o cargo de ministro da Cultura. Gil permaneceu no cargo de ministro por cinco anos e meio, mas deixou o ministério em julho de 2008 para voltar a dedicar-se com maior exclusividade à vida artística.
Além de sua extensa discografia e de compor para diversos artistas - como Elis Regina, Simone, Gal Costa e Cazuza - a carreira de Gil rendeu frutos internacionalmente reconhecidos, como um Grammy na categoria Melhor Disco de World Music em 1998 e três Grammy Latino (um em 2003 e dois em 2010).
Mesmo com uma obra consolidada, o cantor não se fechou às tendências contemporâneas: durante seu mandato como Ministro da Cultura, Gil foi um grande divulgador do Creative Commons (organização americana não governamental sem fins lucrativos voltada a expandir a quantidade de obras criativas através de licenças que permitem a cópia e compartilhamento sem restrições). Além disso, o artista disponibilizou um aplicativo gratuito para iPhone e iPad com uma espécie de versão pocket de seu site oficial, permitindo o streaming de todas as faixas de sua discografia, acesso a fotos, letras das músicas e vídeos.
*Matéria originalmente publicada no Yahoo! Celebridades.
"Há várias formas de se fazer música brasileira: Gil prefere todas". A frase de Torquato Neto citada no livro Noites Tropicais de Nelson Motta sintetiza em poucas palavras a obra de Gilberto Gil, músico baiano que completa 71 anos no dia 29 de junho. Como um dos compositores mais reverenciados e regravados da MPB (Música Popular Brasileira), Gil contabiliza mais de 50 álbuns lançados desde 1967, mas sua importância não se limita apenas à música. Gilberto Gil também participa de movimentos sociais e políticos para fomentar a cultura, além de sempre se manter antenado com as novas possibilidades da interação digital.
Nascido no bairro do Tororó, em Salvador, Gilberto Passos Gil Moreira começou na música tocando acordeon na academia do colégio Maristas, influenciado pela música de Luiz Gonzaga . Ao ganhar um violão da mãe Claudina, Gil também passou a se interessar pelo trabalho de João Gilberto . Mal saberia ele que, anos depois, o próprio João Gilberto gravaria uma música sua ("Eu Vim Da Bahia").
Durante o curso de Administração de Empresas na faculdade, Gil fez novas amizades que mostraram importância decisiva em sua vida musical (e também na do Brasil): Caetano Veloso , Maria Bethânia , Gal Costa e Tom Zé . Com os amigos, o compositor realizou sua primeira apresentação, na inauguração do Teatro Vila Velha, em junho de 1964. O contato com parceiros igualmente talentosos fez com que Gil investisse em sua faceta musical, misturando ritmos brasileiros como samba, baião e xaxado com elementos de música africana, norte-americana e reggae jamaicano.
Em 1965, Gilberto Gil fez sua primeira apresentação em São Paulo, cantando a música "Iemanjá", no V Festival da Balança, evento universitário promovido pelo diretório acadêmico da Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie. Mas somente após participar do programa de televisão "O Fino da Bossa" (comandado por Elis Regina), Gil alcançou o sucesso e deixou seu emprego na empresa Gessy Lever. De contrato assinado com a Philips, lançou seu primeiro LP, "Louvação", em 1967. No mesmo ano, o compositor também causou alvoroço ao apresentar a canção "Domingo no Parque" ao lado d'Os Mutantes no III Festival de Música da Record; estava ali representada na TV a semente do Tropicalismo.
Junto com Caetano Veloso, Torquato Neto, Tom Zé, Rogério Duprat e outros, Gil participou do manifesto tropicalista, movimento que assimilou a cultura pop aos gêneros nacionais. Profundamente crítico nos níveis políticos e morais, o Tropicalismo abriu portas para uma nova etapa na música popular do país, mas também causou polêmica. Em 1969, Gil e Caetano foram taxados de "subversivos" pelo regime militar que se iniciou no Brasil em 1964. Depois de serem presos pela polícia, partiram para o exílio na Inglaterra.
Enquanto morou em Londres, Gil lançou um álbum em inglês e saiu em turnê pelos Estados Unidos. Neste período, Gil foi também o único latino a participar do Festival da Ilha de Wight, em 1970, representando a Tropicália, ao lado dos maiores astros do rock mundial da época, como The Who, Jimi Hendrix, Emerson, Lake and Palmer e The Doors. Ao retornar ao Brasil em 1975, Gil formou com Caetano, Bethânia e Gal o grupo Doces Bárbaros , promovendo uma fusão da cultura hippie com brasilidade e o regionalismo baiano. O disco ao vivo do grupo é considerado uma obra-prima da MPB.
Nos anos 80, Gil continuou engajado: participou no coro da versão brasileira de "We Are the World" - o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África ou USA for Africa - e marcou presença em Nordeste Já - projeto que abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes em um compacto simples com as canções "Chega de Mágoa" e "Seca d'Água". O músico ainda lançou uma versão em português do reggae "No Woman, No Cry" ("Não Chores Mais") clássico de Bob Marley.
Multitarefa contemporâneo
Em 1989, Gil elegeu-se vereador em Salvador pelo PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro). Mais tarde, em março de 1990, filiou-se ao PV (Partido Verde), como membro da Comissão Nacional Executiva. Mas sua face política ganhou mais destaque em 2003, quando o então presidente Luís Inácio Lula da Silva nomeou-o para o cargo de ministro da Cultura. Gil permaneceu no cargo de ministro por cinco anos e meio, mas deixou o ministério em julho de 2008 para voltar a dedicar-se com maior exclusividade à vida artística.
Além de sua extensa discografia e de compor para diversos artistas - como Elis Regina, Simone, Gal Costa e Cazuza - a carreira de Gil rendeu frutos internacionalmente reconhecidos, como um Grammy na categoria Melhor Disco de World Music em 1998 e três Grammy Latino (um em 2003 e dois em 2010).
Mesmo com uma obra consolidada, o cantor não se fechou às tendências contemporâneas: durante seu mandato como Ministro da Cultura, Gil foi um grande divulgador do Creative Commons (organização americana não governamental sem fins lucrativos voltada a expandir a quantidade de obras criativas através de licenças que permitem a cópia e compartilhamento sem restrições). Além disso, o artista disponibilizou um aplicativo gratuito para iPhone e iPad com uma espécie de versão pocket de seu site oficial, permitindo o streaming de todas as faixas de sua discografia, acesso a fotos, letras das músicas e vídeos.
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quarta-feira, 12 de junho de 2013
Sete melhores encurtadores de URL
*Matéria originalmente publicada no Yahoo! Toolkit.
A popularização da internet e das redes sociais tornou possível o surgimento de várias ferramentas de compartilhamento de links, entre elas os encurtadores de URL. Fundamentais para facilitar a divulgação de conteúdo na rede, os compactadores de links ganharam maior importância quando o microblog Twitter passou a figurar entre os sites mais acessados do mundo todo. Com o limite de apenas 140 caracteres por postagem no Twitter, ferramentas como o TinyURL e Bitly tornaram-se dispositivos indispensáveis para transformar extensos e complicados endereços de internet em cinco ou seis caracteres.
Além de simplificar endereços complexos, os redutores de URL são úteis porque podem preservar um link para uma página da web específica, mesmo que o endereço para essa página sofra mudanças no futuro. Também podem servir como poderosas ferramentas de marketing: algumas destas ferramentas permitem que o usuário acompanhe o número de cliques que seu link encurtado recebe - possibilitando analisar o tipo de tráfego que é gerado a partir de links postados no Twitter, Facebook e demais redes sociais, permitindo compreender em maior detalhe onde esforços promocionais estão tendo o maior impacto.
Por outro lado, os encurtadores de URL também podem servir para disfarçar o link que está sendo enviado para os usuários, e justamente essa propriedade torna mais fácil a propagação de vírus e outros tipos de códigos maliciosos pela web. Como medida de segurança, grande parte das ferramentas de compressores de endereços alterou seus serviços com um recurso de pré-visualização dos links compartilhados.
Veja a seguir nossa seleção dos melhores e mais populares serviços de encurtamento de URL:
TinyURL
Lançado em 2002, o TinyURL foi o encurtador pioneiro; inspirou a criação de vários outros sites com o mesmo propósito e era a opção oficial de redes sociais como o Twitter, mas perdeu espaço para o Bitly em 2009. Com interface em inglês simples e direta, o TinyURL não exige cadastro, e além de encurtar o link, possui bookmarks (para você guardar seus endereços favoritos), possibilidade de uma prévia para a página para a qual se direciona e permite que você personalize o endereço com uma paravra ou caracteres de sua escolha. Porém, ele não fornece estatísticas sobre os cliques.
Bitly
O Bitly é um dos encurtadores de URL mais populares e utilizados no mundo. Após um cadastro, além de encurtar sua URL de forma personalizada, você tem acesso a informações (em inglês) como o número de cliques que seu link recebeu e até mesmo de que local do mundo eles vieram. O site também oferece aplicativos para browsers e celulares e um serviço bastante simples de rastreamento da URL. Sua interface é muito amigável, com a possibilidade de montar bookmarks pessoais ou públicos.
Migre.me
O mais popular site brasileiro de compressão de links. O Migre.me permite que você consulte links suspeitos, para não cair em armadilhas de hackers. Porém, a desvantagem é que o usuário não pode acompanhar os cliques de todos os seus posts; apenas os tweets mais populares têm esse privilégio, em um ranking na página principal. Com uma interface bem simples e objetiva, com ele é possível copiar e colar a url em apenas um clique, sem cadastro ou digitação de código de segurança.
Ow.ly
Este é o encurtador de URL oficial do HootSuite (ferramenta indispensável para empresas que necessitam programar postagens em diversas redes sociais), mas que também pode ser usada separadamente por meio de cadastro. O principal benefício da utilização deste serviço é a integração que oferece com as análises do HootSuite, possibilitando acessar dados sobre o número de cliques e outras estatísticas que podem ser construídas em forma de relatórios mais complexos, englobando Facebook e Twitter. Porém, por ser totalmente em inglês, necessita de conhecimento e interesse do usuário.
Goo.gl
Este é o encurtador de URL oficial do Google (por isso também disponível em várias línguas diferentes). Utilizando o mesmo login da conta de e-mail o Goo.gl oferece uma série de estatísticas sobre o clique, separando as informações por períodos distintos (por hora, por dia, semana ou mensalmente), removendo automaticamente as ligações de spam de seu banco de dados. Possui também uma interface gráfica muito fácil e limpa para compreensão, mas não permite a customização do link.
Is.gd
Ideal para quem precisa de mais espaço para escrever, pois por conta de seu nome reduzido, é o que gera URLs menores. Requer cadastro com interface em inglês, organiza seus bookmarks do Twitter e também permite a emissão de URLs customizáveis. Mas o principal chamariz do Id.gd está na segurança: a ferramente esconde o seu endereço de email real de bots (dispositivos concebidos para gerar spam).
Fur.ly
O Fur.ly pode parecer à primeira vista só mais um encurtador de links com layout simples e objetivo, mas possui um talento diferente dos demais: ele permite que o usuário compile várias URLs e comprima o conteúdo em uma única URL. Quando clicado, o link o levará para uma página web que mostra cada ligação em sequência - ideal para agrupar várias postagens sobre o mesmo assunto em apenas um endereço. O Fur.ly também permite que você customize o link, sem necessidade de cadastro.
A popularização da internet e das redes sociais tornou possível o surgimento de várias ferramentas de compartilhamento de links, entre elas os encurtadores de URL. Fundamentais para facilitar a divulgação de conteúdo na rede, os compactadores de links ganharam maior importância quando o microblog Twitter passou a figurar entre os sites mais acessados do mundo todo. Com o limite de apenas 140 caracteres por postagem no Twitter, ferramentas como o TinyURL e Bitly tornaram-se dispositivos indispensáveis para transformar extensos e complicados endereços de internet em cinco ou seis caracteres.
Além de simplificar endereços complexos, os redutores de URL são úteis porque podem preservar um link para uma página da web específica, mesmo que o endereço para essa página sofra mudanças no futuro. Também podem servir como poderosas ferramentas de marketing: algumas destas ferramentas permitem que o usuário acompanhe o número de cliques que seu link encurtado recebe - possibilitando analisar o tipo de tráfego que é gerado a partir de links postados no Twitter, Facebook e demais redes sociais, permitindo compreender em maior detalhe onde esforços promocionais estão tendo o maior impacto.
Por outro lado, os encurtadores de URL também podem servir para disfarçar o link que está sendo enviado para os usuários, e justamente essa propriedade torna mais fácil a propagação de vírus e outros tipos de códigos maliciosos pela web. Como medida de segurança, grande parte das ferramentas de compressores de endereços alterou seus serviços com um recurso de pré-visualização dos links compartilhados.
Veja a seguir nossa seleção dos melhores e mais populares serviços de encurtamento de URL:
TinyURL
Lançado em 2002, o TinyURL foi o encurtador pioneiro; inspirou a criação de vários outros sites com o mesmo propósito e era a opção oficial de redes sociais como o Twitter, mas perdeu espaço para o Bitly em 2009. Com interface em inglês simples e direta, o TinyURL não exige cadastro, e além de encurtar o link, possui bookmarks (para você guardar seus endereços favoritos), possibilidade de uma prévia para a página para a qual se direciona e permite que você personalize o endereço com uma paravra ou caracteres de sua escolha. Porém, ele não fornece estatísticas sobre os cliques.
Bitly
O Bitly é um dos encurtadores de URL mais populares e utilizados no mundo. Após um cadastro, além de encurtar sua URL de forma personalizada, você tem acesso a informações (em inglês) como o número de cliques que seu link recebeu e até mesmo de que local do mundo eles vieram. O site também oferece aplicativos para browsers e celulares e um serviço bastante simples de rastreamento da URL. Sua interface é muito amigável, com a possibilidade de montar bookmarks pessoais ou públicos.
Migre.me
O mais popular site brasileiro de compressão de links. O Migre.me permite que você consulte links suspeitos, para não cair em armadilhas de hackers. Porém, a desvantagem é que o usuário não pode acompanhar os cliques de todos os seus posts; apenas os tweets mais populares têm esse privilégio, em um ranking na página principal. Com uma interface bem simples e objetiva, com ele é possível copiar e colar a url em apenas um clique, sem cadastro ou digitação de código de segurança.
Ow.ly
Este é o encurtador de URL oficial do HootSuite (ferramenta indispensável para empresas que necessitam programar postagens em diversas redes sociais), mas que também pode ser usada separadamente por meio de cadastro. O principal benefício da utilização deste serviço é a integração que oferece com as análises do HootSuite, possibilitando acessar dados sobre o número de cliques e outras estatísticas que podem ser construídas em forma de relatórios mais complexos, englobando Facebook e Twitter. Porém, por ser totalmente em inglês, necessita de conhecimento e interesse do usuário.
Goo.gl
Este é o encurtador de URL oficial do Google (por isso também disponível em várias línguas diferentes). Utilizando o mesmo login da conta de e-mail o Goo.gl oferece uma série de estatísticas sobre o clique, separando as informações por períodos distintos (por hora, por dia, semana ou mensalmente), removendo automaticamente as ligações de spam de seu banco de dados. Possui também uma interface gráfica muito fácil e limpa para compreensão, mas não permite a customização do link.
Is.gd
Ideal para quem precisa de mais espaço para escrever, pois por conta de seu nome reduzido, é o que gera URLs menores. Requer cadastro com interface em inglês, organiza seus bookmarks do Twitter e também permite a emissão de URLs customizáveis. Mas o principal chamariz do Id.gd está na segurança: a ferramente esconde o seu endereço de email real de bots (dispositivos concebidos para gerar spam).
Fur.ly
O Fur.ly pode parecer à primeira vista só mais um encurtador de links com layout simples e objetivo, mas possui um talento diferente dos demais: ele permite que o usuário compile várias URLs e comprima o conteúdo em uma única URL. Quando clicado, o link o levará para uma página web que mostra cada ligação em sequência - ideal para agrupar várias postagens sobre o mesmo assunto em apenas um endereço. O Fur.ly também permite que você customize o link, sem necessidade de cadastro.
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sexta-feira, 10 de maio de 2013
Os grandes clássicos do Domingo Maior
*Matéria originalmente publicada no Yahoo! TV.
Durante a década de 90, o Domingo Maior foi o programa favorito dos fãs de filmes de ação e aventura. Todo domingo, após o Fantástico, a tela da Rede Globo apresentava produções recheadas de pancadaria e astros durões como Jean-Claude Van Damme, Steven Seagal, Arnold Schwarzenegger, Sylvester Stallone, Chuck Norris, Charles Bronson e outros. Mas na entrada dos anos 2000, o Domingo Maior deixou de ser exclusivamente um festival de testosterona e passou a dar espaço também para filmes um pouco mais complexos (como Vicky Cristina Barcelona), de comédia (como Cruzeiro das Loucas), musicais (como Mary Poppins) e produções nacionais (como Carandiru e Cidade de Deus).
Veja abaixo nosso Top 10 de filmes clássicos de ação que já passaram pelo Domingo Maior:
Chuva Negra
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Nick Conklin (Michael Douglas) e Charlie Vincent (Andy Garcia) são dois detetives da polícia de Nova Iorque que acabam se envolvendo em uma guerra entre membros da Yakuza (a temida máfia japonesa). Ao prenderem um assassino nos Estados Unidos e levá-lo de volta para o Japão, o criminoso escapa e os dois policiais são obrigados a acertar as contas com a Yakuza. Lançado em 1989, o filme trata de temas pouco comuns para o gênero na época em que foi produzido: os motivos que levam um policial a se corromper, a lealdade entre parceiros, o orgulho e a honra - porém com bastante ação e velocidade pelas mãos da direção de Ridley Scott. Além de Michael Douglas e Andy Garcia, Chuva Negra quase contou com mais uma presença ilustre: o ator Jackie Chan. Porém, Chan recusou o papel por não concordar em interpretar um dos bandidos do filme.
Comando Para Matar
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Arnold Schwarzenegger é John Matrix, um coronel aposentado há dez anos e que mora com a filha, Jenny (Alyssa Milano). Como nem tudo são flores, o sossego de Matrix chega ao fim quando Jenny é sequestrada por Arius (Dan Hedaya), um ex-ditador latino-americano que espera recuperar o poder, e que para isto chantageia Matrix, ordenando-o que mate o atual presidente. Mas John não aceita a manipulação e parte para o resgate da filha contando apenas com a ajuda da aeromoça Cindy (Rae Dawn Chong). Logicamente, vários capangas de Arius aparecem para dificultar a vida do herói, incluindo o mercenário Bennett (Vernon Wells), que mais parece uma versão maléfica (e gorda) do cantor Freddie Mercury. Ao longo do filme, John Matrix mata nada menos que 144 pessoas.
Braddock 1, 2 e 3
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James Braddock (Chuck Norris) é um oficial americano que passou sete anos como prisioneiro de guerra no Vietnã, foi obrigado a trabalhar como escravo em uma plantação de ópio para um cruel homem chamado Yin (Soon-Tek Oh), foi torturado e conseguiu escapar. Mas como o passatempo preferido dele é se meter em combates e matar muitos vietcongues, Braddock une forças a um antigo amigo do exército, Tucker (M. Emmet Walsh), para voltar ao Vietnã em uma missão para resgatar mais soldados americanos que são mantidos como prisioneiros. No terceiro filme da série, Braddock mais uma vez retorna ao Vietnã porque descobre que sua esposa vietnamita e seu filho ainda estão vivos, e não mortos como ele pensou durante 12 anos. Em sua autobiografia, Chuck Norris disse que aceitou viver Braddock como uma forma de homenagem ao seu irmão mais novo, Wieland, que morreu na Guerra do Vietnã em 1970.
Desejo de Matar 1, 2, 3, 4 e 5
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Este é sem dúvida o papel mais famoso de Charles Bronson: Paul Kersey é um arquiteto que tem sua vida destroçada quando três marginais invadem seu apartamento, estupram sua filha e matam Joanna, sua mulher. Com sede de vingança, Kersey se arma e decide patrulhar as ruas de Nova Iorque para fazer justiça, eliminando qualquer um que o ameace. Paralelamente, ele é caçado por Frank Ochoa (Vincent Gardenia), um detetive que deseja encontrar o homem que está fazendo o trabalho dos tiras. Bronson voltou a interpretar o impiedoso Kersey também para vingar a morte do amigo Charley (Francis Drake), declarando sua própria guerra pessoal contra gangues, traficantes, e gângsters. Sempre discreto, de poucas palavras e com uma frieza impressionante, o personagem impiedoso e calculista rendeu um verdadeiro sucesso em sua época e invadiram o imaginário dos amantes do cinema policial por quase 20 anos - período em que os cinco filmes da série foram produzidos.
Duro de Matar 1, 2, 3, 4 e 5
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Depois de dividir a tela com Cybill Sheperd em A Gata e o Rato, Bruce Willis deu um salto de popularidade ao interpretar o detetive nova-iorquino John McClane. No primeiro filme da série Duro de Matar, lançado em 1988, McClane chega a Los Angeles para se encontrar com sua esposa (Bonnie Bedelia). Porém, ao chegar no prédio onde ela trabalha, percebe que o edifício está sendo invadido por um bando de terroristas alemães de araque (o alemão falado pelos bandidos em algumas cenas do filme possui erros gramaticais e em alguns momentos é incompreensível). A performance de Willis como o anti-herói McClane rendeu ainda mais filmes para a franquia: em Duro de Matar 2, o detetive mais uma vez tenta resgatar sua esposa de terroristas, mas desta vez em um avião. No terceiro filme da série, o detetive está separado da mulher, mas isso não o impediu de se meter com mais terroristas: Jeremy Irons faz o papel do irmão de um antigo inimigo de McClane, que busca vingança e começa a colocar bombas em lugares movimentados de Nova Iorque, soltando enigmas que podem evitar as explosões. Depois disso, McClane também combateu hackers e um dos maiores clichês de filmes de ação norte-americano: russos.
O Predador
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O major Alan "Dutch" Schaefer (Arnold Schwarzenegger) lidera uma equipe de resgate em uma selva da América Central, para tentar encontrar um ministro da Guatemala e funcionários do governo que saíram da rota e se perderam. Em meio à missão, o pelotão encontra uma criatura humanóide alienígena que possui armas de tecnologia avançada, como camuflagem quase invisível, e um enorme prazer em caçar e matar outras espécies com requintes de crueldade. Um fato curioso é que o Jean-Claude Van Damme tinha sido a escolha original para interpretar alienígena, por conta de suas habilidades marciais. Mas as reclamações do ator com relação à roupa apertada e o desejo de escalar alguém que se impusesse perante o elenco o fizeram com que o diretor John McTiernan optasse por Kevin Peter Hall - um ator de 2,18 metros que havia interpretado o pé grande no filme Harry, O Hóspede do Barulho. O Predador também rendeu uma continuação (O Predador 2) e dois spin-offs/crossovers (Alien vs. Predador e Alien vs. Predador 2).
Máquina Mortífera 1, 2, 3 e 4
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Mel Gibson interpreta Martin Riggs, um policial tresloucado que está sempre vivendo no limite (tanto no cumprimento da lei quanto em sua vida pessoal). Em contraponto, Riggs vira parceiro de Roger Murtaugh (Danny Glover), um tira tranquilo e pai de família que espera apenas a sua aposentadoria chegar. As diferenças de temperamento de Riggs e Murtaugh dão um tom humorístico à ação da dupla, seja contra traficantes de drogas, policiais corruptos ou uma quadrilha de falsificadores. Para atuar nas cenas de ação de Máquina Mortífera, Mel Gibson aprendeu três formas de artes marciais: jiu-jitsu, capoeira e o jailhouse rock, uma forma de luta dos escravos americanos.
O Grande Dragão Branco
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Considerado por muitos a melhor atuação de Jean-Claude Van Damme, O Grande Dragão Branco é um clássico do gênero pancadaria. Van Damme vive o papel de Frank Dux, lutador que passou boa parte da vida sendo treinado por Tanaka (Roy Chiao) para participar do kumite, um torneio mundial de artes marciais onde é comum que os participantes se machuquem seriamente e, às vezes, sejam mortos. Ao iniciar a competição, Frank logo percebe que seu principal adversário será o atual campeão, Chong Li (Belo Yeung), que tem a morte de alguns oponentes no currículo. Frank Dux realmente existe: entre 1975 e 1980, ele participou de 329 lutas, sem ter sido derrotado. O que torna O Grande Dragão Branco ainda mais imperdível é que Dux trabalhou como coordenador das lutas no filme, e seu condicionamento físico era tão rigoroso que o lutador disse que Van Damme não estava na forma adequada para o papel quando foi contratado. Dux formulou um programa de treinamentos de três meses especial para Van Damme, que classificou esse período como "o treinamento mais difícil de sua vida". O filme ainda contou com duas continuações (O Grande Dragão Branco 2, de 1996, e O Grande Dragão Branco 3, de 1999), mas nenhuma delas supera o primeiro capítulo.
Rambo 1, 2, 3 e 4
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Rambo dispensa apresentações. Não é exagero dizer que uma das primeiras imagens que vem à cabeça quando se fala de filmes de ação é a de Sylvester Stallone com cara de poucos amigos e uma metralhadora nas mãos. Stallone viveu o veterano da Guerra do Vietnã John Rambo pela primeira vez em 1982. Após ser preso injustamente pelo xerife Teasle (Brian Dennehy), Rambo consegue fugir e promove uma guerra não só contra o policial mas contra toda uma cidade, causando pânico e destruição. Rambo deveria morrer no final original do filme, mas sua sobrevivência garantiu que Stallone pudesse repetir a personagem para participar de missões suicidas no sudeste asiático, refugiar-se em um mosteiro budista e ajudar missionários que desejam levar alimentos e remédios às pessoas afetadas pela guerra na Tailândia. Em todas as produções, o número de armas e mortes que passam pelas mãos de Rambo são incontáveis. Em Rambo 4 (por enquanto o último filme da série), são mortas 236 pessoas, com uma média de 2,59 mortes por minuto.
A Força em Alerta 1 e 2
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Um poderoso navio de guerra que está sendo desativado é vítima de terroristas, que planejam assumir o controle da embarcação. Porém, eles não contavam com a presença de um super agente (Steven Seagal) que está a bordo, disfarçado de cozinheiro. O segundo filme segue a mesma linha da produção inicial, mas desta vez Seagal está a bordo de um trem para fazer uma viagem com sua sobrinha. Mais uma vez, terroristas resolvem entrar no caminho do herói e sequestram o trem, com o intuito de usá-lo como um quartel-general móvel para roubar um satélite de grande poder de destruição. Só que Seagal mais uma vez não dorme em serviço e desmantela toda a operação praticamente sozinho. Com seu famoso rabo de cavalo, Steven Seagal também ficou imortalizado como a imagem do policial durão,de poucas palavras, que atira para matar e não leva desaforo para casa.
Durante a década de 90, o Domingo Maior foi o programa favorito dos fãs de filmes de ação e aventura. Todo domingo, após o Fantástico, a tela da Rede Globo apresentava produções recheadas de pancadaria e astros durões como Jean-Claude Van Damme, Steven Seagal, Arnold Schwarzenegger, Sylvester Stallone, Chuck Norris, Charles Bronson e outros. Mas na entrada dos anos 2000, o Domingo Maior deixou de ser exclusivamente um festival de testosterona e passou a dar espaço também para filmes um pouco mais complexos (como Vicky Cristina Barcelona), de comédia (como Cruzeiro das Loucas), musicais (como Mary Poppins) e produções nacionais (como Carandiru e Cidade de Deus).
Veja abaixo nosso Top 10 de filmes clássicos de ação que já passaram pelo Domingo Maior:
Chuva Negra
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Nick Conklin (Michael Douglas) e Charlie Vincent (Andy Garcia) são dois detetives da polícia de Nova Iorque que acabam se envolvendo em uma guerra entre membros da Yakuza (a temida máfia japonesa). Ao prenderem um assassino nos Estados Unidos e levá-lo de volta para o Japão, o criminoso escapa e os dois policiais são obrigados a acertar as contas com a Yakuza. Lançado em 1989, o filme trata de temas pouco comuns para o gênero na época em que foi produzido: os motivos que levam um policial a se corromper, a lealdade entre parceiros, o orgulho e a honra - porém com bastante ação e velocidade pelas mãos da direção de Ridley Scott. Além de Michael Douglas e Andy Garcia, Chuva Negra quase contou com mais uma presença ilustre: o ator Jackie Chan. Porém, Chan recusou o papel por não concordar em interpretar um dos bandidos do filme.
Comando Para Matar
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Arnold Schwarzenegger é John Matrix, um coronel aposentado há dez anos e que mora com a filha, Jenny (Alyssa Milano). Como nem tudo são flores, o sossego de Matrix chega ao fim quando Jenny é sequestrada por Arius (Dan Hedaya), um ex-ditador latino-americano que espera recuperar o poder, e que para isto chantageia Matrix, ordenando-o que mate o atual presidente. Mas John não aceita a manipulação e parte para o resgate da filha contando apenas com a ajuda da aeromoça Cindy (Rae Dawn Chong). Logicamente, vários capangas de Arius aparecem para dificultar a vida do herói, incluindo o mercenário Bennett (Vernon Wells), que mais parece uma versão maléfica (e gorda) do cantor Freddie Mercury. Ao longo do filme, John Matrix mata nada menos que 144 pessoas.
Braddock 1, 2 e 3
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James Braddock (Chuck Norris) é um oficial americano que passou sete anos como prisioneiro de guerra no Vietnã, foi obrigado a trabalhar como escravo em uma plantação de ópio para um cruel homem chamado Yin (Soon-Tek Oh), foi torturado e conseguiu escapar. Mas como o passatempo preferido dele é se meter em combates e matar muitos vietcongues, Braddock une forças a um antigo amigo do exército, Tucker (M. Emmet Walsh), para voltar ao Vietnã em uma missão para resgatar mais soldados americanos que são mantidos como prisioneiros. No terceiro filme da série, Braddock mais uma vez retorna ao Vietnã porque descobre que sua esposa vietnamita e seu filho ainda estão vivos, e não mortos como ele pensou durante 12 anos. Em sua autobiografia, Chuck Norris disse que aceitou viver Braddock como uma forma de homenagem ao seu irmão mais novo, Wieland, que morreu na Guerra do Vietnã em 1970.
Desejo de Matar 1, 2, 3, 4 e 5
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Este é sem dúvida o papel mais famoso de Charles Bronson: Paul Kersey é um arquiteto que tem sua vida destroçada quando três marginais invadem seu apartamento, estupram sua filha e matam Joanna, sua mulher. Com sede de vingança, Kersey se arma e decide patrulhar as ruas de Nova Iorque para fazer justiça, eliminando qualquer um que o ameace. Paralelamente, ele é caçado por Frank Ochoa (Vincent Gardenia), um detetive que deseja encontrar o homem que está fazendo o trabalho dos tiras. Bronson voltou a interpretar o impiedoso Kersey também para vingar a morte do amigo Charley (Francis Drake), declarando sua própria guerra pessoal contra gangues, traficantes, e gângsters. Sempre discreto, de poucas palavras e com uma frieza impressionante, o personagem impiedoso e calculista rendeu um verdadeiro sucesso em sua época e invadiram o imaginário dos amantes do cinema policial por quase 20 anos - período em que os cinco filmes da série foram produzidos.
Duro de Matar 1, 2, 3, 4 e 5
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Depois de dividir a tela com Cybill Sheperd em A Gata e o Rato, Bruce Willis deu um salto de popularidade ao interpretar o detetive nova-iorquino John McClane. No primeiro filme da série Duro de Matar, lançado em 1988, McClane chega a Los Angeles para se encontrar com sua esposa (Bonnie Bedelia). Porém, ao chegar no prédio onde ela trabalha, percebe que o edifício está sendo invadido por um bando de terroristas alemães de araque (o alemão falado pelos bandidos em algumas cenas do filme possui erros gramaticais e em alguns momentos é incompreensível). A performance de Willis como o anti-herói McClane rendeu ainda mais filmes para a franquia: em Duro de Matar 2, o detetive mais uma vez tenta resgatar sua esposa de terroristas, mas desta vez em um avião. No terceiro filme da série, o detetive está separado da mulher, mas isso não o impediu de se meter com mais terroristas: Jeremy Irons faz o papel do irmão de um antigo inimigo de McClane, que busca vingança e começa a colocar bombas em lugares movimentados de Nova Iorque, soltando enigmas que podem evitar as explosões. Depois disso, McClane também combateu hackers e um dos maiores clichês de filmes de ação norte-americano: russos.
O Predador
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O major Alan "Dutch" Schaefer (Arnold Schwarzenegger) lidera uma equipe de resgate em uma selva da América Central, para tentar encontrar um ministro da Guatemala e funcionários do governo que saíram da rota e se perderam. Em meio à missão, o pelotão encontra uma criatura humanóide alienígena que possui armas de tecnologia avançada, como camuflagem quase invisível, e um enorme prazer em caçar e matar outras espécies com requintes de crueldade. Um fato curioso é que o Jean-Claude Van Damme tinha sido a escolha original para interpretar alienígena, por conta de suas habilidades marciais. Mas as reclamações do ator com relação à roupa apertada e o desejo de escalar alguém que se impusesse perante o elenco o fizeram com que o diretor John McTiernan optasse por Kevin Peter Hall - um ator de 2,18 metros que havia interpretado o pé grande no filme Harry, O Hóspede do Barulho. O Predador também rendeu uma continuação (O Predador 2) e dois spin-offs/crossovers (Alien vs. Predador e Alien vs. Predador 2).
Máquina Mortífera 1, 2, 3 e 4
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Mel Gibson interpreta Martin Riggs, um policial tresloucado que está sempre vivendo no limite (tanto no cumprimento da lei quanto em sua vida pessoal). Em contraponto, Riggs vira parceiro de Roger Murtaugh (Danny Glover), um tira tranquilo e pai de família que espera apenas a sua aposentadoria chegar. As diferenças de temperamento de Riggs e Murtaugh dão um tom humorístico à ação da dupla, seja contra traficantes de drogas, policiais corruptos ou uma quadrilha de falsificadores. Para atuar nas cenas de ação de Máquina Mortífera, Mel Gibson aprendeu três formas de artes marciais: jiu-jitsu, capoeira e o jailhouse rock, uma forma de luta dos escravos americanos.
O Grande Dragão Branco
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Considerado por muitos a melhor atuação de Jean-Claude Van Damme, O Grande Dragão Branco é um clássico do gênero pancadaria. Van Damme vive o papel de Frank Dux, lutador que passou boa parte da vida sendo treinado por Tanaka (Roy Chiao) para participar do kumite, um torneio mundial de artes marciais onde é comum que os participantes se machuquem seriamente e, às vezes, sejam mortos. Ao iniciar a competição, Frank logo percebe que seu principal adversário será o atual campeão, Chong Li (Belo Yeung), que tem a morte de alguns oponentes no currículo. Frank Dux realmente existe: entre 1975 e 1980, ele participou de 329 lutas, sem ter sido derrotado. O que torna O Grande Dragão Branco ainda mais imperdível é que Dux trabalhou como coordenador das lutas no filme, e seu condicionamento físico era tão rigoroso que o lutador disse que Van Damme não estava na forma adequada para o papel quando foi contratado. Dux formulou um programa de treinamentos de três meses especial para Van Damme, que classificou esse período como "o treinamento mais difícil de sua vida". O filme ainda contou com duas continuações (O Grande Dragão Branco 2, de 1996, e O Grande Dragão Branco 3, de 1999), mas nenhuma delas supera o primeiro capítulo.
Rambo 1, 2, 3 e 4
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Rambo dispensa apresentações. Não é exagero dizer que uma das primeiras imagens que vem à cabeça quando se fala de filmes de ação é a de Sylvester Stallone com cara de poucos amigos e uma metralhadora nas mãos. Stallone viveu o veterano da Guerra do Vietnã John Rambo pela primeira vez em 1982. Após ser preso injustamente pelo xerife Teasle (Brian Dennehy), Rambo consegue fugir e promove uma guerra não só contra o policial mas contra toda uma cidade, causando pânico e destruição. Rambo deveria morrer no final original do filme, mas sua sobrevivência garantiu que Stallone pudesse repetir a personagem para participar de missões suicidas no sudeste asiático, refugiar-se em um mosteiro budista e ajudar missionários que desejam levar alimentos e remédios às pessoas afetadas pela guerra na Tailândia. Em todas as produções, o número de armas e mortes que passam pelas mãos de Rambo são incontáveis. Em Rambo 4 (por enquanto o último filme da série), são mortas 236 pessoas, com uma média de 2,59 mortes por minuto.
A Força em Alerta 1 e 2
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Um poderoso navio de guerra que está sendo desativado é vítima de terroristas, que planejam assumir o controle da embarcação. Porém, eles não contavam com a presença de um super agente (Steven Seagal) que está a bordo, disfarçado de cozinheiro. O segundo filme segue a mesma linha da produção inicial, mas desta vez Seagal está a bordo de um trem para fazer uma viagem com sua sobrinha. Mais uma vez, terroristas resolvem entrar no caminho do herói e sequestram o trem, com o intuito de usá-lo como um quartel-general móvel para roubar um satélite de grande poder de destruição. Só que Seagal mais uma vez não dorme em serviço e desmantela toda a operação praticamente sozinho. Com seu famoso rabo de cavalo, Steven Seagal também ficou imortalizado como a imagem do policial durão,de poucas palavras, que atira para matar e não leva desaforo para casa.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Programas mais antigos da TV
*Matéria originalmente publicada no Yahoo! TV.
Alguns programas de TV já estão no ar há muito tempo e grande parte de seus espectadores não têm ideia das diversas mudanças que essas atrações sofreram ao longo dos anos. Por exemplo: você sabia que o Silvio Santos já passou pela Rede Globo? E que A Praça é Nossa passou por cinco emissoras diferentes? Veja abaixo uma seleção dos programas mais antigos da TV brasileira e um pouco de sua história.
Programa Silvio Santos (1963 - atualmente)
Silvio Santos é provavelmente o apresentador mais influente da televisão brasileira. O que pouca gente sabe é que ele também já fez parte da sua maior rival: a Rede Globo. O Programa Silvio Santos começou em São Paulo em tempo alugado pelo empresário na TV Paulista, em 1962, uma emissora local que mais tarde seria absorvida pela Globo. Seu programa tornou-se líder de audiência em 1969, transformando Silvio em celebridade e fez do Baú da Felicidade um fenômeno de vendas. Mas a incompatibilidade crescente com o "Padrão Globo de Qualidade" e a dificuldade de negociação de contratos levaram a atração a se transferir para a TV Tupi em 1976. Em seguida, Silvio comprou o canal 11 do Rio de Janeiro, passando a transmitir seu programa na recém-nascida TVS (TV Studios) a emissora que em 1981 viria a se tornar o SBT (Sistema Brasileiro de Televisão). Em sua própria rede, o Programa Silvio Santos se tornou um agrupamento de vários programas de auditório, dentre eles o Show de Calouros, Domingo no Parque, Roletrando, Namoro na TV, Porta da Esperança, Topa Tudo Por Dinheiro, Gol Show, Tentação, Hot Hot Hot, Qual é a Música?, TV Animal, entre outros. A partir da década de 80, Silvio abriu espaço gradual para outros apresentadores, como Gugu Liberato, Celso Portiolli, Hebe Camargo, Ratinho, Otávio Mesquita e outros. Em 2001, Silvio continuou a diminuir sua atuação como apresentador e o Programa Silvio Santos deixou de existir com esse nome. Mas em março de 2007, Silvio voltou atrás em sua semi-aposentadoria, passando a apresentar alguns programas da grade do SBT. Em junho de 2008, Silvio voltar a apresentar o novo Programa Silvio Santos, com de 4 horas de duração. Nesta fase mais recente, a participação da garota Maísa Silva arrancou boas risadas ao tentar arrancar a peruca do chefão Silvio.
Programa Raul Gil (1967 - atualmente)
Seguindo uma linha similar ao Programa Silvio Santos, Raul Gil passou por todas as grandes redes de televisão do Brasil - com exceções da Rede Globo e RedeTV! - Rede Excelsior (1967-1970), Rede Tupi (1975-1980), Rede Manchete (1996-1998), Rede Record (1986-1996 e 1998-2005), Bandeirantes (2005-2010) e SBT (1981-1985 e 2010 até hoje). Com um estilo popularesco, mas um pouco mais conservador e tradicional, Raul mantém em seu programa quadros de muito sucesso, como o Jogo do banquinho, Eu e as crianças, Crianças curiosas, Jovens Atores Kids, Concurso de fantasia e Mulheres Que Brilham.
Jornal Nacional (1969 - atualmente)
O Jornal Nacional é um dos telejornais mais assistidos e reconhecidos do país, tendo, ao longo de sua existência, acumulado diversos prêmios. Hilton Gomes e Cid Moreira comandaram a primeira edição do programa em 1º de setembro de 1969, cujo nome do programa derivava de seu primeiro patrocinador - o Banco Nacional. Moreira formou com Sérgio Chapelin a dupla que mais tempo apresentou o telejornal (de 1972 a 1979). Em 1983, Chapelin trocou a TV Globo pelo SBT e foi substituído por Celso Freitas. Mesmo voltando para emissora no ano seguinte, Chapelin somente voltaria a apresentar o JN em 1989, permanecendo na bancada com Cid Moreira até 1996. Depois, William Bonner e Lillian Witte Fibe assumiram a bancada como parte do projeto de substituir locutores por jornalistas na apresentação dos telejornais da Globo. Em 1998, vários apresentadores interinos passariam pelo JN, incluindo Sandra Annenberg, Mônica Waldvogel, Ana Paula Padrão e Carlos Nascimento. Finalmente, em 30 de março de 1998, Fátima Bernardes passou a fazer dupla com seu marido, William Bonner, até dezembro de 2011. Com a saída de Fátima para comandar um programa matutino, Patrícia Poeta assumiu como âncora do programa, ao lado de Bonner. Ainda assim, o programa têm dez apresentadores eventuais, que apresentam o jornal aos sábados ou nas folgas do âncoras: Alexandre Garcia, Ana Paula Araújo, Carla Vilhena, Chico Pinheiro, Christiane Pelajo, Evaristo Costa, Heraldo Pereira, Márcio Gomes, Renata Vasconcellos e William Waack.
Fantástico (1973 - atualmente)
A revista eletrônica da Rede Globo ainda é considerada o programa tradicional de muitas famílias brasileiras na noite de domingo. Uma das partes mais chamativas do Fantástico eram as vinhetas de abertura, apresentando inovações para a história da TV brasileira, com conceitos que misturavam música, coreografias e elementos gráficos em 3D. Principalmente durante os anos 80 e início dos 90, o Fantástico também apresentava a estréia de clipes de grandes nomes da música da época. Entre os principais apresentadores que já passaram pela história do programa estão Valéria Monteiro, Fátima Bernardes, Cid Moreira, Sérgio Chapelin, Celso Freitas, William Bonner, Pedro Bial, Glória Maria e Patrícia Poeta. Atualmente os apresentadores do programa são Zeca Camargo, e Renata Ceribelli, com Tadeu Schmidt apresentando as notícias sobre esportes.
Globo Repórter (1973 - atualmente)
Atualmente apresentado por Sérgio Chapelin e Glória Maria, o Globo Repórter estreou em 3 de abril de 1973, em substituição ao extinto Globo Shell Especial. O programa nasceu da ideia de criar um jornalístico semelhante ao 60 Minutes da CBS News, mas produzindo cinedocumentários com narração do apresentador. Por conta dessa nova linguagem, o Globo Repórter passou a ser um veículo importante para vários cineastas brasileiros como Eduardo Coutinho, Maurice Capovilla, Walter Lima Júnior, Vladimir Carvalho e Gregório Bacic exibirem seus documentários, focalizando muitos aspectos da sociedade brasileira, e que hoje em dia são considerados clássicos do gênero documental no Brasil. Em 1983, a apresentação do programa passou a ser de Eliakim Araújo e o jornalístico ganhou quatro blocos, que mesclavam informação e entretenimento. Depois de várias mudanças de horário na grade de programação da Rede Globo, em 2013 o programa comemora 40 anos nas noites de sextas-feiras, depois da novela das nove.
Viola Minha Viola (1980 - atualmente)
O programa musical mais antigo da TV brasileira, Viola, Minha Viola também é um dos mais tradicionais divulgadores da música caipira do Brasil. Com 33 anos de apresentação ininterrupta, a atração estreou em 25 de maio de 1980, capitaneada no início por Moraes Sarmento e Nonô Basílio. Em seguida, Basílio foi substituído por Inezita Barroso, que assumiu sozinha a apresentação do programa após a morte de Sarmento, em 1998. O programa já reuniu grandes nomes da música capiria, incluindo Almir Sater, As Galvão, Liu & Léo, Pedro Bento & Zé da Estrada, Cezar & Paulinho, Craveiro e Cravinho, Daniel, Zé Mulato e Cassiano.
Flash / Amaury Jr Show (1982 - atualmente)
Amaury Jr se tornou reconhecido como um dos principais colunistas sociais, estabelecendo um modelo seguido por vários apresentadores. Em 1982, quando lançou na Rede Gazeta o programa Flash, a atração era apenas uma cobertura de cinco minutos das festas fechadas paulistanas. Seis meses depois, o programa foi transferido para a Rede Record e, no ano seguinte, para a Rede Bandeirantes, onde ganhou expressão nacional. Na Bandeirantes, Amaury Jr. ampliou a cobertura do programa, passando a visitar mais festas e eventos fora de São Paulo, além de viagens internacionais (como Punta del Este e a Flórida), fato que culminou em entrevistas com personalidades como Julio Iglesias, Tony Bennett, Donald Trump, Celine Dion, Shirley MacLaine e Sarah Brightman. Em 2001, Amaury Jr. trocou a Bandeirantes pela Rede Record, mas seu relacionamento com a nova administração da Record foi conturbado; o apresentador acusou a emissora de cortar tempo e equipe do programa, tirar a atração do ar por ato arbitrário, impor restrições ao conteúdo editorial e atrasar o lançamento de um segundo programa previsto no contrato. Em 2002, o colunista voltou à TV com o Programa Amaury Jr pela Rede TV. Além da cobertura regular de festas e viagens (pelo apresentador em pessoa ou pelos repórteres de sua equipe), o atual programa incorpora características de talk show, com um bloco de entrevistas em estúdio.
Vídeo Show (1983 - atualmente)
O Vídeo Show surgiu em 1983, com o intuito de apresentar bastidores dos programas da Rede Globo e manter viva a memória do canal. Inicialmente, o programa era exibido aos domingos, mas quatro anos depois, passou para as tardes de sábado. Desde 1994, vai ao ar de segunda a sábado, às 13h45, com 45 minutos de duração. A atriz Tássia Camargo foi a primeira apresentadora do Vídeo Show e ficou no ar durante algumas edições. Depois, foi inaugurado um rodízio de cerca de 60 apresentadores - entre eles, William Bonner, Galvão Bueno, Tony Ramos, Nuno Leal Maia, Paulo José, Malu Mader, Lauro Corona, Paulo Betti, Carla Camuratti, Patrícia Pillar e Kadu Moliterno. Em 1987, Marcelo Tas assumiu o comando da atração, na pele do personagem "Cabeça Branca". No mesmo ano, Miguel Falabella se tornou o apresentador titular. Falabella foi o apresentador que ficou mais tempo no programa, até ser substituído no final de 2001 por André Marques. Cissa Guimarães, a "garota que quebra o côco mas não arrebenta a sapucaia" (bordão repetido diversas vezes por Falabella) foi a narradora e repórter do programa desde 1984 e também deixou a atração em 2001. Com a nova equipe, o programa também ganhou um novo cenário, com participação da apresentadora Angélica comandando o quadro Vídeo Game, um game show envolvendo celebridades e seus conhecimentos sobre a programação da TV Globo. Em 2004 e 2007, a atriz e apresentadora Fernanda Lima assumiu o comando do Vídeo Game, durante a licença-maternidade de Angélica. Em julho de 2002, o Video Show completou três mil apresentações, passando por outra reformulação e reunindo três novos repórteres: Ana Furtado, Bruno de Lucca e Renata Simões.
Roda Viva (1986 - atualmente)
Um dos mais antigos e respeitados programa de entrevistas da televisão brasileira, o Roda Viva conta com diferentes entrevistadores, convidados de acordo com as suas áreas de atuação e conhecimento em relação ao entrevistado em pauta. Em seu formato regular, o entrevistado se posiciona no centro de uma arena de onde responde às perguntas de entrevistadores selecionados entre jornalistas dos principais veículos da imprensa brasileira, bem como especialistas na área de atuação do entrevistado. O programa não tem um perfil definido de entrevistados, tendo como convidados diversos líderes políticos, escritores, esportistas, filósofos, músicos entre outras pessoas que sejam consideradas notórias para Brasil e para o mundo, tendo sido feitas também entrevistas em outros idiomas além do português. O Roda Viva já recebeu convidados variados como Marina Silva, Ayrton Senna, o cineasta David Lynch, a cantora Elza Soares e o cartunista Laerte. O programa e é apresentado por Mario Sergio Conti, ex-editor da Veja e do Jornal do Brasil.
A Praça é Nossa (1987 - atualmente)
Apesar de A Praça é Nossa ser parte da grade de programas do SBT desde meados dos anos 80, a atração estreou na televisão em 1957 no canal TV Paulista sob o nome A Praça da Alegria, criado por Manuel de Nóbrega. Nas décadas seguintes passou pela TV Record e TV Rio, Rede Globo e Rede Bandeirantes, chegando a ser apresentado por Luís Carlos Miele e depois pelo filho de Manuel, Carlos Alberto de Nóbrega . Com o humor e irreverência característicos, A Praça já revelou humoristas como Ronald Golias, Maria Tereza e o ator Jorge Lafond, que eternizou a personagem Vera Verão. Outros nomes ilustres ainda continuam no programa, como Moacyr Franco, Canarinho, Carlos Koppa e Jorge Loredo.
Jô Soares Onze e Meia / Programa do Jô (1988 - atualmente)
Jô Soares Onze e Meia era um talk show inspirado nos programas de Johnny Carson e Late Show de David Letterman. A atração, que durou de 1988 a 1999 no SBT, caracterizou-se por mostrar o lado entrevistador de Jô Soares, que até então era mais conhecido como humorista. Durante esta fase, ficou famosa a entrevista polêmica entre Jô e o então presidenciável Fernando Collor de Melo. Em 1989 no dia 12 de julho foi realizada no programa a última entrevista de Raul Seixas, que faleceria no mês seguinte. Em 1995, a banda Mamonas Assassinas fez uma de suas primeiras aparições na TV, antecedendo seu sucesso meteórico. Em 2000, Jô Soares foi para a Rede Globo para apresentar uma atração semelhante, batizada simplesmente de Programa do Jô.
Metrópolis (1988 - atualmente)
Metrópolis é um programa da TV Cultura que cobre diariamente assuntos relacionados à arte e à cultura em geral; música, cinema, teatro, artes plásticas, moda, games e comportamento. A primeira edição foi ao ar em 4 de abril de 1988, apresentado por Ricardo Soares e Maria Amélia Rocha Lopes. O objetivo do programa é revelar a diversidade dessa produção e reunir elementos da cultura erudita, popular, urbana e todas as formas de manifestação artística. Nesses 20 anos, o Metrópolis ajudou a iluminar a cena cultural e colaborou para a formação das novas gerações de artistas e consumidores de cultura do país.A curadoria do programa é de Hélio Goldjeinstein, diretor do núcleo de arte e cultura da TV Cultura. Entre apresentadores e repórteres antigos que fizeram parte da história do Metrópolis estão, por exemplo: Manu Ebert, Herbert Henning, Patrícia Travassos, Tuca Paoli, Cuca Lazarotto, Lorena Calábria, Laura Wie, Lala Dehenzelin, Cadão Volpato, entre outros. Atualmente o programa é apresentado por Marina Person, Cunha Jr. e Adriana Couto.
Domingão do Faustão (1989 - atualmente)
Criado para frear a audiência do Programa Silvio Santos, O Domingão do Faustão surgiu em 1989 e em pouco tempo se tornou líder de audiência nas tardes de domingo. Desde seu início, o programa conta com uma banda que toca ao vivo e um grupo de dançarinas, a Academia do Faustão. Apresentando também entrevistas com atores da emissora e cantores, o programa traz atrações populares divididas em vários quadros, juntamente com as tradicionais vídeo-cassetadas. A partir de 1996, a audiência do programa passou a ser ameaçada pelo Domingo Legal do SBT, e a direção passou a apostar em conteúdos apelativos, como o caso do órfão Rafael Pereira dos Santos, portador da síndrome de Seckel - que causa uma forma aguda de nanismo primordial. Exibido como uma aberração, Rafael foi ridicularizado pelo apresentador e por integrantes do grupo humorístico Café com Bobagem, por conta de sua aparência física, tendo inclusive sido obrigado a imitar o cantor Latino. O caso de Rafael levantou o IBOPE do programa, mas causou muita polêmica e protestos por parte da mídia e do Juizado de Menores do Rio de Janeiro, a ponto do então vice-presidente de operações da Rede Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, emitir um memorando interno proibindo exibições de quadros ou programas que apresentassem atos de baixaria, sensacionalismo ou que ferissem o chamado Padrão Globo de Qualidade. Em 2001, a emissora seria condenada pela justiça a indenizar Rafael em R$ 1 milhão. Em meados de 1997, para tentar desbancar o Domingo Legal, o programa estreou o polêmico "Sushi Erótico" - comida japonesa servida sobre o corpo de uma modelo nua - e acabou provocando inúmeros protestos dos telespectadores e até do Governo Federal. Mas essa apelação toda não adiantou muito: no início dos anos 2000, o SBT tomou a liderança absoluta da audiência, fazendo com que a Globo começasse a intervir no programa que não apresentava mudanças desde sua estreia: tentaram colocar no ar uma versão gravada, mas tanto a imprensa como a opinião pública criticaram duramente o programa. No final de 2008, Adriana Colin (responsável pelo merchandising), Caçulinha (diretor musical da banda) e Lucimara Parisi (diretora do programa) não tiveram seus contratos renovados e deixaram o Domingão.
Alguns programas de TV já estão no ar há muito tempo e grande parte de seus espectadores não têm ideia das diversas mudanças que essas atrações sofreram ao longo dos anos. Por exemplo: você sabia que o Silvio Santos já passou pela Rede Globo? E que A Praça é Nossa passou por cinco emissoras diferentes? Veja abaixo uma seleção dos programas mais antigos da TV brasileira e um pouco de sua história.
Programa Silvio Santos (1963 - atualmente)
Silvio Santos é provavelmente o apresentador mais influente da televisão brasileira. O que pouca gente sabe é que ele também já fez parte da sua maior rival: a Rede Globo. O Programa Silvio Santos começou em São Paulo em tempo alugado pelo empresário na TV Paulista, em 1962, uma emissora local que mais tarde seria absorvida pela Globo. Seu programa tornou-se líder de audiência em 1969, transformando Silvio em celebridade e fez do Baú da Felicidade um fenômeno de vendas. Mas a incompatibilidade crescente com o "Padrão Globo de Qualidade" e a dificuldade de negociação de contratos levaram a atração a se transferir para a TV Tupi em 1976. Em seguida, Silvio comprou o canal 11 do Rio de Janeiro, passando a transmitir seu programa na recém-nascida TVS (TV Studios) a emissora que em 1981 viria a se tornar o SBT (Sistema Brasileiro de Televisão). Em sua própria rede, o Programa Silvio Santos se tornou um agrupamento de vários programas de auditório, dentre eles o Show de Calouros, Domingo no Parque, Roletrando, Namoro na TV, Porta da Esperança, Topa Tudo Por Dinheiro, Gol Show, Tentação, Hot Hot Hot, Qual é a Música?, TV Animal, entre outros. A partir da década de 80, Silvio abriu espaço gradual para outros apresentadores, como Gugu Liberato, Celso Portiolli, Hebe Camargo, Ratinho, Otávio Mesquita e outros. Em 2001, Silvio continuou a diminuir sua atuação como apresentador e o Programa Silvio Santos deixou de existir com esse nome. Mas em março de 2007, Silvio voltou atrás em sua semi-aposentadoria, passando a apresentar alguns programas da grade do SBT. Em junho de 2008, Silvio voltar a apresentar o novo Programa Silvio Santos, com de 4 horas de duração. Nesta fase mais recente, a participação da garota Maísa Silva arrancou boas risadas ao tentar arrancar a peruca do chefão Silvio.
Programa Raul Gil (1967 - atualmente)
Seguindo uma linha similar ao Programa Silvio Santos, Raul Gil passou por todas as grandes redes de televisão do Brasil - com exceções da Rede Globo e RedeTV! - Rede Excelsior (1967-1970), Rede Tupi (1975-1980), Rede Manchete (1996-1998), Rede Record (1986-1996 e 1998-2005), Bandeirantes (2005-2010) e SBT (1981-1985 e 2010 até hoje). Com um estilo popularesco, mas um pouco mais conservador e tradicional, Raul mantém em seu programa quadros de muito sucesso, como o Jogo do banquinho, Eu e as crianças, Crianças curiosas, Jovens Atores Kids, Concurso de fantasia e Mulheres Que Brilham.
Jornal Nacional (1969 - atualmente)
O Jornal Nacional é um dos telejornais mais assistidos e reconhecidos do país, tendo, ao longo de sua existência, acumulado diversos prêmios. Hilton Gomes e Cid Moreira comandaram a primeira edição do programa em 1º de setembro de 1969, cujo nome do programa derivava de seu primeiro patrocinador - o Banco Nacional. Moreira formou com Sérgio Chapelin a dupla que mais tempo apresentou o telejornal (de 1972 a 1979). Em 1983, Chapelin trocou a TV Globo pelo SBT e foi substituído por Celso Freitas. Mesmo voltando para emissora no ano seguinte, Chapelin somente voltaria a apresentar o JN em 1989, permanecendo na bancada com Cid Moreira até 1996. Depois, William Bonner e Lillian Witte Fibe assumiram a bancada como parte do projeto de substituir locutores por jornalistas na apresentação dos telejornais da Globo. Em 1998, vários apresentadores interinos passariam pelo JN, incluindo Sandra Annenberg, Mônica Waldvogel, Ana Paula Padrão e Carlos Nascimento. Finalmente, em 30 de março de 1998, Fátima Bernardes passou a fazer dupla com seu marido, William Bonner, até dezembro de 2011. Com a saída de Fátima para comandar um programa matutino, Patrícia Poeta assumiu como âncora do programa, ao lado de Bonner. Ainda assim, o programa têm dez apresentadores eventuais, que apresentam o jornal aos sábados ou nas folgas do âncoras: Alexandre Garcia, Ana Paula Araújo, Carla Vilhena, Chico Pinheiro, Christiane Pelajo, Evaristo Costa, Heraldo Pereira, Márcio Gomes, Renata Vasconcellos e William Waack.
Fantástico (1973 - atualmente)
A revista eletrônica da Rede Globo ainda é considerada o programa tradicional de muitas famílias brasileiras na noite de domingo. Uma das partes mais chamativas do Fantástico eram as vinhetas de abertura, apresentando inovações para a história da TV brasileira, com conceitos que misturavam música, coreografias e elementos gráficos em 3D. Principalmente durante os anos 80 e início dos 90, o Fantástico também apresentava a estréia de clipes de grandes nomes da música da época. Entre os principais apresentadores que já passaram pela história do programa estão Valéria Monteiro, Fátima Bernardes, Cid Moreira, Sérgio Chapelin, Celso Freitas, William Bonner, Pedro Bial, Glória Maria e Patrícia Poeta. Atualmente os apresentadores do programa são Zeca Camargo, e Renata Ceribelli, com Tadeu Schmidt apresentando as notícias sobre esportes.
Globo Repórter (1973 - atualmente)
Atualmente apresentado por Sérgio Chapelin e Glória Maria, o Globo Repórter estreou em 3 de abril de 1973, em substituição ao extinto Globo Shell Especial. O programa nasceu da ideia de criar um jornalístico semelhante ao 60 Minutes da CBS News, mas produzindo cinedocumentários com narração do apresentador. Por conta dessa nova linguagem, o Globo Repórter passou a ser um veículo importante para vários cineastas brasileiros como Eduardo Coutinho, Maurice Capovilla, Walter Lima Júnior, Vladimir Carvalho e Gregório Bacic exibirem seus documentários, focalizando muitos aspectos da sociedade brasileira, e que hoje em dia são considerados clássicos do gênero documental no Brasil. Em 1983, a apresentação do programa passou a ser de Eliakim Araújo e o jornalístico ganhou quatro blocos, que mesclavam informação e entretenimento. Depois de várias mudanças de horário na grade de programação da Rede Globo, em 2013 o programa comemora 40 anos nas noites de sextas-feiras, depois da novela das nove.
Viola Minha Viola (1980 - atualmente)
O programa musical mais antigo da TV brasileira, Viola, Minha Viola também é um dos mais tradicionais divulgadores da música caipira do Brasil. Com 33 anos de apresentação ininterrupta, a atração estreou em 25 de maio de 1980, capitaneada no início por Moraes Sarmento e Nonô Basílio. Em seguida, Basílio foi substituído por Inezita Barroso, que assumiu sozinha a apresentação do programa após a morte de Sarmento, em 1998. O programa já reuniu grandes nomes da música capiria, incluindo Almir Sater, As Galvão, Liu & Léo, Pedro Bento & Zé da Estrada, Cezar & Paulinho, Craveiro e Cravinho, Daniel, Zé Mulato e Cassiano.
Flash / Amaury Jr Show (1982 - atualmente)
Amaury Jr se tornou reconhecido como um dos principais colunistas sociais, estabelecendo um modelo seguido por vários apresentadores. Em 1982, quando lançou na Rede Gazeta o programa Flash, a atração era apenas uma cobertura de cinco minutos das festas fechadas paulistanas. Seis meses depois, o programa foi transferido para a Rede Record e, no ano seguinte, para a Rede Bandeirantes, onde ganhou expressão nacional. Na Bandeirantes, Amaury Jr. ampliou a cobertura do programa, passando a visitar mais festas e eventos fora de São Paulo, além de viagens internacionais (como Punta del Este e a Flórida), fato que culminou em entrevistas com personalidades como Julio Iglesias, Tony Bennett, Donald Trump, Celine Dion, Shirley MacLaine e Sarah Brightman. Em 2001, Amaury Jr. trocou a Bandeirantes pela Rede Record, mas seu relacionamento com a nova administração da Record foi conturbado; o apresentador acusou a emissora de cortar tempo e equipe do programa, tirar a atração do ar por ato arbitrário, impor restrições ao conteúdo editorial e atrasar o lançamento de um segundo programa previsto no contrato. Em 2002, o colunista voltou à TV com o Programa Amaury Jr pela Rede TV. Além da cobertura regular de festas e viagens (pelo apresentador em pessoa ou pelos repórteres de sua equipe), o atual programa incorpora características de talk show, com um bloco de entrevistas em estúdio.
Vídeo Show (1983 - atualmente)
O Vídeo Show surgiu em 1983, com o intuito de apresentar bastidores dos programas da Rede Globo e manter viva a memória do canal. Inicialmente, o programa era exibido aos domingos, mas quatro anos depois, passou para as tardes de sábado. Desde 1994, vai ao ar de segunda a sábado, às 13h45, com 45 minutos de duração. A atriz Tássia Camargo foi a primeira apresentadora do Vídeo Show e ficou no ar durante algumas edições. Depois, foi inaugurado um rodízio de cerca de 60 apresentadores - entre eles, William Bonner, Galvão Bueno, Tony Ramos, Nuno Leal Maia, Paulo José, Malu Mader, Lauro Corona, Paulo Betti, Carla Camuratti, Patrícia Pillar e Kadu Moliterno. Em 1987, Marcelo Tas assumiu o comando da atração, na pele do personagem "Cabeça Branca". No mesmo ano, Miguel Falabella se tornou o apresentador titular. Falabella foi o apresentador que ficou mais tempo no programa, até ser substituído no final de 2001 por André Marques. Cissa Guimarães, a "garota que quebra o côco mas não arrebenta a sapucaia" (bordão repetido diversas vezes por Falabella) foi a narradora e repórter do programa desde 1984 e também deixou a atração em 2001. Com a nova equipe, o programa também ganhou um novo cenário, com participação da apresentadora Angélica comandando o quadro Vídeo Game, um game show envolvendo celebridades e seus conhecimentos sobre a programação da TV Globo. Em 2004 e 2007, a atriz e apresentadora Fernanda Lima assumiu o comando do Vídeo Game, durante a licença-maternidade de Angélica. Em julho de 2002, o Video Show completou três mil apresentações, passando por outra reformulação e reunindo três novos repórteres: Ana Furtado, Bruno de Lucca e Renata Simões.
Roda Viva (1986 - atualmente)
Um dos mais antigos e respeitados programa de entrevistas da televisão brasileira, o Roda Viva conta com diferentes entrevistadores, convidados de acordo com as suas áreas de atuação e conhecimento em relação ao entrevistado em pauta. Em seu formato regular, o entrevistado se posiciona no centro de uma arena de onde responde às perguntas de entrevistadores selecionados entre jornalistas dos principais veículos da imprensa brasileira, bem como especialistas na área de atuação do entrevistado. O programa não tem um perfil definido de entrevistados, tendo como convidados diversos líderes políticos, escritores, esportistas, filósofos, músicos entre outras pessoas que sejam consideradas notórias para Brasil e para o mundo, tendo sido feitas também entrevistas em outros idiomas além do português. O Roda Viva já recebeu convidados variados como Marina Silva, Ayrton Senna, o cineasta David Lynch, a cantora Elza Soares e o cartunista Laerte. O programa e é apresentado por Mario Sergio Conti, ex-editor da Veja e do Jornal do Brasil.
A Praça é Nossa (1987 - atualmente)
Apesar de A Praça é Nossa ser parte da grade de programas do SBT desde meados dos anos 80, a atração estreou na televisão em 1957 no canal TV Paulista sob o nome A Praça da Alegria, criado por Manuel de Nóbrega. Nas décadas seguintes passou pela TV Record e TV Rio, Rede Globo e Rede Bandeirantes, chegando a ser apresentado por Luís Carlos Miele e depois pelo filho de Manuel, Carlos Alberto de Nóbrega . Com o humor e irreverência característicos, A Praça já revelou humoristas como Ronald Golias, Maria Tereza e o ator Jorge Lafond, que eternizou a personagem Vera Verão. Outros nomes ilustres ainda continuam no programa, como Moacyr Franco, Canarinho, Carlos Koppa e Jorge Loredo.
Jô Soares Onze e Meia / Programa do Jô (1988 - atualmente)
Jô Soares Onze e Meia era um talk show inspirado nos programas de Johnny Carson e Late Show de David Letterman. A atração, que durou de 1988 a 1999 no SBT, caracterizou-se por mostrar o lado entrevistador de Jô Soares, que até então era mais conhecido como humorista. Durante esta fase, ficou famosa a entrevista polêmica entre Jô e o então presidenciável Fernando Collor de Melo. Em 1989 no dia 12 de julho foi realizada no programa a última entrevista de Raul Seixas, que faleceria no mês seguinte. Em 1995, a banda Mamonas Assassinas fez uma de suas primeiras aparições na TV, antecedendo seu sucesso meteórico. Em 2000, Jô Soares foi para a Rede Globo para apresentar uma atração semelhante, batizada simplesmente de Programa do Jô.
Metrópolis (1988 - atualmente)
Metrópolis é um programa da TV Cultura que cobre diariamente assuntos relacionados à arte e à cultura em geral; música, cinema, teatro, artes plásticas, moda, games e comportamento. A primeira edição foi ao ar em 4 de abril de 1988, apresentado por Ricardo Soares e Maria Amélia Rocha Lopes. O objetivo do programa é revelar a diversidade dessa produção e reunir elementos da cultura erudita, popular, urbana e todas as formas de manifestação artística. Nesses 20 anos, o Metrópolis ajudou a iluminar a cena cultural e colaborou para a formação das novas gerações de artistas e consumidores de cultura do país.A curadoria do programa é de Hélio Goldjeinstein, diretor do núcleo de arte e cultura da TV Cultura. Entre apresentadores e repórteres antigos que fizeram parte da história do Metrópolis estão, por exemplo: Manu Ebert, Herbert Henning, Patrícia Travassos, Tuca Paoli, Cuca Lazarotto, Lorena Calábria, Laura Wie, Lala Dehenzelin, Cadão Volpato, entre outros. Atualmente o programa é apresentado por Marina Person, Cunha Jr. e Adriana Couto.
Domingão do Faustão (1989 - atualmente)
Criado para frear a audiência do Programa Silvio Santos, O Domingão do Faustão surgiu em 1989 e em pouco tempo se tornou líder de audiência nas tardes de domingo. Desde seu início, o programa conta com uma banda que toca ao vivo e um grupo de dançarinas, a Academia do Faustão. Apresentando também entrevistas com atores da emissora e cantores, o programa traz atrações populares divididas em vários quadros, juntamente com as tradicionais vídeo-cassetadas. A partir de 1996, a audiência do programa passou a ser ameaçada pelo Domingo Legal do SBT, e a direção passou a apostar em conteúdos apelativos, como o caso do órfão Rafael Pereira dos Santos, portador da síndrome de Seckel - que causa uma forma aguda de nanismo primordial. Exibido como uma aberração, Rafael foi ridicularizado pelo apresentador e por integrantes do grupo humorístico Café com Bobagem, por conta de sua aparência física, tendo inclusive sido obrigado a imitar o cantor Latino. O caso de Rafael levantou o IBOPE do programa, mas causou muita polêmica e protestos por parte da mídia e do Juizado de Menores do Rio de Janeiro, a ponto do então vice-presidente de operações da Rede Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, emitir um memorando interno proibindo exibições de quadros ou programas que apresentassem atos de baixaria, sensacionalismo ou que ferissem o chamado Padrão Globo de Qualidade. Em 2001, a emissora seria condenada pela justiça a indenizar Rafael em R$ 1 milhão. Em meados de 1997, para tentar desbancar o Domingo Legal, o programa estreou o polêmico "Sushi Erótico" - comida japonesa servida sobre o corpo de uma modelo nua - e acabou provocando inúmeros protestos dos telespectadores e até do Governo Federal. Mas essa apelação toda não adiantou muito: no início dos anos 2000, o SBT tomou a liderança absoluta da audiência, fazendo com que a Globo começasse a intervir no programa que não apresentava mudanças desde sua estreia: tentaram colocar no ar uma versão gravada, mas tanto a imprensa como a opinião pública criticaram duramente o programa. No final de 2008, Adriana Colin (responsável pelo merchandising), Caçulinha (diretor musical da banda) e Lucimara Parisi (diretora do programa) não tiveram seus contratos renovados e deixaram o Domingão.
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segunda-feira, 8 de abril de 2013
Artistas vítimas de fanáticos
*Matéria originalmente publicada no Yahoo! Celebridades.
As chamadas "más línguas" e críticas sempre existiram, principalmente entre os artistas. Com a popularização da internet e das redes sociais, a eterna mania do ser humano de dar sua opinião sobre tudo alcançou novos patamares de popularidade - e de vergonha alheia. Afinal, hoje é mandatório xingar muito no Twitter, Facebook, Youtube, Tumblr ou seja lá qual for sua plataforma social favorita.
Veja a seguir uma pequena lista de artistas e personalidades públicas que não hesitaram em dar seus pitacos (com razão ou não) e sofreram por criticar ou contestar a opinião de um famoso ou a vontade de fanáticos:
Aguinaldo Silva x fãs de Joelma (Calypso)
O novelista Aguinaldo Silva sofreu ameaças de morte após criticar a cantora Joelma, da Banda Calypso, que comparou gays a drogados em uma entrevista à revista Época. "Disse Joelma: 'uso aquelas roupas curtas e rebolo, mas, quando falo de Deus, todo mundo entende'. Isso é que é usar o nome de Deus em vão", escreveu o autor em seu perfil no Twitter. "Aliás, Joelma é a Lady Gaga do Recôncavo: canta mal, dança mal, rebola mal, se veste mal e quando abre a boca... Só fala besteira. Me diz: como é que num mundo tão rico e diversificado como o nosso alguém se sente realizado por ser fã da... Joelma? Pobreza tem limite!", disparou. Após receber várias manifestações de repúdio por parte dos admiradores da cantora, Silva retrucou: "Não é que a Joelma tem fãs? Eles ficaram histéricos por causa da minha opinião sobre a cantora, me ameaçaram até de morte! Ora, vão se catar", escreveu.
Gaby Amarantos x fãs de Joelma
A cantora Gaby Amarantos resolveu fazer uma campanha contra a homofobia em seu perfil no Facebook; a artista publicou uma foto com uma camiseta com os dizeres "Diga Não a Homofobia" . Curiosamente, a imagem foi publicada um dia depois que Joelma causou polêmica na rede social por aconselhar um fã gay a "se converter, virar homem e ter um filho". Joelma e o fã explicaram que tudo não passou de uma brincadeira, mas as manifestações contra a cantora pipocaram na net. Enquanto muitos apoiaram a manifestação de Amarantos, fãs de Joelma disseram que ela estava querendo se promover.
Bruno Mazzeo x Fãs de Luan Santana
O humorista Bruno Mazzeo comprou briga com os fãs de Luan Santana, após escrever no Twitter que o cantor seria a versão vesga do ator Wagner Moura. Em seguida, uma enorme quantidade de fãs deixavam posts contra o humorista no microblog, a maioria contendo xingamentos com erros de português. Mazzeo passou a responder os posts, corrigindo-os. Ele chegou a comentar: "Estou me divertindo com os comentários. os erros de português é que me incomodam um pouco. Mas aí já não é problema meu. É do país". Debochado, finalizou: "Valeu por tantos comments carinhosos sobre minha ida ao Jô. E valeu, talifãs, por estarem me divertindo na solidão do quarto de hotel". Por conta dos comentários acima, as hashtags #BrunoMazzeo e #OrgulhoLuanS chegaram a figurar entre os trending topics mundiais do Twitter.
Rita Lee x fãs de Restart, Justin Bieber e... Luan Santana
Rita Lee é mesmo chegada em polêmica. Em 2011, a cantora postou mensagens no Twitter criticando os fãs de Luan Santana, Restart e Justin Bieber. Simulando um diálogo, a roqueira postou a seguinte mensagem: "Tia, o que faço com minha irmã que só escuta Luan Santana, Restart e Justin Bieber? Matar não é opção. Tranque a menina no congelador". Em seguida, uma chuva de comentários contra e a favor da atitude da roqueira varreu o microblog. Com isso, as hashtags "#Rita Lee" e "#CalaBocaRitaLee" já estavam entre os principais tópicos mundiais do microblog. Reagindo às retaliações, a cantora postou "Raiva é uma loucura momentânea. Para quem tem raiva de mim: Plin! Vire b*!".
Restart x Família Restart
Em 2010, centenas de fãs da banda Restart ficaram frustrados após o cancelamento de uma sessão de autógrafos e pocket show da banda em uma livraria de São Paulo. A assessoria de imprensa da loja afirmou que o evento foi cancelado por medidas de segurança, pois o número de pessoas presentes era muito superior ao previsto pela organização. Alguns jovens passaram a madrugada na fila, faltaram na escola para ver os ídolos de perto e expressaram sua revolta pichando a fachada da livraria. A multidão só abandonou o prédio após muito choro (o que originou o bordão "p* falta de sacanagem") e intervenção da polícia. Muitos fãs ficaram decepcionados e criticaram furiosamente a banda na internet. O Restart publicou um pedido de desculpas em seu, dizendo que ficaram "tristes e decepcionados", apontando que o evento foi cancelado por "falta de segurança e estrutura da loja", pois segundo eles, havia mais de três mil pessoas reunidas no local.
Chris Brown x Rihanna
Em fevereiro de 2009, Chris Brown e Rihanna discutiram após uma festa e o rapper agrediu a cantora com golpes e mordidas, tentou asfixiá-la e empurrá-la para fora de um carro. Com o incidente, o relacionamento dos dois chegou ao fim e uma imagem mostrando o rosto machucado da cantora circulou pela internet. Brown se declarou culpado, pagou uma fiança de US$ 50 mil e foi sentenciado a passar cinco anos em liberdade condicional, frequentar um programa sobre violência doméstica e realizar 180 dias de trabalho comunitário. Mas ele nunca foi perdoado pelos fãs de Rihanna e a mídia em geral; seu álbum "Grafitti" acabou sendo um desastre de vendas e o cantor chegou a culpar até as lojas de boicotarem seu lançamento. A crítica não ajudou muito também, detonando o novo material, que acabou tendo um desempenho muito abaixo do esperado. Após muitas farpas e provocações (tanto por parte de Rihanna quanto dos fãs da cantora), os dois reataram oficialmente o relacionamento no início de 2013.
Felipe Neto x Fiuk
Em 2010, o videologger Felipe Neto provocou os fãs do cantor Fiuk depois de postar um vídeo chamado "Fiukar" no Youtube. No vídeo, Neto critica artistas que aparentemente iludem suas fãs com declarações de amor e carinho em shows. Logicamente, as fãs de Fiuk xingaram muito nas redes e chamaram bastante atenção, a ponto do próprio cantor se pronunciar sobre o vídeo: "Ae, Felipe Neto, você é mto bom cara! Só não mexe com quem tá quieto. É triste ter q falar mal dos outros pra fazer sucesso. Mas ficou engraçado", escreveu Fiuk, antes de deletar o comentário. Felipe Neto retrucou pelo Twitter: "O Fiuk é tão genial que conseguiu usar o mesmo argumento das suas fãs de 11 anos. Exemplo de como lidar com público alvo, a gente vê por ali. Mas relaxa, Fiuk, eu sei q precisei falar mal dos outros pra fazer sucesso. Azar o meu, não nasci com papai famoso". O ídolo teen não deixou por menos e respondeu: "felipeneto q azar. Nem com o papai famoso e nem talentoso. Rsrsrs." Felipe encerrou a discussão com " Talento? Você falou de talento? Desisto mano. Boa sorte ae". Engraçado que tempos depois os dois apareceram juntos em uma propaganda de curso de inglês...
Kanye West x Taylor Swift
No MTV Video Music Awards de 2009, Kanye West não ficou feliz com a vitória de Taylor Swift na categoria "Melhor Vídeo Feminino" pelo clipe de "You Belong With Me". O rapper invadiu o palco e roubou o microfone de Swift enquanto ela agradecia o prêmio para dizer "Taylor, estou feliz por você e vou deixar que você termine, mas Beyoncé fez um dos melhores clipes de todos os tempos". Depois de ser criticado por outros nomes da música pop como Pink, Katy Perry e Kelly Clarkson, West se arrependeu e pediu desculpas publicamente, mas o estrago já estava feito: sua atitude virou meme e motivo de chacota na internet.
As chamadas "más línguas" e críticas sempre existiram, principalmente entre os artistas. Com a popularização da internet e das redes sociais, a eterna mania do ser humano de dar sua opinião sobre tudo alcançou novos patamares de popularidade - e de vergonha alheia. Afinal, hoje é mandatório xingar muito no Twitter, Facebook, Youtube, Tumblr ou seja lá qual for sua plataforma social favorita.
Veja a seguir uma pequena lista de artistas e personalidades públicas que não hesitaram em dar seus pitacos (com razão ou não) e sofreram por criticar ou contestar a opinião de um famoso ou a vontade de fanáticos:
Aguinaldo Silva x fãs de Joelma (Calypso)
O novelista Aguinaldo Silva sofreu ameaças de morte após criticar a cantora Joelma, da Banda Calypso, que comparou gays a drogados em uma entrevista à revista Época. "Disse Joelma: 'uso aquelas roupas curtas e rebolo, mas, quando falo de Deus, todo mundo entende'. Isso é que é usar o nome de Deus em vão", escreveu o autor em seu perfil no Twitter. "Aliás, Joelma é a Lady Gaga do Recôncavo: canta mal, dança mal, rebola mal, se veste mal e quando abre a boca... Só fala besteira. Me diz: como é que num mundo tão rico e diversificado como o nosso alguém se sente realizado por ser fã da... Joelma? Pobreza tem limite!", disparou. Após receber várias manifestações de repúdio por parte dos admiradores da cantora, Silva retrucou: "Não é que a Joelma tem fãs? Eles ficaram histéricos por causa da minha opinião sobre a cantora, me ameaçaram até de morte! Ora, vão se catar", escreveu.
Gaby Amarantos x fãs de Joelma
A cantora Gaby Amarantos resolveu fazer uma campanha contra a homofobia em seu perfil no Facebook; a artista publicou uma foto com uma camiseta com os dizeres "Diga Não a Homofobia" . Curiosamente, a imagem foi publicada um dia depois que Joelma causou polêmica na rede social por aconselhar um fã gay a "se converter, virar homem e ter um filho". Joelma e o fã explicaram que tudo não passou de uma brincadeira, mas as manifestações contra a cantora pipocaram na net. Enquanto muitos apoiaram a manifestação de Amarantos, fãs de Joelma disseram que ela estava querendo se promover.
Bruno Mazzeo x Fãs de Luan Santana
O humorista Bruno Mazzeo comprou briga com os fãs de Luan Santana, após escrever no Twitter que o cantor seria a versão vesga do ator Wagner Moura. Em seguida, uma enorme quantidade de fãs deixavam posts contra o humorista no microblog, a maioria contendo xingamentos com erros de português. Mazzeo passou a responder os posts, corrigindo-os. Ele chegou a comentar: "Estou me divertindo com os comentários. os erros de português é que me incomodam um pouco. Mas aí já não é problema meu. É do país". Debochado, finalizou: "Valeu por tantos comments carinhosos sobre minha ida ao Jô. E valeu, talifãs, por estarem me divertindo na solidão do quarto de hotel". Por conta dos comentários acima, as hashtags #BrunoMazzeo e #OrgulhoLuanS chegaram a figurar entre os trending topics mundiais do Twitter.
Rita Lee x fãs de Restart, Justin Bieber e... Luan Santana
Rita Lee é mesmo chegada em polêmica. Em 2011, a cantora postou mensagens no Twitter criticando os fãs de Luan Santana, Restart e Justin Bieber. Simulando um diálogo, a roqueira postou a seguinte mensagem: "Tia, o que faço com minha irmã que só escuta Luan Santana, Restart e Justin Bieber? Matar não é opção. Tranque a menina no congelador". Em seguida, uma chuva de comentários contra e a favor da atitude da roqueira varreu o microblog. Com isso, as hashtags "#Rita Lee" e "#CalaBocaRitaLee" já estavam entre os principais tópicos mundiais do microblog. Reagindo às retaliações, a cantora postou "Raiva é uma loucura momentânea. Para quem tem raiva de mim: Plin! Vire b*!".
Restart x Família Restart
Em 2010, centenas de fãs da banda Restart ficaram frustrados após o cancelamento de uma sessão de autógrafos e pocket show da banda em uma livraria de São Paulo. A assessoria de imprensa da loja afirmou que o evento foi cancelado por medidas de segurança, pois o número de pessoas presentes era muito superior ao previsto pela organização. Alguns jovens passaram a madrugada na fila, faltaram na escola para ver os ídolos de perto e expressaram sua revolta pichando a fachada da livraria. A multidão só abandonou o prédio após muito choro (o que originou o bordão "p* falta de sacanagem") e intervenção da polícia. Muitos fãs ficaram decepcionados e criticaram furiosamente a banda na internet. O Restart publicou um pedido de desculpas em seu, dizendo que ficaram "tristes e decepcionados", apontando que o evento foi cancelado por "falta de segurança e estrutura da loja", pois segundo eles, havia mais de três mil pessoas reunidas no local.
Chris Brown x Rihanna
Em fevereiro de 2009, Chris Brown e Rihanna discutiram após uma festa e o rapper agrediu a cantora com golpes e mordidas, tentou asfixiá-la e empurrá-la para fora de um carro. Com o incidente, o relacionamento dos dois chegou ao fim e uma imagem mostrando o rosto machucado da cantora circulou pela internet. Brown se declarou culpado, pagou uma fiança de US$ 50 mil e foi sentenciado a passar cinco anos em liberdade condicional, frequentar um programa sobre violência doméstica e realizar 180 dias de trabalho comunitário. Mas ele nunca foi perdoado pelos fãs de Rihanna e a mídia em geral; seu álbum "Grafitti" acabou sendo um desastre de vendas e o cantor chegou a culpar até as lojas de boicotarem seu lançamento. A crítica não ajudou muito também, detonando o novo material, que acabou tendo um desempenho muito abaixo do esperado. Após muitas farpas e provocações (tanto por parte de Rihanna quanto dos fãs da cantora), os dois reataram oficialmente o relacionamento no início de 2013.
Felipe Neto x Fiuk
Em 2010, o videologger Felipe Neto provocou os fãs do cantor Fiuk depois de postar um vídeo chamado "Fiukar" no Youtube. No vídeo, Neto critica artistas que aparentemente iludem suas fãs com declarações de amor e carinho em shows. Logicamente, as fãs de Fiuk xingaram muito nas redes e chamaram bastante atenção, a ponto do próprio cantor se pronunciar sobre o vídeo: "Ae, Felipe Neto, você é mto bom cara! Só não mexe com quem tá quieto. É triste ter q falar mal dos outros pra fazer sucesso. Mas ficou engraçado", escreveu Fiuk, antes de deletar o comentário. Felipe Neto retrucou pelo Twitter: "O Fiuk é tão genial que conseguiu usar o mesmo argumento das suas fãs de 11 anos. Exemplo de como lidar com público alvo, a gente vê por ali. Mas relaxa, Fiuk, eu sei q precisei falar mal dos outros pra fazer sucesso. Azar o meu, não nasci com papai famoso". O ídolo teen não deixou por menos e respondeu: "felipeneto q azar. Nem com o papai famoso e nem talentoso. Rsrsrs." Felipe encerrou a discussão com " Talento? Você falou de talento? Desisto mano. Boa sorte ae". Engraçado que tempos depois os dois apareceram juntos em uma propaganda de curso de inglês...
Kanye West x Taylor Swift
No MTV Video Music Awards de 2009, Kanye West não ficou feliz com a vitória de Taylor Swift na categoria "Melhor Vídeo Feminino" pelo clipe de "You Belong With Me". O rapper invadiu o palco e roubou o microfone de Swift enquanto ela agradecia o prêmio para dizer "Taylor, estou feliz por você e vou deixar que você termine, mas Beyoncé fez um dos melhores clipes de todos os tempos". Depois de ser criticado por outros nomes da música pop como Pink, Katy Perry e Kelly Clarkson, West se arrependeu e pediu desculpas publicamente, mas o estrago já estava feito: sua atitude virou meme e motivo de chacota na internet.
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quarta-feira, 27 de março de 2013
Por onde andam as musas da Banheira do Gugu?
Veja quem são as musas que fizeram parte do imaginário dos espectadores do Domingo Legal
*Matéria originalmente publicada no Yahoo! TV.
Um dos dos quadros mais famosos do "Domingo Legal " - programa apresentado por Gugu Liberato enquanto ainda era do SBT, de 1993 a 2009 -, a Banheira do Gugu era uma competição maliciosa entre equipes de homens e mulheres celebridades e subcelebridades da época. A premissa da prova era simples: em uma banheira com água e espuma, um integrante do grupo tentava pegar dez sabonetes enquanto era impedido por uma modelo trajando um biquini minúsculo.
Contando com uma trilha sonora formada por músicas com refrões bem sugestivos como "relaxa senão não encaixa" ou o simples "uba uba hey", a Banheira do Gugu lançou muitas mulheres ao "estrelato" (leia-se páginas de revistas masculinas), alimentou o imaginário de muito adolescente na puberdade e deu muito o que falar. Justamente por isso, em outubro de 2000, o Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça considerou que a atração não era adequada para as tardes de domingo, por apresentar cenas de "quase nudez". Semanas depois, o Ministério da Justiça liberou o quadro para ser exibido antes das 20h e o SBT voltou a exibi-lo. Mas depois de muita discórdia, em 19 de novembro de 2000 o quadro foi cancelado.
A brincadeira acabou, mas suas musas ficaram. Na sua opinião, qual delas marcou a Banheira do Gugu?
Luiza Ambiel
A precursora da Banheira do Gugu, Luiza Ambiel chegou a brigar com um dos participantes que tentou tirar seu biquini e ficou mais famosa depois de posar nua para as revistas "Playboy", em 1996, e "Sexy", em 1998. Após a banheira, Luiza chegou a participar da terceira edição do reality show "Casa dos Artistas" (também do SBT) em 2002 e hoje investe na carreira de atriz, principalmente em peças de teatro.
Nana Gouvêa
Pois é, Sebastiana Gouvêa Morais - mais conhecida como Nana Gouvêa - já foi musa da Banheira do Gugu. Mãe desde os 17 anos, Nana foi musa do Botafogo, posou nua diversas vezes para as revistas "Sexy" e "Playboy", participou da primeira edição do reality show "Casa dos Artistas" e trabalhou como atriz para algumas produções da Rede Globo. Hoje a modelo mora nos Estados Unidos (onde recentemente protagonizou uma gafe bizarra ao posar para fotos utilizando os destroços do furacão Sandy como cenário) e está estudando inglês.
Solange Gomes
A modelo Solange Gomes ficou apenas oito meses participando da Banheira do Gugu, mas o tempo foi o bastante para ganhar fama e estampar três capas de revistas masculinas e iniciar um rápido relacionamento com o cantor Waguinho (do grupo Os Morenos), do qual nasceu a filha Stephanie. Por conta da gestação, Solange deixou a atração e deu lugar a Helen Ganzarolli. Hoje empresária, Solange voltou a pegar sabonetes na banheira recentemente: quatorze anos após sua "aposentadoria", a morena reviveu a brincadeira em janeiro deste ano na The Week, famosa boate gay de São Paulo.
Helen Ganzarolli
Antes de participar da Banheira do Gugu, Helen passou por vários concursos de beleza: venceu o Miss Turismo São Paulo, Garota Rodeio Brasil, Concurso Panteras, até ser convidada para trabalhar no programa " Sabadão Sertanejo" , apresentado por Gugu Liberato entre 1991 e 2002. O Sabadão acabou servindo de ponte para o "Domingo Legal" e a Banheira, quando substituiu Solange Gomes. Depois de posar nua para a "Playboy" e realizar a cobertura do Carnaval de Salvador pelo SBT, a morena agora participa do quadro Jogo dos Pontinhos, que vai ao ar nas noites de domingo, com apresentação de Silvio Santos.
Fabiana Andrade
A soteropolitana Fabiana apareceu na televisão como a garota que dançava embaixo do chuveiro no programa Sabadão Sertanejo no final dos anos 90 e chegou a namorar Gugu Liberato, mas o romance teria terminado pela desaprovação da mãe do apresentador. Depois de seu auge de popularidade como uma das musas da Banheira do Gugu, a morena fez algumas aparições em programas como "Boa Noite Brasil" e " Sabadaço" , ambos apresentados por Gilberto Barros na Rede Bandeirantes até 2007. Fabiana chegou até a manter um romance com o traficante Lúcio Mauro Carneiro dos Passos (o Biscoito, um dos gerentes do Morro da Mangueira). Atualmente, a beldade é casada com um policial e tem um filho chamado Juan, de outro relacionamento.
*Matéria originalmente publicada no Yahoo! TV.
Um dos dos quadros mais famosos do "Domingo Legal " - programa apresentado por Gugu Liberato enquanto ainda era do SBT, de 1993 a 2009 -, a Banheira do Gugu era uma competição maliciosa entre equipes de homens e mulheres celebridades e subcelebridades da época. A premissa da prova era simples: em uma banheira com água e espuma, um integrante do grupo tentava pegar dez sabonetes enquanto era impedido por uma modelo trajando um biquini minúsculo.
Contando com uma trilha sonora formada por músicas com refrões bem sugestivos como "relaxa senão não encaixa" ou o simples "uba uba hey", a Banheira do Gugu lançou muitas mulheres ao "estrelato" (leia-se páginas de revistas masculinas), alimentou o imaginário de muito adolescente na puberdade e deu muito o que falar. Justamente por isso, em outubro de 2000, o Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça considerou que a atração não era adequada para as tardes de domingo, por apresentar cenas de "quase nudez". Semanas depois, o Ministério da Justiça liberou o quadro para ser exibido antes das 20h e o SBT voltou a exibi-lo. Mas depois de muita discórdia, em 19 de novembro de 2000 o quadro foi cancelado.
A brincadeira acabou, mas suas musas ficaram. Na sua opinião, qual delas marcou a Banheira do Gugu?
Luiza Ambiel
A precursora da Banheira do Gugu, Luiza Ambiel chegou a brigar com um dos participantes que tentou tirar seu biquini e ficou mais famosa depois de posar nua para as revistas "Playboy", em 1996, e "Sexy", em 1998. Após a banheira, Luiza chegou a participar da terceira edição do reality show "Casa dos Artistas" (também do SBT) em 2002 e hoje investe na carreira de atriz, principalmente em peças de teatro.
Nana Gouvêa
Pois é, Sebastiana Gouvêa Morais - mais conhecida como Nana Gouvêa - já foi musa da Banheira do Gugu. Mãe desde os 17 anos, Nana foi musa do Botafogo, posou nua diversas vezes para as revistas "Sexy" e "Playboy", participou da primeira edição do reality show "Casa dos Artistas" e trabalhou como atriz para algumas produções da Rede Globo. Hoje a modelo mora nos Estados Unidos (onde recentemente protagonizou uma gafe bizarra ao posar para fotos utilizando os destroços do furacão Sandy como cenário) e está estudando inglês.
Solange Gomes
A modelo Solange Gomes ficou apenas oito meses participando da Banheira do Gugu, mas o tempo foi o bastante para ganhar fama e estampar três capas de revistas masculinas e iniciar um rápido relacionamento com o cantor Waguinho (do grupo Os Morenos), do qual nasceu a filha Stephanie. Por conta da gestação, Solange deixou a atração e deu lugar a Helen Ganzarolli. Hoje empresária, Solange voltou a pegar sabonetes na banheira recentemente: quatorze anos após sua "aposentadoria", a morena reviveu a brincadeira em janeiro deste ano na The Week, famosa boate gay de São Paulo.
Helen Ganzarolli
Antes de participar da Banheira do Gugu, Helen passou por vários concursos de beleza: venceu o Miss Turismo São Paulo, Garota Rodeio Brasil, Concurso Panteras, até ser convidada para trabalhar no programa " Sabadão Sertanejo" , apresentado por Gugu Liberato entre 1991 e 2002. O Sabadão acabou servindo de ponte para o "Domingo Legal" e a Banheira, quando substituiu Solange Gomes. Depois de posar nua para a "Playboy" e realizar a cobertura do Carnaval de Salvador pelo SBT, a morena agora participa do quadro Jogo dos Pontinhos, que vai ao ar nas noites de domingo, com apresentação de Silvio Santos.
Fabiana Andrade
A soteropolitana Fabiana apareceu na televisão como a garota que dançava embaixo do chuveiro no programa Sabadão Sertanejo no final dos anos 90 e chegou a namorar Gugu Liberato, mas o romance teria terminado pela desaprovação da mãe do apresentador. Depois de seu auge de popularidade como uma das musas da Banheira do Gugu, a morena fez algumas aparições em programas como "Boa Noite Brasil" e " Sabadaço" , ambos apresentados por Gilberto Barros na Rede Bandeirantes até 2007. Fabiana chegou até a manter um romance com o traficante Lúcio Mauro Carneiro dos Passos (o Biscoito, um dos gerentes do Morro da Mangueira). Atualmente, a beldade é casada com um policial e tem um filho chamado Juan, de outro relacionamento.
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sexta-feira, 8 de março de 2013
Dave Grohl presta tributo a paixão analógica em 'Sound City'
*Texto originalmente publicado no Yahoo! TV.
Não é novidade que Dave Grohl assumiu a persona de "cara legal" do rock atual; seja como ex-baterista do Nirvana, líder do Foo Fighters ou músico convidado em dezenas de outros projetos, Grohl é um dos poucos roqueiros que ainda se sobressaem entre vários artistas do pop contemporâneo. Sempre prestando tributos a medalhões como Led Zeppelin e Paul McCartney, Grohl também conquistou o respeito dos velhos fãs de rock clássico. Em mais um capítulo de suas reverências a grandes nomes que o inspiraram, desta vez Grohl resolveu atacar de diretor cinematográfico, com "Sound City".
O filme é um documentário sobre o estúdio de mesmo nome, localizado em Van Nuys, em Los Angeles. O Sound City era um local de gravação desleixado, com móveis e equipamentos de segunda mão, mas que contava com um diferencial: uma mesa de som analógica Neve 8028 - considerada um dos consoles mais completos para gravação e mixagem. Por conta desse equipamento, o Sound City pariu mais de cem discos clássicos de nomes como Neil Young, Fleetwood Mac, Ronnie James Dio, Johnny Cash e Rage Against The Machine, além do próprio Nirvana.
"Sound City" não apresenta nenhuma inovação, pois segue uma linguagem de documentário parecida com a série Classic Albums: bandas contam sobre o processo de gravação de seus discos, mas dando destaque maior a histórias e peculiaridades do estúdio. Sendo um estudioso fã de rock, Grohl soube explorar a emoção dos relatos dos funcionários e artistas que passaram pelo estúdio. Talvez por estar compenetrado em fazer um filme capaz de emocionar aficcionados por música como ele, Grohl deixou um pouco de lado seu lado engraçadinho presente em grande parte dos clipes do Foo Fighters. O único momento mais humorístico fica reservado para quando Rupert Neve (o responsável pela criação da mesa de som 8028) tenta explicar como funciona o equipamento.
Histórico
Ativo como estúdio comercial desde 1969, o Sound City só foi criar fama depois que proporcionou a entrada de Lindsey Buckingham e Stevie Nicks no Fleetwood Mac, em 1975. Após a gravação do disco homônimo do grupo, o estúdio passou a receber grandes nomes como Santana, Grateful Dead, Foreigner, Cheap Trick, Reo Speedwagon e Tom Petty & The Heartbreakers. O documentário passa por essa fase de ouro, com uma fileira interminável de artistas interessados em gravar seus discos durante os anos 80, até aparecer o CD e os avanços tecnológicos para técnicas de gravação. Com isso, o Sound City ficou à mercê da nova onda de gravações digitais e uso de pro-tools, caindo novamente no ostracismo.
Foi justamente nessa época que o Nirvana acabou escolhendo o estúdio para iniciar as gravações de seu segundo álbum, o clássico "Nevermind". Ao falar do álbum, percebe-se a forte ligação sentimental de Grohl com o estúdio e as técnicas de gravação analógicas. "Aqueles 15 ou 16 dias gravando com aquela mesa mudaram totalmente a minha vida." Ao exemplificar a força do som da bateria característico do Sound City, Grohl espertamente incluiu pedaços dele mesmo tocando a bateria de "Smells Like Teen Spirit".
O estúdio encerrou seus serviços em maio de 2011, mas Dave Grohl percebeu que as lembranças do Sound City dariam um belo filme. "Para mim o Sound City representa uma espécie de integridade. É como se fosse uma verdade humana, e com ela você inspira milhões e milhões de fãs e outras pessoas a fazerem a mesma coisa". E essa busca da perfeição pelo elemento humano também é um dos principais temas do filme: durante as sessões de gravação de "Damn the Torpedoes" de Tom Petty & The Heartbreakers, a banda conta que chegou a gravar 150 takes de uma mesma canção para chegar a um resultado satisfatório. Com esse gancho, o filme também se concentra no papel do produtor como um catalisador da criatividade e melhor performance dos músicos durante o processo de criação de um álbum.
Sound City Players
Após uma hora totalmente devotada à história do estúdio, o documentário dá lugar às jams e gravações no 606 (o estúdio de Dave Grohl) com o Sound City Players - um supergrupo que conta com membros do Foo Fighters tocando com Trent Reznor (Nine Inch Nails, How to Destroy Angels), Josh Homme (Queens of the Stone Age, Them Crooked Vultures), Rick Springfield, Stevie Nicks (Fleetwood Mac), Paul McCartney e muitos outros.
Mas a mais marcante destas jams é deixada para o final: o encontro de Paul McCartney com os membros remanescentes do Nirvana - Grohl, Krist Novoselic e Pat Smear. Este é um dos momentos mais reveladores do filme, justamente por mostrar o processo de gravação da faixa inédita "Cut Me Some Slack", com McCartney guiando a direção da composição. Em dado momento da gravação, após registrar os vocais, um Dave Grohl incrédulo por trabalhar com um beatle pergunta: "Por que nem sempre é tão fácil assim?". Paul sorri e responde com um simplório "mas é!"
Sound City recebeu críticas positivas no Rotten Tomatoes: o site de resenhas de cinema relata que 100% dos críticos deram ao filme uma revisão positiva com base em 27 avaliações, com uma pontuação média de 8 estrelas (de 1 a 10). No Metacritic, o filme possui a pontuação de 76 em uma escala de 100 com base em 13 avaliações.
O documentário fez sua estreia em janeiro, no festival de filme de Sundance em Utah (Estados Unidos) e está disponível para download desde 1º de Fevereiro. Tanto o DVD do filme como sua trilha sonora em CD serão lançados no dia 12 de março.
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Top 10 vídeos montagem que misturam músicas diferentes
One Direction cai no axé, Metallica toca sertanejo universitário; veja nossa seleção de vídeos com mash-ups bizarros
*Texto originalmente publicado no Yahoo! Celebridades.
One Direction fazendo pagode axé? Metallica tocando 'Balada Boa (Tche Tcherere Tche Tche)'? Ozzy Osbourne arriscando um cover de Michel Teló? Esses são apenas alguns dos frutos bizarros que a internet e o youtube podem nos proporcionar. O domínio de programas de edição de vídeo e áudio (além de muito tempo livre, é claro) pode acabar gerando um viral poderoso, alcançando um número incrível de compartilhamentos e visualizações de páginas nas redes sociais. Separamos um top 10 dos melhores vídeos que misturam músicas de estilos distintos:
1. One Direction - "Olha a Onda" (Tchakabum)
O sucesso do grupo de pagode axé Tchakabum reapareceu na internet este ano com este video montagem com a boy band do momento, o One Direction. Trabalhado em cima do clipe de Kiss You, a montagem traz momentos hilários como durante a frase "olhou pro seu rostinho, olhou a barriguinha, olhou pro seu pezinho".
2. Lance Armstrong & Oprah Winfrey - "Creep" (Radiohead)
Até uma das histórias mais chocantes do esporte atual virou chacota na internet. Uma entrevista do ex-ciclista Lance Armstrong para a apresentadora americana Oprah Winfrey virou uma versão do primeiro hit do Radiohead, "Creep". Melhor parte: quando Oprah pergunta "what the hell are you doing here?"
3. Metallica - "Balada Boa (Tche Tcherere Tche Tche)" (Gusttavo Lima)
Se esse não é o melhor vídeo de todos os tempos da internet, ao menos deve chegar bem perto de ser. Não bastasse os movimentos do baterista Lars Ulrich sincronizados com o início do hit de Gusttavo Lima, os trejeitos de James Hetfield durante o "Tche Tcherere Tche Tche" e na parte "se você me olhar..." justificam a inclusão do vídeo em nossa lista.
4. Ozzy Osbourne e Metallica - "Fugidinha" (Michel Teló)
"Quem tá afim de dar uma fugidinha aí?", pergunta Ozzy Osbourne antes de puxar o coro do sucesso de Michel Teló, acompanhado pelo Metallica. Quando Ozzy tira o óculos para cantar o refrão "o jeito é dar uma fugidinha com você", pede para a galera cantar junto e solta um "simbora" de braços abertos, o vídeo só transborda carisma.
5. Metallica - "Alô, Hômi de Areia, Entra no Bar" (Aviões do Forró)
Aparentemente, o Metallica é o favorito dos editores amadores de vídeo do youtube. Nesta obra-prima, a banda aparece em um mash-up do clássico "Enter Sandman" com "Alô, Tô No Bar" do Aviões do Forró. Apesar do vídeo não estar muito bem sincronizado com as imagens, a música funciona tão bem que você quase esquece da versão original.
6. Iron Maiden - "Eu quero Tchu, Eu quero Tcha" (João Lucas & Marcelo)
Com certeza muito metaleiro xingou muito quando viu esse vídeo (ou vai xingar agora). Mas não dá pra negar os momentos memoráveis dessa edição: a corridinha do vocalista Bruce Dickinson ao palco para puxar "Eu quero Tchu, Eu quero Tcha", as guitarras solando na hora das sanfonas e a discreta inclusão da dancinha do jogador Neymar nos telões aos lados dos palcos.
7. System of a Down - "Dança do Vampiro" (Asa de Águia)
Apesar do System of a Down ser uma banda extremamente pesada perto do Asa de Águia, o visual tiozinho do vocalista Serj Tankian confere uma certa autenticidade ao vídeo montagem. Tem até dancinha sincronizada na parte do "vai descendo, vai subindo" e "levante a mão, entre no clima, batendo palma na levada do axé".
8. Calypso - "Aces High" (Iron Maiden)
Rebatizada aqui de Apocalypso, a banda de Joelma e Chimbinha "interpreta" um clássico da fase de ouro do Iron Maiden. O vídeo é totalmente verossímil se você comparar as vestimentas espalhafatosas de Joelma com o figurino fantasioso de Bruce Dickinson em 1985.
9. Dio & Exaltasamba - "Holy Diver (Holele Diver)"
"Holy Diver" é um dos clássicos de Ronnie James Dio, um dos mais carismáticos vocalistas do metal. Aqui a música aparece travestida em um sambinha do grupo Exaltasamba. Será que Dio se virou em seu caixão com essa homenagem?
10. Avassaladores - "Brasileirinho Foda"
Desde que surgiu na internet, o grupo de funk Avassaladores virou meme e ganhou várias versões de seu sucesso "Sou Foda". Mas sem dúvida esse mash-up com a tradicional "Brasileirinho" é a melhor de todas. Tente assistir inteiro sem morrer de rir - principalmente depois do final épico.
*Texto originalmente publicado no Yahoo! Celebridades.
One Direction fazendo pagode axé? Metallica tocando 'Balada Boa (Tche Tcherere Tche Tche)'? Ozzy Osbourne arriscando um cover de Michel Teló? Esses são apenas alguns dos frutos bizarros que a internet e o youtube podem nos proporcionar. O domínio de programas de edição de vídeo e áudio (além de muito tempo livre, é claro) pode acabar gerando um viral poderoso, alcançando um número incrível de compartilhamentos e visualizações de páginas nas redes sociais. Separamos um top 10 dos melhores vídeos que misturam músicas de estilos distintos:
1. One Direction - "Olha a Onda" (Tchakabum)
O sucesso do grupo de pagode axé Tchakabum reapareceu na internet este ano com este video montagem com a boy band do momento, o One Direction. Trabalhado em cima do clipe de Kiss You, a montagem traz momentos hilários como durante a frase "olhou pro seu rostinho, olhou a barriguinha, olhou pro seu pezinho".
2. Lance Armstrong & Oprah Winfrey - "Creep" (Radiohead)
Até uma das histórias mais chocantes do esporte atual virou chacota na internet. Uma entrevista do ex-ciclista Lance Armstrong para a apresentadora americana Oprah Winfrey virou uma versão do primeiro hit do Radiohead, "Creep". Melhor parte: quando Oprah pergunta "what the hell are you doing here?"
3. Metallica - "Balada Boa (Tche Tcherere Tche Tche)" (Gusttavo Lima)
Se esse não é o melhor vídeo de todos os tempos da internet, ao menos deve chegar bem perto de ser. Não bastasse os movimentos do baterista Lars Ulrich sincronizados com o início do hit de Gusttavo Lima, os trejeitos de James Hetfield durante o "Tche Tcherere Tche Tche" e na parte "se você me olhar..." justificam a inclusão do vídeo em nossa lista.
4. Ozzy Osbourne e Metallica - "Fugidinha" (Michel Teló)
"Quem tá afim de dar uma fugidinha aí?", pergunta Ozzy Osbourne antes de puxar o coro do sucesso de Michel Teló, acompanhado pelo Metallica. Quando Ozzy tira o óculos para cantar o refrão "o jeito é dar uma fugidinha com você", pede para a galera cantar junto e solta um "simbora" de braços abertos, o vídeo só transborda carisma.
5. Metallica - "Alô, Hômi de Areia, Entra no Bar" (Aviões do Forró)
Aparentemente, o Metallica é o favorito dos editores amadores de vídeo do youtube. Nesta obra-prima, a banda aparece em um mash-up do clássico "Enter Sandman" com "Alô, Tô No Bar" do Aviões do Forró. Apesar do vídeo não estar muito bem sincronizado com as imagens, a música funciona tão bem que você quase esquece da versão original.
6. Iron Maiden - "Eu quero Tchu, Eu quero Tcha" (João Lucas & Marcelo)
Com certeza muito metaleiro xingou muito quando viu esse vídeo (ou vai xingar agora). Mas não dá pra negar os momentos memoráveis dessa edição: a corridinha do vocalista Bruce Dickinson ao palco para puxar "Eu quero Tchu, Eu quero Tcha", as guitarras solando na hora das sanfonas e a discreta inclusão da dancinha do jogador Neymar nos telões aos lados dos palcos.
7. System of a Down - "Dança do Vampiro" (Asa de Águia)
Apesar do System of a Down ser uma banda extremamente pesada perto do Asa de Águia, o visual tiozinho do vocalista Serj Tankian confere uma certa autenticidade ao vídeo montagem. Tem até dancinha sincronizada na parte do "vai descendo, vai subindo" e "levante a mão, entre no clima, batendo palma na levada do axé".
8. Calypso - "Aces High" (Iron Maiden)
Rebatizada aqui de Apocalypso, a banda de Joelma e Chimbinha "interpreta" um clássico da fase de ouro do Iron Maiden. O vídeo é totalmente verossímil se você comparar as vestimentas espalhafatosas de Joelma com o figurino fantasioso de Bruce Dickinson em 1985.
9. Dio & Exaltasamba - "Holy Diver (Holele Diver)"
"Holy Diver" é um dos clássicos de Ronnie James Dio, um dos mais carismáticos vocalistas do metal. Aqui a música aparece travestida em um sambinha do grupo Exaltasamba. Será que Dio se virou em seu caixão com essa homenagem?
10. Avassaladores - "Brasileirinho Foda"
Desde que surgiu na internet, o grupo de funk Avassaladores virou meme e ganhou várias versões de seu sucesso "Sou Foda". Mas sem dúvida esse mash-up com a tradicional "Brasileirinho" é a melhor de todas. Tente assistir inteiro sem morrer de rir - principalmente depois do final épico.
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