Veja nossa seleção de mocinhos, vilões ou coadjuvantes que deixaram sua marca na TV
*Texto originalmente publicado no Yahoo! TV.
Em meio a clichês e tramas repetitivas, as novelas brasileiras deixaram personagens marcantes. Seja pela beleza física, carisma, tiradas engraçadas ou até mesmo pelo número de maldades que cometeram, algumas personagens de novelas brasileiras fizeram tanto sucesso que, não importa quanto tempo passe, serão sempre lembrados pelo telespectador.
Veja abaixo nossa seleção de personagens inesquecíveis. Não concorda com a lista? Esquecemos de algum? Deixe sua opinião nos comentários.
Jorge Tadeu (Fábio Jr.), de 'Pedra Sobre Pedra'
Qual era a história da personagem? Um fotógrafo misterioso que usava seu charme para conquistar a população feminina (incluindo solteiras e casadas) da cidade fictícia Resplendor. Nem seu assassinato pelas mãos da mãe de uma de suas conquistas foi suficiente para apagar o personagem da trama.
O que faz dela inesquecível? Uma boa dose de realismo fantástico ajudou as mulheres seduzidas a reencontrar o fotógrafo após sua morte; enquanto vivo, Jorge Tadeu tinha o costume pouco ortodoxo de urinar nas flores da praça da cidade. Ao perceberem que flores de 'copos de leite' brotavam no túmulo do fotógrafo, suas amantes passaram a comer a planta para receber novas visitas do galã.
Família Matoso (Otávio Augusto, Patrícia Travassos, Flavio Silvino, André Gonçalves), de 'Vamp'
Qual era a história das personagens? Um enorme sucesso na época, Vamp foi a primeira novela brasileira que trazia vampiros em seu enredo. No núcleo dos vilões, o destaque era a cômica família Matoso. O clã de vampiros era liderado por Matoso (Otávio Augusto), Mary Matoso (Patrícia Travassos), Matosão (Flavio Silvino) e o único mortal Matosinho (André Gonçalves).
O que faz delas inesquecíveis? Os Matoso protagonizavam vários momentos impagáveis da novela - grande parte deles por conta do chefe da família, um sanguessuga de sotaque "argentinizado" e que possuía um único dente de vampiro.
Viúva Porcina e Sinhozinho Malta (Regina Duarte e Lima Duarte), de 'Roque Santeiro'
Qual era a história das personagens? Porcina era a viúva farsante do personagem principal, Roque Santeiro (vivido por José Wilker). Sinhozinho Malta fechava um triângulo amoroso que estendeu-se até o último capítulo da novela. No final das contas, Porcina ficou com o fazendeiro brega que se sujeitava a imitar cachorrinho e lamber a mão da amada.
O que faz delas inesquecívels? Além de submeter-se às vontades da tresloucada Porcina, Malta ficou na história ao repetir o bordão 'Tô certo ou tô errado?', enquanto balançava seus braceletes e cordões de ouro.
Dona Armênia (Aracy Balabanian), de 'Rainha da Sucata'
Qual era a história da personagem? Mãe superprotetora de três filhos crescidos (a quem chamava de "minhas filhinhas"), Dona Armênia não era a personagem principal de Rainha da Sucata, mas a interpretação de Aracy Balabanian transformou a simples coadjuvante em uma das figuras mais imitadas da televisão brasileira.
O que faz dela inesquecível? Fora o visual exageradamente colorido e estampado, Dona Armênia tinha um sotaque armeno carregado que sempre causava risadas, especialmente quando dizia que pretendia 'colocar essa prédio na chon'.
Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo), de 'O Bem Amado'
Qual era a história da personagem? Um prefeito corrupto que tem como carro-chefe de sua gestão a construção de um cemitério - até então, quem morria em Sucupira precisava ser enterrado na cidade vizinha. Só que depois que a principal obra fica pronta, ninguém mais morre na cidade.
O que faz dela inesquecível? Em sua obsessão em inaugurar o único cemitério da cidade, Odorico apelou para medidas macabras para concretizar sua promessa, provocando situações cômicas. No final, o político é morto por Zeca Diabo (Lima Duarte) e finalmente inaugura seu cemitério.
Viúva Perpétua (Joana Fomm), de 'Tieta'
Qual era a história da personagem? Irmã da protagonista, Perpétua era a beata moralista que condenava religiosamente a todos na cidade de Santana do Agreste. Mas a vida de Perpétua foi se complicando com a volta da irmã; Tieta acabou desenrolando um romance com seu próprio sobrinho seminarista, Ricardo (Cássio Gabus Mendes), filho de Perpétua.
O que faz dela inesquecível? As discussões de Perpétua com as beatas atrapalhadas Cinira e Amorzinho, além de seu grande segredo guardado em uma caixinha misteriosa...
Tonho da Lua (Marcos Frota), de 'Mulheres de Areia'
Qual era a história da personagem? A interpretação de Marcos Frota na pele do talentoso escultor de areia fez com que a personagem com deficiência mental se tornasse o maior defensor de sua amada Ruthinha e desafeto de Raquel (ambas interpretadas por Glória Pires).
O que faz dela inesquecível? "A Rutinha é boa, a Raquel é má!" virou bordão e piada na época.
Odete Roitman (Beatriz Segall), de 'Vale Tudo'
Qual era a história da personagem? A poderosa empresária Odete Roitman foi uma das vilãs mais marcantes da história do horário nobre.
O que faz dela inesquecível? "Quem matou Odete Roitman?" era a grande questão a ser desvendada na época, que perdurou por 11 capítulos. Para manter o suspense, a resposta foi gravada - em cinco versões diferentes - apenas no dia em que o último capítulo foi exibido, em 6 de janeiro de 1989.
Nazaré Tedesco (Renata Sorrah), de 'Senhora do Destino'
Qual era a história da personagem? Uma pequena lista dos feitos de Nazaré como vilã: roubou uma criança para comprovar uma falsa gravidez e convencer seu amante a abandonar a família e se casar com ela. Depois, traiu e matou o próprio marido, que apenas encabeça a sua lista de assassinatos.
O que faz dela inesquecível? A loira conquistou fãs com muito humor negro, sarcasmo, ironia e uma risada maquiavélica. Demonstrava sua autoestima exacerbada travando vários diálogos com o próprio espelho.
Flora (Patrícia Pillar), de 'A Favorita'
Juma Marruá (Cristiana Oliveira), de 'Pantanal'
Qual era a história da personagem? Juma Marruá foi o papel que revelou Cristiana Oliveira como atriz. Criada como selvagem pela mãe (Cássia Kiss) no Pantanal, Juma cresceu com a lenda de que se transformaria em onça pintada - assim como a mãe. Após engatar um relacionamento com Joventino (Marcos Winter), a moça é exposta a um choque cultural ao se mudar para o Rio de Janeiro e logo foge para sua terra-natal.
O que faz dela inesquecível? A história da bela jovem que vivia como uma selvagem no Pantanal e as dificuldades para se adaptar à realidade de uma metrópole marcou a história da televisão brasileira. A novela foi um grande sucesso, e derrubou a audiência da TV Globo por algum tempo - em parte pela grande quantidade de cenas de nudez em seu enredo.
Tina Pepper (Regina Casé), de 'Cambalacho'
Qual era a história da personagem? Albertina Pimenta, moça suburbana que sonhava em ser rica e famosa, tinha "horror a pobre" e era obcecada pela cantora Tina Turner, motivo pelo qual ela exigia que a chamassem de Tina Pepper. Tina era apaixonada por Aramis, personagem de Paulo Cesar Grande, e para conquistá-lo, usava as orientações do Livro da Salamandra. Mas acabou mesmo com o trambiqueiro Jean Pierre, interpretado por Luiz Fernando Guimarães.
O que faz dela inesquecível? O público adorava Tina Pepper e sua canção "Você me Incendeia" virou sucesso na época, com os seguintes versos: "Te quiero, te quiero/ Te quiero demás/ Você me incendeia/ Seu corpo serpenteia/ E me deixa lou, lou, louca/ Com água na boca/ Não, não, não, não faz assim!/ Foi, foi, foi, foi longe demais!/ Te quiero, te quiero/ Te quiero demás!" Ela consseguiu ir ao programa do Chacrinha para cantar seu hit, mas terminou revelando que não sabia cantar e desmaiou em pleno palco.
Ravengar (Antônio Abujamra), de 'Que Rei Sou Eu?'
Qual era a história da personagem? Ravengar era o bruxo, médico, astrólogo, hipnotizador e conselheiro do Rei e da Rainha do fictício Reino de Avilan. Tipo aterrorizante, Ravengar era responsável por planos maléficos na corte, como a coroação do mendigo Pichot (Tato Gabus Mendes) como rei, como se fosse o verdadeiro filho de Petrus II.
O que faz dela inesquecível? Em uma de suas visões, Ravengar disse que viu um país se tornar um grande exemplo. Perguntado por outro personagem que país seria esse, Ravengar respondeu: "um grande exemplo a de corrupção e vagabundagem. Um país muito rico que seria entregue aos estrangeiros de mãos beijadas aos poucos."
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Top 10 Filmes de Zumbis
Na esteira do sucesso de Walking Dead, veja nossa seleção de filmes sobre o apocalipse zumbi
*Texto originalmente publicado no Yahoo! TV.
Com o sucesso da adaptação de Walking Dead dos quadrinhos para a série de TV, os zumbis estão mais presentes do que nunca na cultura pop. Prova disso é a grande quantidade de filmes com a temática zumbi previstos para estrear este ano: o remake da clássica franquia Uma Noite Alucinante (Evil Dead), Orgulho e Preconceito e Zumbis (a releitura trash do popular romance Orgulho e Preconceito, de Jane Austen), Guerra Mundial Z (com Brad Pitt na pele do repórter Gerry Lane, que pretende entrevistar os sobreviventes da infestação mundial de zumbis enquanto luta pela própria vida), Corpos Quentes (uma espécie de Crepúsculo, só que com um galã zumbi no lugar de um vampiro) e a adaptação da HQ Zombies vs. Robots.
De olho nessa 'zumbização' da sétima arte, listamos abaixo dez filmes considerados indispensáveis para quem ainda não foi perseguido por uma horda de mortos-vivos sedentos por carne humana:
Noite dos Mortos Vivos (Night of the Living Dead, 1968)
Trailer
Elenco: Duane Jones, Judith O'Dea e Karl Hardman.
Enredo: A queda de um satélite na Terra libera uma radiação que 'desperta' os mortos e faz com que eles procurem os vivos como alimento. No meio do caos, um grupo de pessoas procura abrigo em uma casa de fazenda na região rural da Pensilvânia.
O começo de tudo: Filmado em preto e branco e de maneira independente, Noite dos Mortos Vivos não foi o primeiro filme com a temática zumbi, mas a estreia do cineasta George Romero no gênero horror é considerada um marco do segmento e gerou centenas de imitadores. Apesar dos efeitos com sangue falso e maquiagem não serem os melhores do gênero, as cenas de violência e teor apocalíptico criaram muita polêmica para a época. Nada mal para um filme independente realizado com um orçamento de apenas 114 mil dólares.
Madrugada dos Mortos (Dawn of the Dead, 1978)
Trailer
Elenco: David Emge, Ken Foree e Scott H. Reiniger.
Enredo: A sequência em cores de Noite dos Mortos Vivos, mas com novos personagens. Após uma epidemia crescente, o mundo foi invadido por um inexplicável surto no qual os mortos voltam à vida e todos têm que lutar pela própria sobrevivência. O filme foca em grupo de quatro pessoas (dois membros da equipe da SWAT, um repórter e sua namorada) que procuram refúgio em um shopping center de Pittsburgh.
Clássico: o segundo e considerado o melhor filme da série "Living Dead". O filme apresenta uma percepção maior do apocalipse zumbi e seus efeitos na sociedade contemporânea. Em meio a crítica social, cenas de nudez e edição propositalmente tensa, Madrugada dos Mortos é uma obra prima do terror, recheada de boas sacadas que arrancam sustos e risadas dos espectadores. O filme também ganhou um ótimo remake em 2004, dirigido por Zack Snyder (diretor de longas como 300 e Watchmen).
A Volta dos Mortos Vivos (Return of the Living Dead, 1985)
Trailer
Elenco: Clu Gulager, James Karen e Don Calfa.
Enredo: Dois funcionários em um armazém de suprimentos médicos liberam acidentalmente no subsolo do estabelecimento um gás mortal que traz os mortos de volta à vida em Louisville, Kentucky. Enquanto isso, um grupo de adolescentes punks resolve fazer uma festinha em cemitério próximo ao armazém. Lógicamente, a festa se revela uma péssima ideia, com o surgimento de zumbis querendo garantir suas refeições.
Miooolos! Este é o primeiro filme que retrata os zumbis como "comedores de cérebro". Em uma cena, um zumbi feminino é amarrado em uma mesa e interrogado. "Por que vocês comem pessoas?" "Não comemos pessoas. Miolos". "Por que?" "A dor... faz a dor de estar morta ir embora". Não bastasse esse diálogo, o longa também conta com efeitos de animação de Tony Gardner, que também contribuiu no clipe de 'Thriller' (Michael Jackson) e outros filmes, como Uma Noite Alucinante 2 e 3 e Zumbilândia.
Re-Animator: A Hora dos Mortos-vivos (Re-Animator, 1985)
Trailer
Elenco: Jeffrey Combs, Bruce Abbott e Barbara Crampton.
Enredo: Re-Animator conta a história do Dr. Herbert West (Jeffrey Combs), um estudante de medicina que, expulso da Universidade Alemã onde estudava, passa a estudar na Miscatonic University, nos EUA. Sem onde morar, West pede abrigo ao colega Dan Cain (Bruce Abbott) e passa a realizar testes bizarros com um soro para reanimar os mortos.
Trash na medida certa: Baseado livremente em uma história do escritor americano H.P. Lovecraft, o filme tem ênfase no humor negro, mas não deixa de apresentar grandes quantidades de sangue. A interpretação de Jeffrey Combs como o frio e psicopata médico bem parecido com o protagonista de Frankenstein tornou Re-Animator um clássico cult do terror oitentista.
Uma Noite Alucinante 3 (Army of Darkness, 1992)
Trailer
Elenco: Bruce Campbell, Embeth Davidtz e Marcus Gilbert
Enredo: No capítulo final da célebre franquia Evil Dead, o anti-herói Ash (Bruce Campbell) é sugado por um vórtice e jogado nos primórdios da Era Medieval, onde terá que encontrar o Livro dos Mortos, único artefato que tem o poder de enviar Ash de volta para sua época. Mas não sem antes enfrentar um exército de demônios e mortos-vivos.
"Bom ou mau... Eu sou o homem com a arma": Apesar de quase abandonar de vez o terror e ir mais para o humor negro, o filme ainda é tão bom quanto os anteriores. Bruce Campbell brilha aqui ainda mais que em Uma Noite Alucinante 2, ao conseguir usar uma atuação canastrona e caricata a favor de um personagem debochado em uma situação absurda de modo intenso e divertido. Dirigido por Sam Raimi (que também dirigiu as três partes da primeira franquia de filmes do Homem-Aranha).
Extermínio (28 Days Later, 2002)
Trailer
Elenco: Cillian Murphy, Naomie Harris, Christopher Eccleston e Alex Palmer.
Enredo: Ativistas pelos direito dos animais invadem um laboratório com o intuito de libertar chimpanzés que passam por experimentos com um vírus que causa uma raiva insana. Logicamente, tudo dá errado e Jim (Cillian Murphy), acorda na cama do hospital (lembrou de The Walking Dead?) e encontra a cidade de Londres vazia e devastada pelo vírus altamente contagioso.
Zumbis turbinados: Neste filme dirigido por Danny Boyle (o mesmo de Trainspotting e Quem Quer Ser Um Milionário?), em vez de zumbis lerdos e maltrapilhos, a ameaça são seres humanos infectados que correm loucamente atrás de suas vítimas. Embora o filme tenha um baixo orçamento de 5 milhões de libras, surpreendeu a todos com enredo e zumbis aterrorizantes. Sucesso de bilheteria, o filme arrecadou 10 vezes mais, cerca de U$ 83 milhões.
Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead, 2004)
Trailer
Elenco: Simon Pegg, Nick Frost e Kate Ashfield.
Enredo: Shaun (Simon Pegg) é um cara sem grandes ambições na vida e que acabou de perder a namorada (Kate Ashfield) por não ser muito enérgico e meio tedioso. Mas tudo muda quando Shaun se vê repentinamente obrigado a liderar um grupo de desesperados sobreviventes, fugindo de um aterrorizador bando de mortos-vivos que tomaram Londres. Em meio ao caos, Shaun tem que resgatar sua mãe, reconquistar sua namorada e tomar umas cervejas geladas em um pub com seu amigo preguiçoso Ed (Nick Frost).
"Por que ainda está tocando Queen?" Um dos melhores filmes de comédia-zumbi, contém cenas hilárias, como a tentativa de matar uma morta-viva com discos de vinil e "Don't Stop Me Now" do Queen sendo tocada no último volume da jukebox enquanto Shaun e seus amigos tentam se defender das investidas dos inimigos.
REC (REC, 2007)
Trailer
Elenco: Manuela Velasco, Ferran Terraza, Jorge-Yamam Serrano e Pablo Rosso.
Enredo: O filme mostra a repórter Ângela Vidal (Manuela Velasco), que juntamente com seu câmera Pablo (Pablo Rosso), segue um grupo de bombeiros de madrugada, para mostrar a rotina do batalhão. Subitamente os bombeiros são chamados para uma emergência, e Ângela e Pablo os acompanham na ocorrência. No local, encontram moradores apavorados com a velha senhora que mora sozinha no andar superior e está gritando e atacando os vizinhos. Os bombeiros entram no apartamento, seguidos pelos repórteres. Mas o que era uma situação de rotina torna-se uma escalada de medo e terror.
TENSO: Um dos filmes mais notáveis do cinema espanhol, REC foi refilmado dois anos depois pelos americanos (sob o título de Quarentena), mas não fez o mesmo sucesso do original. REC se distingue por não ter apenas o apelo de uma infecção viral, mas intersecções demoníacas e diabólicas. O estilo found footage (na qual simula uma gravação real de câmera amadora) permite um clima tenso, sombrio e cheio de sustos. Os últimos quinze minutos de filme são os melhores, com um nível de suspense que prende facilmente o telespectador.
Zumbilândia (Zombieland, 2009)
Trailer
Elenco: Jesse Eisenberg, Emma Stone, Woody Harrelson e Abigail Breslin.
Enredo: Uma variação do vírus da vaca louca está transformando todos em zumbis e Columbus (Jesse Eisenberg), um estudante tímido e nerd foge da universidade no Texas rumo a sua cidade natal para ter certeza que seus pais estão vivos. Em sua jornada, Columbus encontra o caçador de zumbis Tallahassee (Woody Harrelson), as irmãs Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin), além do grande Bill Murray (sim, interpretando ele mesmo).
Guia de Sobrevivência Contra Zumbis: Zumbilândia já vale pelos créditos iniciais, quando Columbus lista seus 30 mandamentos que garantiram sua sobrevivência durante o apocalipse zumbi. Recebeu 90% de aprovação no site Rotten Tomatoes especializado em críticas de filmes, sem falar que arrecadou, desde seu lançamento em 2009, 102 milhões em bilheteria.
Zumbis na Neve (Dead Snow, 2009)
Trailer
Elenco: Jeppe Laursen, Charlotte Frogner e Jenny Skavlan.
Enredo: Estudantes de medicina saem de férias para praticar esqui em uma estação isolada pela neve. No local, o grupo encontra um velho que conta uma história de horror sobre nazistas. Ao encontrar um baú cheio de ouro, os jovens inadvertidamente erguem um exército de zumbis nazistas que morreu ali.
Nazi zombies? Apesar do tema sobre "jovens em uma cabana afastada" ser um velho clichê, os próprios vilões do filme dão uma certa originalidade (e nonsense) à produção. O diretor soube equilibrar muito bem cenas sangrentas de mortes e desmembramentos com boas doses de humor. Se você está procurando um filme divertido, Zumbis na Neve não vai lhe decepcionar.
*Texto originalmente publicado no Yahoo! TV.
Com o sucesso da adaptação de Walking Dead dos quadrinhos para a série de TV, os zumbis estão mais presentes do que nunca na cultura pop. Prova disso é a grande quantidade de filmes com a temática zumbi previstos para estrear este ano: o remake da clássica franquia Uma Noite Alucinante (Evil Dead), Orgulho e Preconceito e Zumbis (a releitura trash do popular romance Orgulho e Preconceito, de Jane Austen), Guerra Mundial Z (com Brad Pitt na pele do repórter Gerry Lane, que pretende entrevistar os sobreviventes da infestação mundial de zumbis enquanto luta pela própria vida), Corpos Quentes (uma espécie de Crepúsculo, só que com um galã zumbi no lugar de um vampiro) e a adaptação da HQ Zombies vs. Robots.
De olho nessa 'zumbização' da sétima arte, listamos abaixo dez filmes considerados indispensáveis para quem ainda não foi perseguido por uma horda de mortos-vivos sedentos por carne humana:
Noite dos Mortos Vivos (Night of the Living Dead, 1968)
Trailer
Elenco: Duane Jones, Judith O'Dea e Karl Hardman.
Enredo: A queda de um satélite na Terra libera uma radiação que 'desperta' os mortos e faz com que eles procurem os vivos como alimento. No meio do caos, um grupo de pessoas procura abrigo em uma casa de fazenda na região rural da Pensilvânia.
O começo de tudo: Filmado em preto e branco e de maneira independente, Noite dos Mortos Vivos não foi o primeiro filme com a temática zumbi, mas a estreia do cineasta George Romero no gênero horror é considerada um marco do segmento e gerou centenas de imitadores. Apesar dos efeitos com sangue falso e maquiagem não serem os melhores do gênero, as cenas de violência e teor apocalíptico criaram muita polêmica para a época. Nada mal para um filme independente realizado com um orçamento de apenas 114 mil dólares.
Madrugada dos Mortos (Dawn of the Dead, 1978)
Trailer
Elenco: David Emge, Ken Foree e Scott H. Reiniger.
Enredo: A sequência em cores de Noite dos Mortos Vivos, mas com novos personagens. Após uma epidemia crescente, o mundo foi invadido por um inexplicável surto no qual os mortos voltam à vida e todos têm que lutar pela própria sobrevivência. O filme foca em grupo de quatro pessoas (dois membros da equipe da SWAT, um repórter e sua namorada) que procuram refúgio em um shopping center de Pittsburgh.
Clássico: o segundo e considerado o melhor filme da série "Living Dead". O filme apresenta uma percepção maior do apocalipse zumbi e seus efeitos na sociedade contemporânea. Em meio a crítica social, cenas de nudez e edição propositalmente tensa, Madrugada dos Mortos é uma obra prima do terror, recheada de boas sacadas que arrancam sustos e risadas dos espectadores. O filme também ganhou um ótimo remake em 2004, dirigido por Zack Snyder (diretor de longas como 300 e Watchmen).
A Volta dos Mortos Vivos (Return of the Living Dead, 1985)
Trailer
Elenco: Clu Gulager, James Karen e Don Calfa.
Enredo: Dois funcionários em um armazém de suprimentos médicos liberam acidentalmente no subsolo do estabelecimento um gás mortal que traz os mortos de volta à vida em Louisville, Kentucky. Enquanto isso, um grupo de adolescentes punks resolve fazer uma festinha em cemitério próximo ao armazém. Lógicamente, a festa se revela uma péssima ideia, com o surgimento de zumbis querendo garantir suas refeições.
Miooolos! Este é o primeiro filme que retrata os zumbis como "comedores de cérebro". Em uma cena, um zumbi feminino é amarrado em uma mesa e interrogado. "Por que vocês comem pessoas?" "Não comemos pessoas. Miolos". "Por que?" "A dor... faz a dor de estar morta ir embora". Não bastasse esse diálogo, o longa também conta com efeitos de animação de Tony Gardner, que também contribuiu no clipe de 'Thriller' (Michael Jackson) e outros filmes, como Uma Noite Alucinante 2 e 3 e Zumbilândia.
Re-Animator: A Hora dos Mortos-vivos (Re-Animator, 1985)
Trailer
Elenco: Jeffrey Combs, Bruce Abbott e Barbara Crampton.
Enredo: Re-Animator conta a história do Dr. Herbert West (Jeffrey Combs), um estudante de medicina que, expulso da Universidade Alemã onde estudava, passa a estudar na Miscatonic University, nos EUA. Sem onde morar, West pede abrigo ao colega Dan Cain (Bruce Abbott) e passa a realizar testes bizarros com um soro para reanimar os mortos.
Trash na medida certa: Baseado livremente em uma história do escritor americano H.P. Lovecraft, o filme tem ênfase no humor negro, mas não deixa de apresentar grandes quantidades de sangue. A interpretação de Jeffrey Combs como o frio e psicopata médico bem parecido com o protagonista de Frankenstein tornou Re-Animator um clássico cult do terror oitentista.
Uma Noite Alucinante 3 (Army of Darkness, 1992)
Trailer
Elenco: Bruce Campbell, Embeth Davidtz e Marcus Gilbert
Enredo: No capítulo final da célebre franquia Evil Dead, o anti-herói Ash (Bruce Campbell) é sugado por um vórtice e jogado nos primórdios da Era Medieval, onde terá que encontrar o Livro dos Mortos, único artefato que tem o poder de enviar Ash de volta para sua época. Mas não sem antes enfrentar um exército de demônios e mortos-vivos.
"Bom ou mau... Eu sou o homem com a arma": Apesar de quase abandonar de vez o terror e ir mais para o humor negro, o filme ainda é tão bom quanto os anteriores. Bruce Campbell brilha aqui ainda mais que em Uma Noite Alucinante 2, ao conseguir usar uma atuação canastrona e caricata a favor de um personagem debochado em uma situação absurda de modo intenso e divertido. Dirigido por Sam Raimi (que também dirigiu as três partes da primeira franquia de filmes do Homem-Aranha).
Extermínio (28 Days Later, 2002)
Trailer
Elenco: Cillian Murphy, Naomie Harris, Christopher Eccleston e Alex Palmer.
Enredo: Ativistas pelos direito dos animais invadem um laboratório com o intuito de libertar chimpanzés que passam por experimentos com um vírus que causa uma raiva insana. Logicamente, tudo dá errado e Jim (Cillian Murphy), acorda na cama do hospital (lembrou de The Walking Dead?) e encontra a cidade de Londres vazia e devastada pelo vírus altamente contagioso.
Zumbis turbinados: Neste filme dirigido por Danny Boyle (o mesmo de Trainspotting e Quem Quer Ser Um Milionário?), em vez de zumbis lerdos e maltrapilhos, a ameaça são seres humanos infectados que correm loucamente atrás de suas vítimas. Embora o filme tenha um baixo orçamento de 5 milhões de libras, surpreendeu a todos com enredo e zumbis aterrorizantes. Sucesso de bilheteria, o filme arrecadou 10 vezes mais, cerca de U$ 83 milhões.
Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead, 2004)
Trailer
Elenco: Simon Pegg, Nick Frost e Kate Ashfield.
Enredo: Shaun (Simon Pegg) é um cara sem grandes ambições na vida e que acabou de perder a namorada (Kate Ashfield) por não ser muito enérgico e meio tedioso. Mas tudo muda quando Shaun se vê repentinamente obrigado a liderar um grupo de desesperados sobreviventes, fugindo de um aterrorizador bando de mortos-vivos que tomaram Londres. Em meio ao caos, Shaun tem que resgatar sua mãe, reconquistar sua namorada e tomar umas cervejas geladas em um pub com seu amigo preguiçoso Ed (Nick Frost).
"Por que ainda está tocando Queen?" Um dos melhores filmes de comédia-zumbi, contém cenas hilárias, como a tentativa de matar uma morta-viva com discos de vinil e "Don't Stop Me Now" do Queen sendo tocada no último volume da jukebox enquanto Shaun e seus amigos tentam se defender das investidas dos inimigos.
REC (REC, 2007)
Trailer
Elenco: Manuela Velasco, Ferran Terraza, Jorge-Yamam Serrano e Pablo Rosso.
Enredo: O filme mostra a repórter Ângela Vidal (Manuela Velasco), que juntamente com seu câmera Pablo (Pablo Rosso), segue um grupo de bombeiros de madrugada, para mostrar a rotina do batalhão. Subitamente os bombeiros são chamados para uma emergência, e Ângela e Pablo os acompanham na ocorrência. No local, encontram moradores apavorados com a velha senhora que mora sozinha no andar superior e está gritando e atacando os vizinhos. Os bombeiros entram no apartamento, seguidos pelos repórteres. Mas o que era uma situação de rotina torna-se uma escalada de medo e terror.
TENSO: Um dos filmes mais notáveis do cinema espanhol, REC foi refilmado dois anos depois pelos americanos (sob o título de Quarentena), mas não fez o mesmo sucesso do original. REC se distingue por não ter apenas o apelo de uma infecção viral, mas intersecções demoníacas e diabólicas. O estilo found footage (na qual simula uma gravação real de câmera amadora) permite um clima tenso, sombrio e cheio de sustos. Os últimos quinze minutos de filme são os melhores, com um nível de suspense que prende facilmente o telespectador.
Zumbilândia (Zombieland, 2009)
Trailer
Elenco: Jesse Eisenberg, Emma Stone, Woody Harrelson e Abigail Breslin.
Enredo: Uma variação do vírus da vaca louca está transformando todos em zumbis e Columbus (Jesse Eisenberg), um estudante tímido e nerd foge da universidade no Texas rumo a sua cidade natal para ter certeza que seus pais estão vivos. Em sua jornada, Columbus encontra o caçador de zumbis Tallahassee (Woody Harrelson), as irmãs Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin), além do grande Bill Murray (sim, interpretando ele mesmo).
Guia de Sobrevivência Contra Zumbis: Zumbilândia já vale pelos créditos iniciais, quando Columbus lista seus 30 mandamentos que garantiram sua sobrevivência durante o apocalipse zumbi. Recebeu 90% de aprovação no site Rotten Tomatoes especializado em críticas de filmes, sem falar que arrecadou, desde seu lançamento em 2009, 102 milhões em bilheteria.
Zumbis na Neve (Dead Snow, 2009)
Trailer
Elenco: Jeppe Laursen, Charlotte Frogner e Jenny Skavlan.
Enredo: Estudantes de medicina saem de férias para praticar esqui em uma estação isolada pela neve. No local, o grupo encontra um velho que conta uma história de horror sobre nazistas. Ao encontrar um baú cheio de ouro, os jovens inadvertidamente erguem um exército de zumbis nazistas que morreu ali.
Nazi zombies? Apesar do tema sobre "jovens em uma cabana afastada" ser um velho clichê, os próprios vilões do filme dão uma certa originalidade (e nonsense) à produção. O diretor soube equilibrar muito bem cenas sangrentas de mortes e desmembramentos com boas doses de humor. Se você está procurando um filme divertido, Zumbis na Neve não vai lhe decepcionar.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Especiais de fim de ano da TV que ninguém aguenta mais
Veja nossa lista de programas que podem fazer você desligar a TV em dezembro
*Texto originalmente publicado no Yahoo! TV.
Final de ano na TV é sempre igual: os artistas e as emissoras insistindo nas mesmas fórmulas e formatos para especiais de Natal e Ano Novo. Não seria exagero dizer que mal daria para perceber a diferença se as imagens de atrações de anos anteriores fossem recuperadas e transmitidas no ano presente. Por exemplo, para um especial de Natal, a receita é simples: basta pegar o Papai Noel e toda sua mitologia associada, escrever um enredo com os personagens tentando salvar o Natal e apresentar uma moral que represente o verdadeiro significado do dia 25 de dezembro. Não é tão difícil, certo?
De olho nessa e outras receitas bem óbvias relacionadas ao espírito natalino ou reveillon , fizemos um levantamento de alguns dos especiais de final de ano da televisão brasileira que ninguém aguenta mais. Veja abaixo:
Vinheta de Ano Novo - Rede Globo
No ar desde 1971
A tradicional vinheta que a Rede Globo lança todos os finais de ano com a música " Um Novo Tempo " (Hoje a festa é sua / Hoje a festa é nossa / É de quem quiser / Quem vier), composta por Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e Nelson Motta para saudar a entrada do Ano Novo. Nela são reunidos parte do elenco da emissora, com os atores, jornalistas, apresentadores e também outros profissionais.
Já foi bom?
É até contraditório que uma canção que comece com as frases "Hoje é um novo dia / de um novo tempo que começou" seja repetida há mais de 40 anos pela emissora. Pelo visto, a tal 'renovação' não chegou até o departamento responsável pelas vinhetas. Até o rival SBT arriscou este ano, ao apresentar uma versão similar ao hit "Gangnam Style" e colocar a menina-fantasma da pegadinha do elevador do Programa Silvio Santos.
Roberto Carlos - Rede Globo
No ar desde 1974
Segundo o site da emissora, o especial "Roberto Carlos - Reflexões" foi gravado no Rio de Janeiro, com o intuito de fazer uma homenagem à cidade que o acolheu, combinando clássicos com músicas e arranjos atuais. O programa levará ao palco uma mistura de ritmos como samba, funk, pagode e rap na batida do DJ Memê e nas vozes de Arlindo Cruz, Seu Jorge, Michel Teló, as Empreguetes Cida (Isabelle Drummond), Rosário (Leandra Leal), Penha (Tais Araújo), além de Chayene (Cláudia Abreu) e Socorro (Titina Medeiros).
Já foi bom?
Ok, é o Rei, o artista solo com mais álbuns vendidos na história do Brasil, então se alguém um dia perguntasse se algum cantor nacional merece ter um programa na TV, Roberto Carlos poderia responder com toda razão "esse cara sou eu". Mas será mesmo que dá para fazer um especial há 38 anos sem cair na mesmice? A resposta é: não. Mesmo que o programa tente variar no repertório com convidados e apresentar composições novas como "Furdúncio", inevitavelmente o que vai ficar será o clichê romântico de canções como "Detalhes", "Como É Grande O Meu Amor Por Você" e "Jesus Cristo" - que a propósito, vem bem a calhar em um especial de Natal.
Xuxa Especial de Natal - Rede Globo
No ar desde 1996
Segundo a Globo, o TV Xuxa especial de Natal trará as mensagens de amor e esperança dos padres Marcelo e Fábio de Mello. No palco, o grupo Roupa Nova anima a festa enquanto, no telão, artistas dedicam suas mensagens de Natal ao público do programa.
Já foi bom?
Se você já foi criança, sim. Mas os meninos e meninas de hoje em dia certamente não têm o mesmo interesse na Rainha dos Baixinhos - grande parte porque a TV rivaliza com a internet pela atenção da criançada. E outra: o Roupa Nova não é exatamente um grupo com grande apelo para espectadores com menos de 30 anos.
A Praça é Nossa - SBT
No ar desde 1987
O programa faz parte da grade de programas do SBT desde meados dos anos 80, mas estreou na televisão em 1957 no canal TV Paulista sob o nome A Praça da Alegria. Nas décadas seguintes passou pela TV Record e TV Rio, Rede Globo e Rede Bandeirantes. Em clima natalino, o canal exibe o especial de Natal na quinta-feira, 20 de dezembro. Com o humor e irreverência característicos, os personagens do programa fazem esquetes e brincadeiras que fazem alusão ao clima festivo de fim de ano.
Já foi bom?
A Praça já revelou humoristas como Ronald Golias, Maria Tereza e o ator Jorge Lafond, que eternizou a personagem Vera Verão. Outros nomes ilustres ainda continuam no programa, como Moacyr Franco, Canarinho, Carlos Koppa e Jorge Loredo. Mas sua fórmula já está gasta há tempos e seu humor simples já virou motivo de chacota. Não estranhe se você contar alguma piada ruim e ouvir na sequência a música tema ("a mesma praça / o mesmo banco...").
Corrida de São Silvestre - Rede Globo
Realizada desde 1925
OK, não é um programa de TV com enredo natalino, mas a transmissão da prova pela Rede Globo já está enraizada na programação de véspera de Ano Novo. É a mais famosa corrida de rua no Brasil, realizada em São Paulo sempre em 31 de dezembro, dia de São Silvestre (data de morte do Papa da Igreja Católica). Ao contrário de outros eventos desportivos tão ou mais antigos, a Corrida de São Silvestre nunca deixou de ser realizada, nem mesmo durante a Segunda Guerra Mundial. Ela somente foi liberada a participação de estrangeiros em 1945, mas apenas para corredores convidados de países da América do Sul. Por conta do sucesso, os organizadores liberaram a participação de corredores de todo o mundo a partir de 1947.
Já foi bom?
Se você realmente gosta de acompanhar esportes pela TV, sempre será. Mas se você pretende assistir a 88° edição da corrida somente para torcer pelo Brasil, pode não ser um programa muito interessante. Desde que o queniano Simon Chemwoyo ganhou sua primeira São Silvestre em 1992 e repetiu a façanha em 1993, a prova ficou bem previsível, com corredores do continente africano apontados como favoritos. Só Paul Tergat (também queniano) levou o título mais cinco vezes (em 1995, 1996, 1998, 1999 e 2000), dando poucas chances de vitória para outras nações. Atualmente, o Quênia é o país que conta com maior número de vitórias desde 1945 - 12 campeões contra 11 do Brasil, 6 da Colômbia e 5 da Bélgica.
Show da Virada - Rede Globo
Realizado desde 1998
O Show da Virada é a festa de final de ano promovida pela Globo para ser exibida no dia 31 de dezembro, enquanto acontece a virada para o Ano Novo. Gravado no dia 27 de novembro, no Credicard Hall (São Paulo), o programa pretende dar as boas-vindas ao ano que chega prestando um tributo ao Rio de Janeiro, à festa e à diversão com shows de Claudia Leitte, Zezé di Camargo & Luciano, Skank, Paula Fernandes, Gusttavo Lima, Jorge & Matheus, Leonardo, Belo, Aviões do Forró, Sorriso Maroto, Thiaguinho, Latino, Péricles, Banda Eva, Chiclete Com Banana, Zeca Pagodinho, Raça Negra, MC Coringa, entre outros.
Já foi bom?
Se considerarmos que o Show da Virada entrou no lugar do já mala Reveillon do Faustão (1991-1997), sim. Mas será que alguém realmente faz questão de ver um programa que simula ser ao vivo (porém gravado com um mês de antecedência), com shows de artistas cantando (em playback, claro) os mesmos sucessos que você já ouviu tantas vezes no rádio ao longo do ano? Com certeza é melhor encontrar os amigos e a família pra ver os fogos longe da TV.
*Texto originalmente publicado no Yahoo! TV.
Final de ano na TV é sempre igual: os artistas e as emissoras insistindo nas mesmas fórmulas e formatos para especiais de Natal e Ano Novo. Não seria exagero dizer que mal daria para perceber a diferença se as imagens de atrações de anos anteriores fossem recuperadas e transmitidas no ano presente. Por exemplo, para um especial de Natal, a receita é simples: basta pegar o Papai Noel e toda sua mitologia associada, escrever um enredo com os personagens tentando salvar o Natal e apresentar uma moral que represente o verdadeiro significado do dia 25 de dezembro. Não é tão difícil, certo?
De olho nessa e outras receitas bem óbvias relacionadas ao espírito natalino ou reveillon , fizemos um levantamento de alguns dos especiais de final de ano da televisão brasileira que ninguém aguenta mais. Veja abaixo:
Vinheta de Ano Novo - Rede Globo
No ar desde 1971
A tradicional vinheta que a Rede Globo lança todos os finais de ano com a música " Um Novo Tempo " (Hoje a festa é sua / Hoje a festa é nossa / É de quem quiser / Quem vier), composta por Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e Nelson Motta para saudar a entrada do Ano Novo. Nela são reunidos parte do elenco da emissora, com os atores, jornalistas, apresentadores e também outros profissionais.
Já foi bom?
É até contraditório que uma canção que comece com as frases "Hoje é um novo dia / de um novo tempo que começou" seja repetida há mais de 40 anos pela emissora. Pelo visto, a tal 'renovação' não chegou até o departamento responsável pelas vinhetas. Até o rival SBT arriscou este ano, ao apresentar uma versão similar ao hit "Gangnam Style" e colocar a menina-fantasma da pegadinha do elevador do Programa Silvio Santos.
Roberto Carlos - Rede Globo
No ar desde 1974
Segundo o site da emissora, o especial "Roberto Carlos - Reflexões" foi gravado no Rio de Janeiro, com o intuito de fazer uma homenagem à cidade que o acolheu, combinando clássicos com músicas e arranjos atuais. O programa levará ao palco uma mistura de ritmos como samba, funk, pagode e rap na batida do DJ Memê e nas vozes de Arlindo Cruz, Seu Jorge, Michel Teló, as Empreguetes Cida (Isabelle Drummond), Rosário (Leandra Leal), Penha (Tais Araújo), além de Chayene (Cláudia Abreu) e Socorro (Titina Medeiros).
Já foi bom?
Ok, é o Rei, o artista solo com mais álbuns vendidos na história do Brasil, então se alguém um dia perguntasse se algum cantor nacional merece ter um programa na TV, Roberto Carlos poderia responder com toda razão "esse cara sou eu". Mas será mesmo que dá para fazer um especial há 38 anos sem cair na mesmice? A resposta é: não. Mesmo que o programa tente variar no repertório com convidados e apresentar composições novas como "Furdúncio", inevitavelmente o que vai ficar será o clichê romântico de canções como "Detalhes", "Como É Grande O Meu Amor Por Você" e "Jesus Cristo" - que a propósito, vem bem a calhar em um especial de Natal.
Xuxa Especial de Natal - Rede Globo
No ar desde 1996
Segundo a Globo, o TV Xuxa especial de Natal trará as mensagens de amor e esperança dos padres Marcelo e Fábio de Mello. No palco, o grupo Roupa Nova anima a festa enquanto, no telão, artistas dedicam suas mensagens de Natal ao público do programa.
Já foi bom?
Se você já foi criança, sim. Mas os meninos e meninas de hoje em dia certamente não têm o mesmo interesse na Rainha dos Baixinhos - grande parte porque a TV rivaliza com a internet pela atenção da criançada. E outra: o Roupa Nova não é exatamente um grupo com grande apelo para espectadores com menos de 30 anos.
A Praça é Nossa - SBT
No ar desde 1987
O programa faz parte da grade de programas do SBT desde meados dos anos 80, mas estreou na televisão em 1957 no canal TV Paulista sob o nome A Praça da Alegria. Nas décadas seguintes passou pela TV Record e TV Rio, Rede Globo e Rede Bandeirantes. Em clima natalino, o canal exibe o especial de Natal na quinta-feira, 20 de dezembro. Com o humor e irreverência característicos, os personagens do programa fazem esquetes e brincadeiras que fazem alusão ao clima festivo de fim de ano.
Já foi bom?
A Praça já revelou humoristas como Ronald Golias, Maria Tereza e o ator Jorge Lafond, que eternizou a personagem Vera Verão. Outros nomes ilustres ainda continuam no programa, como Moacyr Franco, Canarinho, Carlos Koppa e Jorge Loredo. Mas sua fórmula já está gasta há tempos e seu humor simples já virou motivo de chacota. Não estranhe se você contar alguma piada ruim e ouvir na sequência a música tema ("a mesma praça / o mesmo banco...").
Corrida de São Silvestre - Rede Globo
Realizada desde 1925
OK, não é um programa de TV com enredo natalino, mas a transmissão da prova pela Rede Globo já está enraizada na programação de véspera de Ano Novo. É a mais famosa corrida de rua no Brasil, realizada em São Paulo sempre em 31 de dezembro, dia de São Silvestre (data de morte do Papa da Igreja Católica). Ao contrário de outros eventos desportivos tão ou mais antigos, a Corrida de São Silvestre nunca deixou de ser realizada, nem mesmo durante a Segunda Guerra Mundial. Ela somente foi liberada a participação de estrangeiros em 1945, mas apenas para corredores convidados de países da América do Sul. Por conta do sucesso, os organizadores liberaram a participação de corredores de todo o mundo a partir de 1947.
Já foi bom?
Se você realmente gosta de acompanhar esportes pela TV, sempre será. Mas se você pretende assistir a 88° edição da corrida somente para torcer pelo Brasil, pode não ser um programa muito interessante. Desde que o queniano Simon Chemwoyo ganhou sua primeira São Silvestre em 1992 e repetiu a façanha em 1993, a prova ficou bem previsível, com corredores do continente africano apontados como favoritos. Só Paul Tergat (também queniano) levou o título mais cinco vezes (em 1995, 1996, 1998, 1999 e 2000), dando poucas chances de vitória para outras nações. Atualmente, o Quênia é o país que conta com maior número de vitórias desde 1945 - 12 campeões contra 11 do Brasil, 6 da Colômbia e 5 da Bélgica.
Show da Virada - Rede Globo
Realizado desde 1998
O Show da Virada é a festa de final de ano promovida pela Globo para ser exibida no dia 31 de dezembro, enquanto acontece a virada para o Ano Novo. Gravado no dia 27 de novembro, no Credicard Hall (São Paulo), o programa pretende dar as boas-vindas ao ano que chega prestando um tributo ao Rio de Janeiro, à festa e à diversão com shows de Claudia Leitte, Zezé di Camargo & Luciano, Skank, Paula Fernandes, Gusttavo Lima, Jorge & Matheus, Leonardo, Belo, Aviões do Forró, Sorriso Maroto, Thiaguinho, Latino, Péricles, Banda Eva, Chiclete Com Banana, Zeca Pagodinho, Raça Negra, MC Coringa, entre outros.
Já foi bom?
Se considerarmos que o Show da Virada entrou no lugar do já mala Reveillon do Faustão (1991-1997), sim. Mas será que alguém realmente faz questão de ver um programa que simula ser ao vivo (porém gravado com um mês de antecedência), com shows de artistas cantando (em playback, claro) os mesmos sucessos que você já ouviu tantas vezes no rádio ao longo do ano? Com certeza é melhor encontrar os amigos e a família pra ver os fogos longe da TV.
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Por onde andam as bandas de Seattle?
Vinte anos depois do lançamento de 'Incesticide' pelo Nirvana, o que fazem os principais nomes da cena grunge?
*Texto originalmente publicado no Yahoo! OMG!.
No dia 14 de dezembro, o disco Incesticide do Nirvana completa 20 anos de lançamento. Mais do que um simples disco de b-sides e sobras de estúdio providenciado pela gravadora para prolongar a explosão do clássico Nevermind, Incesticide mostra a faceta mais eclética do compositor Kurt Cobain. Canções tradicionais do Nirvana como "Dive" e "Aneurysm" são misturadas a covers de new wave ("Turnaround", do Devo), versões de Vaselines - uma das bandas preferidas de Cobain - ("Son of a Gun" e "Molly's Lips"), explosão punk ("Downer") e referências a bandas clássicas ("Aero Zeppelin" traz no título uma óbvia referência a Aerosmith e Led Zeppelin), Incesticide também serve como uma pequena árvore genealógica do Nirvana, trazendo integrantes de outras bandas ligadas à cena grunge: Dale Crover (baterista do Melvins) e Dan Peters (baterista do Mudhoney).
Considerado por muitos a última cena roqueira realmente relevante, o grunge de Seattle tomou de assalto as paradas de sucesso do início dos anos 90 e revelou bandas como Nirvana, Alice in Chains, Pearl Jam, Soundgarden e grupos de outras cidades que também combinavam o peso do heavy metal com a agressividade e a angústia do punk rock. Assim como a explosão punk no fim dos anos 70, muitas daquelas bandas levaram a cartilha "sexo drogas & rock n roll" até as últimas consequências e poucas alcançaram longevidade para chegar à década seguinte.
Aproveitando isso tudo, vamos dar uma olhada no que aconteceu com o Nirvana e outras bandas contemporâneas da cena grunge que, de alguma forma, conquistaram seu espaço na cultura pop.
Nirvana
A música que ficou na história foi... Smells Like Teen Spirit
Legado: o sucesso do Nirvana mudou o status do rock alternativo na indústria da música e Kurt Cobain é considerado o ícone cultural da chamada "Geração X", embora ele mesmo tenha negado isso. O impacto cultural do Nirvana na indústria da música foi tão grande que se estendeu até mesmo até a artistas underground que eram desconhecidos e alcançaram maior notoriedade porque eram citados pelo grupo em entrevistas; Pixies, Daniel Johnston e Meat Puppets são alguns exemplos.
O que fazem seus principais integrantes?
Após o suicídio do vocalista Kurt Cobain em abril de 1994, o então baterista Dave Grohl seguiu na carreira musical e hoje é o líder do Foo Fighters, também acumulando participações especiais em bandas como Queens of the Stone Age e Them Crooked Vultures. O baixista Krist Novoselic passou pelas bandas Sweet 75, Eyes Adrift, Flipper e dedicou-se a ações sociais, como a JAMPAC (Joint Artists and Musicians Political Action Committee) e a ONG eleitoral Fairvote.
Pearl Jam
A música que ficou na história foi... Alive
Legado: o Pearl Jam é uma das poucas bandas bem-sucedidas de Seattle na ativa desde que o auge de sua popularidade. Além de sua importância musical para a década de 90, o Pearl Jam chamou atenção por ser uma banda engajada, realizando vários concertos beneficentes em prol de instituições de caridade, apresentando letras recheadas de questões sociais e críticas políticas em entrevistas e shows.
O que fazem seus principais integrantes?
Mesmo o Pearl Jam sendo a prioridade, seus integrantes encontraram tempo para participar de bandas paralelas, como o Temple of the Dog - projeto que unificou o parte do grupo com o membros do Soundgarden para prestar uma homenagem ao cantor Andrew Wood, vocalista do Mother Love Bone, espécie de 'ancestral' do Pearl Jam. O guitarrista Mike McCready também formou em 1995 o Mad Season, ao lado de Layne Staley (Alice in Chains), Barrett Martin (Screaming Trees) e o baixista John Baker Saunders. Em 2007, o vocalista Eddie Vedder contribuiu com várias canções para a trilha sonora do filme Na Natureza Selvagem. O projeto acabou alavancando Vedder um segundo disco solo entitulado Ukulele Songs, lançado em 2011.
Alice in Chains
A música que ficou na história foi... Man in the Box
Legado: a parceria entre o vocalista Layne Staley e o guitarrista Jerry Cantrell renderam as músicas mais sombrias que definiam o caráter da cena grunge: riffs de metal com letras depressivas que abordavam conflitos existenciais e experiências com drogas pesadas. A obra-prima do grupo é o disco Dirt, de 1992, e a apresentação acústica para a MTV lançada em 1996 é a prova de que as composições de Staley e Cantrell funcionavam até mesmo sem as guitarras distorcidas tradicionais de seu som.
O que fazem seus principais integrantes?
Cansado dos hiatos provenientes dos problemas com drogas de Staley, Cantrell lançou seu primeiro disco solo (Boggy Depot) em 1998. Com a morte de Staley por overdose em 2002, a banda se desfez oficialmente e Cantrell lançou meses depois o disco Degradation Trip. O baterista Sean Kinney e o baixista Mike Inez formaram o projeto Spys4Darwin com membros da banda Queensrÿche e Sponge, mas o grupo lançou apenas o EP Microfish. Em 2005, o Alice in Chains voltou aos palcos para uma série de shows beneficentes, com William DuVall assumindo o posto de guitarrista e vocalista. Depois de lançar o álbum Black Gives Way To Blue em 2009 e passar pelo Brasil em 2011 no festival SWU, a banda está preparando um novo disco para 2013.
Soundgarden
A música que ficou na história foi... Black Hole Sun
Legado: o Soundgarden foi a banda que melhor definia a mistura entre punk e metal que caracterizava a cena de Seattle. Mesmo eclipsado pelo sucesso de Nirvana, Alice in Chains e Pearl Jam, o disco Badmotorfinger trazia clássicos como "Outshined", "Rusty Cage" e "Jesus Christ Pose". Mas foi somente em 1994, com Superunknown, que o Soundgarden estourou para o grande público, através de canções como "Black Hole Sun", "Spoonman", "My Wave" e "Fell On Black Days".
O que fazem seus principais integrantes?
Depois que a banda anunciou seu fim em 1997, Chris Cornell dedicou-se inteiramente à sua carreira como artista solo (chegando a gravar a música-tema de Cassino Royale, filme da franquia 007) e também participou de outro grupo bem-sucedido: o Audioslave, juntamente com ex-integrantes do Rage Against The Machine. Em 2010, o Soundgarden anunciou seu retorno aos palcos e lançou em novembro deste ano King Animal, o primeiro disco do grupo depois de 15 anos. Neste meio-tempo, o baterista Matt Cameron virou baterista do Pearl Jam e vem dividindo seu tempo entre as duas bandas.
L7
A música que ficou na história foi... Pretend We're Dead
Legado: apesar de surgir em Los Angeles em 1985, o L7 foi o representante feminino mais forte do grunge no mainstream. O disco Bricks Are Heavy trouxe o hit "Pretend We're Dead" e outros clássicos, como "Monster" e "Everglade". Apesar de não ser muito grande nos Estados Unidos, o grupo veio ao Brasil em 1993 e saiu como uma das atrações mais comentadas do festival Hollywood Rock - em parte porque a baixista Jennifer Finch abaixou as calças no fim da apresentação. O L7 também formou uma organização pró-aborto chamada Rock for Choice, que contou com o apoio de bandas como Rage Against The Machine e Nirvana.
O que fazem seus principais integrantes?
Depois de sair do L7 em 1996, Jennifer Finch passou por grupos como Other Star People e The Shocker e atualmente trabalha com design gráfico em Los Angeles. A guitarrista Donita Sparks atualmente está em carreira solo com sua banda Donita Sparks and The Stellar Moments, que também conta com Dee Plakas, baterista do L7. Fato curioso: Dee Plakas é casada com o músico Kirk Canning, que gravou as partes de violoncelo em Nevermind do Nirvana.
Screaming Trees
A música que ficou na história foi... Nearly Lost You
Legado: o Screaming Trees promovia uma mistura de psicodelia dos anos 60 com o rock agressivo da costa oeste dos Estados Unidos que era sempre elogiada pelos críticos, mas jamais alcançou o mesmo status de outras bandas da cena grunge. Porém, "Nearly Lost You" foi incluída na trilha sonora do filme Singles - Vida de Solteiro, virou hit e alavancou as vendas do disco Sweet Oblivion, em 1992. Mas passando por várias tensões internas e problemas com drogas e álcool, a banda só foi lançar um novo disco (Dust) em 1996, quando o grunge já agonizava nas paradas.
O que fazem seus principais integrantes?
Com o fim da banda em 2000, o vocalista Mark Lanegan dedicou-se integralmente à sua carreira solo, que já contava com quatro discos lançados. Lanegan também gravou parcerias com nomes como Mad Season, Queens of the Stone Age e Isobel Campbell. O guitarrista Gary Lee Conner montou as bandas The Purple Outside e Microdot Gnome. O baixista Van Conner participou dos grupos Gardener e VALIS. O baterista Barrett Martin virou músico contratado para turnês de vários artistas, fazendo participações especiais em discos de Stone Temple Pilots, REM, Queens of the Stone Age, entre outros. Fato curioso: Martin também contribuiu tocando bateria em dois álbuns do ex-titã Nando Reis (Para Quando O Arco Irís Encontrar O Pote de Ouro e A Letra A).
Stone Temple Pilots
A música que ficou na história foi... Plush
Legado: apesar de não ser de Seattle, o Stone Temple Pilots saiu de San Diego para a fama com o álbum Core, que continha várias características semelhantes ao grunge - fato que causou várias comparações com o Pearl Jam. Nos discos seguintes, o grupo adicionou mais elementos que os diferenciaram das outras bandas - incluindo um visual quase glam rock que destoava totalmente do despojamento de Seattle.
O que fazem seus principais integrantes?
Depois de várias prisões decorrentes por posse de drogas do vocalista Scott Weiland, o STP entrou em hiato em 1996. Neste período, Weiland lançou seu primeiro álbum solo (12 Bar Blues) e os outros integrantes formaram uma nova banda, o Talk Show. Em 1998 o STP voltou à ativa, lançou dois discos e chegou ao fim em 2003, quando Weiland virou vocalista do Velvet Revolver. Algum tempo depois, o STP retornou mais uma vez e lançou um disco homônimo em 2010.
Mudhoney
A música que ficou na história foi... Suck You Dry
Legado: talvez a banda mais influente e injustiçada da cena de Seattle, o Mudhoney nunca alcançou o mesmo tipo de sucesso que seus contemporâneos. Seu EP Superfuzz Bigmuff, lançado em 1988, adiantou o som que caracterizou a tônica das canções do Nirvana (guitarras sujas, versos lentos e refrãos explosivos). Mas o grupo nunca teve a sorte de lançar um disco totalmente coeso para os padrões do mainstream: Piece of Cake, lançado no auge da era grunge, trouxe os singles "Suck You Dry" e "Blinding Sun" que gozaram de alguma notoriedade, mas o álbum também trazia vinhetas satíricas que o impedia de ser levado muito a sério pelos críticos.
O que fazem seus principais integrantes?
Atualmente formada por Mark Arm (vocais, guitarra), Steve Turner (guitarra), Dan Peters (bateria) e Guy Maddison (baixo), a banda segue na ativa, com oito discos no currículo (sendo o último The Lucky Ones, de 2008) e trabalha em um novo álbum. Fato curioso: Mark Arm hoje em dia trabalha como gerente do depósito de discos da Sub Pop, célebre gravadora de Seattle, responsável pelo lançamento de discos seminais para a cena grunge. Matt Lukin (baixista original do Mudhoney) abandonou a carreira musical em 2001 e virou carpinteiro em Seattle.
Hole
A música que ficou na história foi... Celebrity Skin
Legado: formado em Los Angeles em 1989, o Hole no início era facilmente reconhecido como "a banda da esposa de Kurt Cobain". Mas com o disco Live Through This, lançado semanas após a morte do líder do Nirvana, a banda conquistou público e crítica. Capitaneado pela polêmica Courtney Love, a banda ainda aumentou sua legião de fãs com o disco Celebrity Skin, lançado em 1998.
O que fazem seus principais integrantes?
Com a separação do Hole em 2002, Courtney Love investiu em uma carreira solo que não deu muito certo, permeada por escândalos envolvendo drogas, casos amorosos e brigas judiciais com os ex-membros do Nirvana e também com sua própria filha, Frances Bean Cobain. Em 2010, Love resolveu reativar o Hole sozinha e lançou o disco Nobody's Daughter - com direito a uma breve passagem no Brasil durante o festival SWU. Excluído da reunião do grupo, o guitarrista Eric Erlandson lançou este ano o livro Letters to Kurt, com textos em prosa endereçados a Cobain.
Melvins
A música que ficou na história foi... Nenhuma!
Legado: o Melvins é constantemente apontado como o padrinho do grunge, por influenciar a cena de Seattle com suas composições lentas e distorcidas inspiradas por bandas punks como Black Flag e The Wipers. Kurt Cobain, amigo e fã de carteirinha, resolveu dar uma mãozinha e conseguiu que o Melvins fosse contratado pela gravadora Atlantic. Porém, a banda não mirava os holofotes do mainstream e nunca teve um hit - o que não impediu que conquistassem um forte status cult entre os fãs de som pesado.
O que fazem seus principais integrantes?
O Melvins ainda está na ativa, com cerca de 19 discos e vários EPs nas costas. Este ano, o grupo completou uma ambiciosa turnê com shows marcados em todos os estados dos EUA em apenas 51 dias. O Melvins mantém atualmente duas formações: um quarteto com dois bateristas e o Melvins Lite, um trio simples. As duas versões contam com o baterista Dale Crover (que já tocou em várias gravações do Nirvana) e o guitarrista e vocalista Buzz Osbourne, um dos primeiros ídolos punk de Cobain.
*Texto originalmente publicado no Yahoo! OMG!.
No dia 14 de dezembro, o disco Incesticide do Nirvana completa 20 anos de lançamento. Mais do que um simples disco de b-sides e sobras de estúdio providenciado pela gravadora para prolongar a explosão do clássico Nevermind, Incesticide mostra a faceta mais eclética do compositor Kurt Cobain. Canções tradicionais do Nirvana como "Dive" e "Aneurysm" são misturadas a covers de new wave ("Turnaround", do Devo), versões de Vaselines - uma das bandas preferidas de Cobain - ("Son of a Gun" e "Molly's Lips"), explosão punk ("Downer") e referências a bandas clássicas ("Aero Zeppelin" traz no título uma óbvia referência a Aerosmith e Led Zeppelin), Incesticide também serve como uma pequena árvore genealógica do Nirvana, trazendo integrantes de outras bandas ligadas à cena grunge: Dale Crover (baterista do Melvins) e Dan Peters (baterista do Mudhoney).
Considerado por muitos a última cena roqueira realmente relevante, o grunge de Seattle tomou de assalto as paradas de sucesso do início dos anos 90 e revelou bandas como Nirvana, Alice in Chains, Pearl Jam, Soundgarden e grupos de outras cidades que também combinavam o peso do heavy metal com a agressividade e a angústia do punk rock. Assim como a explosão punk no fim dos anos 70, muitas daquelas bandas levaram a cartilha "sexo drogas & rock n roll" até as últimas consequências e poucas alcançaram longevidade para chegar à década seguinte.
Aproveitando isso tudo, vamos dar uma olhada no que aconteceu com o Nirvana e outras bandas contemporâneas da cena grunge que, de alguma forma, conquistaram seu espaço na cultura pop.
Nirvana
A música que ficou na história foi... Smells Like Teen Spirit
Legado: o sucesso do Nirvana mudou o status do rock alternativo na indústria da música e Kurt Cobain é considerado o ícone cultural da chamada "Geração X", embora ele mesmo tenha negado isso. O impacto cultural do Nirvana na indústria da música foi tão grande que se estendeu até mesmo até a artistas underground que eram desconhecidos e alcançaram maior notoriedade porque eram citados pelo grupo em entrevistas; Pixies, Daniel Johnston e Meat Puppets são alguns exemplos.
O que fazem seus principais integrantes?
Após o suicídio do vocalista Kurt Cobain em abril de 1994, o então baterista Dave Grohl seguiu na carreira musical e hoje é o líder do Foo Fighters, também acumulando participações especiais em bandas como Queens of the Stone Age e Them Crooked Vultures. O baixista Krist Novoselic passou pelas bandas Sweet 75, Eyes Adrift, Flipper e dedicou-se a ações sociais, como a JAMPAC (Joint Artists and Musicians Political Action Committee) e a ONG eleitoral Fairvote.
Pearl Jam
A música que ficou na história foi... Alive
Legado: o Pearl Jam é uma das poucas bandas bem-sucedidas de Seattle na ativa desde que o auge de sua popularidade. Além de sua importância musical para a década de 90, o Pearl Jam chamou atenção por ser uma banda engajada, realizando vários concertos beneficentes em prol de instituições de caridade, apresentando letras recheadas de questões sociais e críticas políticas em entrevistas e shows.
O que fazem seus principais integrantes?
Mesmo o Pearl Jam sendo a prioridade, seus integrantes encontraram tempo para participar de bandas paralelas, como o Temple of the Dog - projeto que unificou o parte do grupo com o membros do Soundgarden para prestar uma homenagem ao cantor Andrew Wood, vocalista do Mother Love Bone, espécie de 'ancestral' do Pearl Jam. O guitarrista Mike McCready também formou em 1995 o Mad Season, ao lado de Layne Staley (Alice in Chains), Barrett Martin (Screaming Trees) e o baixista John Baker Saunders. Em 2007, o vocalista Eddie Vedder contribuiu com várias canções para a trilha sonora do filme Na Natureza Selvagem. O projeto acabou alavancando Vedder um segundo disco solo entitulado Ukulele Songs, lançado em 2011.
Alice in Chains
A música que ficou na história foi... Man in the Box
Legado: a parceria entre o vocalista Layne Staley e o guitarrista Jerry Cantrell renderam as músicas mais sombrias que definiam o caráter da cena grunge: riffs de metal com letras depressivas que abordavam conflitos existenciais e experiências com drogas pesadas. A obra-prima do grupo é o disco Dirt, de 1992, e a apresentação acústica para a MTV lançada em 1996 é a prova de que as composições de Staley e Cantrell funcionavam até mesmo sem as guitarras distorcidas tradicionais de seu som.
O que fazem seus principais integrantes?
Cansado dos hiatos provenientes dos problemas com drogas de Staley, Cantrell lançou seu primeiro disco solo (Boggy Depot) em 1998. Com a morte de Staley por overdose em 2002, a banda se desfez oficialmente e Cantrell lançou meses depois o disco Degradation Trip. O baterista Sean Kinney e o baixista Mike Inez formaram o projeto Spys4Darwin com membros da banda Queensrÿche e Sponge, mas o grupo lançou apenas o EP Microfish. Em 2005, o Alice in Chains voltou aos palcos para uma série de shows beneficentes, com William DuVall assumindo o posto de guitarrista e vocalista. Depois de lançar o álbum Black Gives Way To Blue em 2009 e passar pelo Brasil em 2011 no festival SWU, a banda está preparando um novo disco para 2013.
Soundgarden
A música que ficou na história foi... Black Hole Sun
Legado: o Soundgarden foi a banda que melhor definia a mistura entre punk e metal que caracterizava a cena de Seattle. Mesmo eclipsado pelo sucesso de Nirvana, Alice in Chains e Pearl Jam, o disco Badmotorfinger trazia clássicos como "Outshined", "Rusty Cage" e "Jesus Christ Pose". Mas foi somente em 1994, com Superunknown, que o Soundgarden estourou para o grande público, através de canções como "Black Hole Sun", "Spoonman", "My Wave" e "Fell On Black Days".
O que fazem seus principais integrantes?
Depois que a banda anunciou seu fim em 1997, Chris Cornell dedicou-se inteiramente à sua carreira como artista solo (chegando a gravar a música-tema de Cassino Royale, filme da franquia 007) e também participou de outro grupo bem-sucedido: o Audioslave, juntamente com ex-integrantes do Rage Against The Machine. Em 2010, o Soundgarden anunciou seu retorno aos palcos e lançou em novembro deste ano King Animal, o primeiro disco do grupo depois de 15 anos. Neste meio-tempo, o baterista Matt Cameron virou baterista do Pearl Jam e vem dividindo seu tempo entre as duas bandas.
L7
A música que ficou na história foi... Pretend We're Dead
Legado: apesar de surgir em Los Angeles em 1985, o L7 foi o representante feminino mais forte do grunge no mainstream. O disco Bricks Are Heavy trouxe o hit "Pretend We're Dead" e outros clássicos, como "Monster" e "Everglade". Apesar de não ser muito grande nos Estados Unidos, o grupo veio ao Brasil em 1993 e saiu como uma das atrações mais comentadas do festival Hollywood Rock - em parte porque a baixista Jennifer Finch abaixou as calças no fim da apresentação. O L7 também formou uma organização pró-aborto chamada Rock for Choice, que contou com o apoio de bandas como Rage Against The Machine e Nirvana.
O que fazem seus principais integrantes?
Depois de sair do L7 em 1996, Jennifer Finch passou por grupos como Other Star People e The Shocker e atualmente trabalha com design gráfico em Los Angeles. A guitarrista Donita Sparks atualmente está em carreira solo com sua banda Donita Sparks and The Stellar Moments, que também conta com Dee Plakas, baterista do L7. Fato curioso: Dee Plakas é casada com o músico Kirk Canning, que gravou as partes de violoncelo em Nevermind do Nirvana.
Screaming Trees
A música que ficou na história foi... Nearly Lost You
Legado: o Screaming Trees promovia uma mistura de psicodelia dos anos 60 com o rock agressivo da costa oeste dos Estados Unidos que era sempre elogiada pelos críticos, mas jamais alcançou o mesmo status de outras bandas da cena grunge. Porém, "Nearly Lost You" foi incluída na trilha sonora do filme Singles - Vida de Solteiro, virou hit e alavancou as vendas do disco Sweet Oblivion, em 1992. Mas passando por várias tensões internas e problemas com drogas e álcool, a banda só foi lançar um novo disco (Dust) em 1996, quando o grunge já agonizava nas paradas.
O que fazem seus principais integrantes?
Com o fim da banda em 2000, o vocalista Mark Lanegan dedicou-se integralmente à sua carreira solo, que já contava com quatro discos lançados. Lanegan também gravou parcerias com nomes como Mad Season, Queens of the Stone Age e Isobel Campbell. O guitarrista Gary Lee Conner montou as bandas The Purple Outside e Microdot Gnome. O baixista Van Conner participou dos grupos Gardener e VALIS. O baterista Barrett Martin virou músico contratado para turnês de vários artistas, fazendo participações especiais em discos de Stone Temple Pilots, REM, Queens of the Stone Age, entre outros. Fato curioso: Martin também contribuiu tocando bateria em dois álbuns do ex-titã Nando Reis (Para Quando O Arco Irís Encontrar O Pote de Ouro e A Letra A).
Stone Temple Pilots
A música que ficou na história foi... Plush
Legado: apesar de não ser de Seattle, o Stone Temple Pilots saiu de San Diego para a fama com o álbum Core, que continha várias características semelhantes ao grunge - fato que causou várias comparações com o Pearl Jam. Nos discos seguintes, o grupo adicionou mais elementos que os diferenciaram das outras bandas - incluindo um visual quase glam rock que destoava totalmente do despojamento de Seattle.
O que fazem seus principais integrantes?
Depois de várias prisões decorrentes por posse de drogas do vocalista Scott Weiland, o STP entrou em hiato em 1996. Neste período, Weiland lançou seu primeiro álbum solo (12 Bar Blues) e os outros integrantes formaram uma nova banda, o Talk Show. Em 1998 o STP voltou à ativa, lançou dois discos e chegou ao fim em 2003, quando Weiland virou vocalista do Velvet Revolver. Algum tempo depois, o STP retornou mais uma vez e lançou um disco homônimo em 2010.
Mudhoney
A música que ficou na história foi... Suck You Dry
Legado: talvez a banda mais influente e injustiçada da cena de Seattle, o Mudhoney nunca alcançou o mesmo tipo de sucesso que seus contemporâneos. Seu EP Superfuzz Bigmuff, lançado em 1988, adiantou o som que caracterizou a tônica das canções do Nirvana (guitarras sujas, versos lentos e refrãos explosivos). Mas o grupo nunca teve a sorte de lançar um disco totalmente coeso para os padrões do mainstream: Piece of Cake, lançado no auge da era grunge, trouxe os singles "Suck You Dry" e "Blinding Sun" que gozaram de alguma notoriedade, mas o álbum também trazia vinhetas satíricas que o impedia de ser levado muito a sério pelos críticos.
O que fazem seus principais integrantes?
Atualmente formada por Mark Arm (vocais, guitarra), Steve Turner (guitarra), Dan Peters (bateria) e Guy Maddison (baixo), a banda segue na ativa, com oito discos no currículo (sendo o último The Lucky Ones, de 2008) e trabalha em um novo álbum. Fato curioso: Mark Arm hoje em dia trabalha como gerente do depósito de discos da Sub Pop, célebre gravadora de Seattle, responsável pelo lançamento de discos seminais para a cena grunge. Matt Lukin (baixista original do Mudhoney) abandonou a carreira musical em 2001 e virou carpinteiro em Seattle.
Hole
A música que ficou na história foi... Celebrity Skin
Legado: formado em Los Angeles em 1989, o Hole no início era facilmente reconhecido como "a banda da esposa de Kurt Cobain". Mas com o disco Live Through This, lançado semanas após a morte do líder do Nirvana, a banda conquistou público e crítica. Capitaneado pela polêmica Courtney Love, a banda ainda aumentou sua legião de fãs com o disco Celebrity Skin, lançado em 1998.
O que fazem seus principais integrantes?
Com a separação do Hole em 2002, Courtney Love investiu em uma carreira solo que não deu muito certo, permeada por escândalos envolvendo drogas, casos amorosos e brigas judiciais com os ex-membros do Nirvana e também com sua própria filha, Frances Bean Cobain. Em 2010, Love resolveu reativar o Hole sozinha e lançou o disco Nobody's Daughter - com direito a uma breve passagem no Brasil durante o festival SWU. Excluído da reunião do grupo, o guitarrista Eric Erlandson lançou este ano o livro Letters to Kurt, com textos em prosa endereçados a Cobain.
Melvins
A música que ficou na história foi... Nenhuma!
Legado: o Melvins é constantemente apontado como o padrinho do grunge, por influenciar a cena de Seattle com suas composições lentas e distorcidas inspiradas por bandas punks como Black Flag e The Wipers. Kurt Cobain, amigo e fã de carteirinha, resolveu dar uma mãozinha e conseguiu que o Melvins fosse contratado pela gravadora Atlantic. Porém, a banda não mirava os holofotes do mainstream e nunca teve um hit - o que não impediu que conquistassem um forte status cult entre os fãs de som pesado.
O que fazem seus principais integrantes?
O Melvins ainda está na ativa, com cerca de 19 discos e vários EPs nas costas. Este ano, o grupo completou uma ambiciosa turnê com shows marcados em todos os estados dos EUA em apenas 51 dias. O Melvins mantém atualmente duas formações: um quarteto com dois bateristas e o Melvins Lite, um trio simples. As duas versões contam com o baterista Dale Crover (que já tocou em várias gravações do Nirvana) e o guitarrista e vocalista Buzz Osbourne, um dos primeiros ídolos punk de Cobain.
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sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Raio X Restart: Quem influenciou quem?
O Happy Rock de Pe Lanza engloba influências de Fresno a Beatles. Quer apostar?
*Texto originalmente publicado no Yahoo! OMG!.
Você pode não gostar (ou até mesmo fazer questão de odiar), mas o Restart é um dos grupos mais bem sucedidos do rock brasileiro contemporâneo. Em tempos de vazamento de discos na internet antes do lançamento, compartilhamento livre de arquivos de áudio pelas redes sociais e derrocada da indústria fonográfica mundial, Pe Lanza (vocais e baixo), Pe Lu (guitarra e vocais), Koba (guitarra e vocais) e Thomas (bateria) são uma das poucas bandas que ainda conseguem números expressivos como venda de 100 mil cópias com um álbum de estréia. Porém, nem sempre sucesso comercial é sinônimo de unanimidade entre os fãs e críticos de rock. É só lembrar que até mesmo o Led Zeppelin já foi execrado pela imprensa especializada de sua época, recebendo duras críticas no início da carreira.
Comparações exageradas à parte, o que se sabe sobre a banda? Em 2008, ainda com o nome de C4, os rapazes faziam um som influenciado pelo que despontava nas rádios brasileiras da época: o emocore (rock com melodias e letras açucaradas) catapultado por bandas como NX Zero e Fresno. Em 2009, o quarteto mudou seu nome para Restart e passou a seguir os passos de grupos americanos como All Time Low e Forever The Sick Kids, misturando a sonoridade do emocore mais radiofônico com letras alegres, roupas com tons extravagantes e guitarras domesticadas. O tal happy rock (termo inventado pela própria banda) ceifou especialmente o público feminino jovem e as faixas "Recomeçar" e "Levo Comigo" ganharam força no cenário musical brasileiro por meio de sites como MySpace e YouTube. Com três discos na bagagem em uma trajetória curta, o grupo garantiu prêmios baseados na força de seus fãs na internet e o desprezo dos roqueiros mais tradicionalistas.
Mas o que explicaria o fascínio que o Restart exerce sobre o público pré-adolescente? Roupas coloridas e letras românticas não são novidade no mundo da música, como veremos a seguir.
O Restart foi influenciado por...
NX Zero
Banda paulista formada em 2001, composta atualmente por Diego Ferrero (vocal), Leandro Rocha (guitarra e segunda voz), Daniel Weksler (bateria), Conrado Grandino (baixo) e Filipe Ricardo (guitarra). Auxiliados pelo produtor Rick Bonadio, o grupo cravou vários sucessos nas rádios brasileiras, como "Cedo Ou Tarde" e "Razões e Emoções". O grupo é claramente um dos principais responsáveis pela popularização do emocore nas rádios brasileiras. Assim como o Restart, as letras do grupo são baseadas em temas sentimentais.
Fresno
Fresno é uma banda formada em Porto Alegre em 1999. Os membros atuais são Lucas Silveira (vocal e guitarra, Gustavo Mantovani (guitarra), Mário Camelo (teclado) e Rodrigo Ruschell (bateria). Assim como o NX Zero, as canções do Fresno também trazem temas que circulam entre desilusões amorosas e demais questões sentimentalista. Além disso, a banda também era alvo do preconceito de muitos roqueiros durante a onda emo, por conta de seu visual exagerado. Mas ao poucos, com o lançamento do álbum Revanche e posteriormente o EP Cemitério das Boas Intenções, a banda começou misturar sons mais pesados como hard rock e rock industrial em seu caldeirão de influências.
All Time Low
Com certeza a influência mais direta no som de Pe Lanza e cia. Banda americana formada pelo vocalista e guitarrista Alex Gaskarth, o guitarrista Jack Barakat, no baixista Zack Merrick e baterista Rian Dawson, o All Time Low surgiu em 2003 e já possui cinco discos no currículo: The Party Scene (2005), So Wrong, It's Right (2007), Nothing Personal (2009), Dirty Work (2011) e Don't Panic (2012). As semelhanças são tão berrantes que se você colocar pra tocar alguma música do All Time Low dá até para pensar que é o Restart compondo em inglês. Existe até mesmo uma polêmica que afirma que o sucesso "Recomeçar" seria um plágio da canção "The Beach" do ATL.
Bandas similares
Cine
Composto pelo vocalista Diego Silveira (DH), o baixista Bruno Prado, o guitarrista Danilo Valbusa, o baterista David Casali e o tecladista Pedro Caropreso, o Cine despontou na mídia um pouco antes do Restart, também abusando de roupas coloridas e mantendo um forte apelo junto ao público pré-adolescente. Porém, em seu segundo álbum, Boombox Arcade, o grupo tratou de se esforçar para se desvencilhar do rótulo de Happy Rock, investindo mais em sons eletrônicos. Ainda assim, não foi o bastante para que a crítica os levasse a sério.
CW7
Formada pelos irmãos Wicthoff - Gustavo (guitarra), Leonardo (baixo) e Paulo (bateria)- e a prima Amanda (vocal), a CW7 despontou para o público em 2010 com seu segundo álbum, O que Eu Quero pra Mim. Em 2011 a banda lançou um álbum homônimo produzido por Guto Campos (o mesmo produtor do Restart), com a canção "Me Acorde pra Vida" como carro-chefe.
Tem (um pouco) a ver...
Polegar
Provavelmente o público juvenil do Restart nunca ouviu falar no Grupo Polegar, mas essa banda que marcou época no final dos anos 1980 e início dos anos 1990 tem uma trajetória bem parecida com Pe Lanza e cia. Recorde de público em quase todas as cidades em que se apresentavam por todo o Brasil, o Polegar foi o fenômeno musical da época. Com canções como "Dá Pra Mim", "Ela Não Liga" e "Quero Mais", a banda alcançou discos de ouro e platina com mais de quinhentas mil cópias vendidas. Depois de três discos lançados, em 1994 o quarteto original se desfez e encerrou suas atividades oficialmente em 1997. O grupo ensaiou uma volta em 2004, com um novo disco e três integrantes da formação original: Alex, Alan e Ricardo, mas não passou disso e a banda novamente encerrou as atividades.
Hanson
Lembra dos Hanson? Formado em 1992 pelos irmãos Isaac (guitarra e voz), Taylor (piano e voz) e Zachary, o trio conquistou milhões de fãs fanáticas em 1997 com o hit "Mmmbop". Amados pelas meninas e execrados pelos meninos,o grupo não repetiu o mesmo sucesso do disco Middle of Nowhere, de 1997. Mas a banda foi amadurecendo seu som pop com influências de soul e R&B e ainda está na ativa, com dez discos no currículo.
The Beatles
No final de 2011, o Restart resolveu deixar um pouco de lado as roupas coloridas e apareceu com um visual bem mais sóbrio - segundo a própria banda, inspirado nos Beatles. Mas até mesmo na fase inicial a banda pode lembrar de longe (assim, bem de longe) a extravagância colorida da fase psicodélica do quarteto de Liverpool, marcada pelo encarte do álbum Sgt Peppers Lonely Hearts Clubs Band. E quando o fabfour surgiu na década de 60, John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr e George Harrison arrastavam multidões de meninas enlouquecidas aos seus shows - assim como o Restart faz hoje em dia. Entretanto, será que um dia o Restart vai conseguir superar sua "fase iê-iê-iê" e gravar um álbum branco?
*Texto originalmente publicado no Yahoo! OMG!.
Você pode não gostar (ou até mesmo fazer questão de odiar), mas o Restart é um dos grupos mais bem sucedidos do rock brasileiro contemporâneo. Em tempos de vazamento de discos na internet antes do lançamento, compartilhamento livre de arquivos de áudio pelas redes sociais e derrocada da indústria fonográfica mundial, Pe Lanza (vocais e baixo), Pe Lu (guitarra e vocais), Koba (guitarra e vocais) e Thomas (bateria) são uma das poucas bandas que ainda conseguem números expressivos como venda de 100 mil cópias com um álbum de estréia. Porém, nem sempre sucesso comercial é sinônimo de unanimidade entre os fãs e críticos de rock. É só lembrar que até mesmo o Led Zeppelin já foi execrado pela imprensa especializada de sua época, recebendo duras críticas no início da carreira.
Comparações exageradas à parte, o que se sabe sobre a banda? Em 2008, ainda com o nome de C4, os rapazes faziam um som influenciado pelo que despontava nas rádios brasileiras da época: o emocore (rock com melodias e letras açucaradas) catapultado por bandas como NX Zero e Fresno. Em 2009, o quarteto mudou seu nome para Restart e passou a seguir os passos de grupos americanos como All Time Low e Forever The Sick Kids, misturando a sonoridade do emocore mais radiofônico com letras alegres, roupas com tons extravagantes e guitarras domesticadas. O tal happy rock (termo inventado pela própria banda) ceifou especialmente o público feminino jovem e as faixas "Recomeçar" e "Levo Comigo" ganharam força no cenário musical brasileiro por meio de sites como MySpace e YouTube. Com três discos na bagagem em uma trajetória curta, o grupo garantiu prêmios baseados na força de seus fãs na internet e o desprezo dos roqueiros mais tradicionalistas.
Mas o que explicaria o fascínio que o Restart exerce sobre o público pré-adolescente? Roupas coloridas e letras românticas não são novidade no mundo da música, como veremos a seguir.
O Restart foi influenciado por...
NX Zero
Banda paulista formada em 2001, composta atualmente por Diego Ferrero (vocal), Leandro Rocha (guitarra e segunda voz), Daniel Weksler (bateria), Conrado Grandino (baixo) e Filipe Ricardo (guitarra). Auxiliados pelo produtor Rick Bonadio, o grupo cravou vários sucessos nas rádios brasileiras, como "Cedo Ou Tarde" e "Razões e Emoções". O grupo é claramente um dos principais responsáveis pela popularização do emocore nas rádios brasileiras. Assim como o Restart, as letras do grupo são baseadas em temas sentimentais.
Fresno
Fresno é uma banda formada em Porto Alegre em 1999. Os membros atuais são Lucas Silveira (vocal e guitarra, Gustavo Mantovani (guitarra), Mário Camelo (teclado) e Rodrigo Ruschell (bateria). Assim como o NX Zero, as canções do Fresno também trazem temas que circulam entre desilusões amorosas e demais questões sentimentalista. Além disso, a banda também era alvo do preconceito de muitos roqueiros durante a onda emo, por conta de seu visual exagerado. Mas ao poucos, com o lançamento do álbum Revanche e posteriormente o EP Cemitério das Boas Intenções, a banda começou misturar sons mais pesados como hard rock e rock industrial em seu caldeirão de influências.
All Time Low
Com certeza a influência mais direta no som de Pe Lanza e cia. Banda americana formada pelo vocalista e guitarrista Alex Gaskarth, o guitarrista Jack Barakat, no baixista Zack Merrick e baterista Rian Dawson, o All Time Low surgiu em 2003 e já possui cinco discos no currículo: The Party Scene (2005), So Wrong, It's Right (2007), Nothing Personal (2009), Dirty Work (2011) e Don't Panic (2012). As semelhanças são tão berrantes que se você colocar pra tocar alguma música do All Time Low dá até para pensar que é o Restart compondo em inglês. Existe até mesmo uma polêmica que afirma que o sucesso "Recomeçar" seria um plágio da canção "The Beach" do ATL.
Bandas similares
Cine
Composto pelo vocalista Diego Silveira (DH), o baixista Bruno Prado, o guitarrista Danilo Valbusa, o baterista David Casali e o tecladista Pedro Caropreso, o Cine despontou na mídia um pouco antes do Restart, também abusando de roupas coloridas e mantendo um forte apelo junto ao público pré-adolescente. Porém, em seu segundo álbum, Boombox Arcade, o grupo tratou de se esforçar para se desvencilhar do rótulo de Happy Rock, investindo mais em sons eletrônicos. Ainda assim, não foi o bastante para que a crítica os levasse a sério.
CW7
Formada pelos irmãos Wicthoff - Gustavo (guitarra), Leonardo (baixo) e Paulo (bateria)- e a prima Amanda (vocal), a CW7 despontou para o público em 2010 com seu segundo álbum, O que Eu Quero pra Mim. Em 2011 a banda lançou um álbum homônimo produzido por Guto Campos (o mesmo produtor do Restart), com a canção "Me Acorde pra Vida" como carro-chefe.
Tem (um pouco) a ver...
Polegar
Provavelmente o público juvenil do Restart nunca ouviu falar no Grupo Polegar, mas essa banda que marcou época no final dos anos 1980 e início dos anos 1990 tem uma trajetória bem parecida com Pe Lanza e cia. Recorde de público em quase todas as cidades em que se apresentavam por todo o Brasil, o Polegar foi o fenômeno musical da época. Com canções como "Dá Pra Mim", "Ela Não Liga" e "Quero Mais", a banda alcançou discos de ouro e platina com mais de quinhentas mil cópias vendidas. Depois de três discos lançados, em 1994 o quarteto original se desfez e encerrou suas atividades oficialmente em 1997. O grupo ensaiou uma volta em 2004, com um novo disco e três integrantes da formação original: Alex, Alan e Ricardo, mas não passou disso e a banda novamente encerrou as atividades.
Hanson
Lembra dos Hanson? Formado em 1992 pelos irmãos Isaac (guitarra e voz), Taylor (piano e voz) e Zachary, o trio conquistou milhões de fãs fanáticas em 1997 com o hit "Mmmbop". Amados pelas meninas e execrados pelos meninos,o grupo não repetiu o mesmo sucesso do disco Middle of Nowhere, de 1997. Mas a banda foi amadurecendo seu som pop com influências de soul e R&B e ainda está na ativa, com dez discos no currículo.
The Beatles
No final de 2011, o Restart resolveu deixar um pouco de lado as roupas coloridas e apareceu com um visual bem mais sóbrio - segundo a própria banda, inspirado nos Beatles. Mas até mesmo na fase inicial a banda pode lembrar de longe (assim, bem de longe) a extravagância colorida da fase psicodélica do quarteto de Liverpool, marcada pelo encarte do álbum Sgt Peppers Lonely Hearts Clubs Band. E quando o fabfour surgiu na década de 60, John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr e George Harrison arrastavam multidões de meninas enlouquecidas aos seus shows - assim como o Restart faz hoje em dia. Entretanto, será que um dia o Restart vai conseguir superar sua "fase iê-iê-iê" e gravar um álbum branco?
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Descubra novos sons com rádios online para todos os gostos
Não importa se você curte rock, sertanejo ou eletrônico: veja uma seleção especial de webradios que podem agradar todos os gostos.
*Texto originalmente publicado no Yahoo! OMG!.
Acabou a bateria do mp3 player ou do celular? Cansou da programação recheada de publicidade e "jabás" das emissoras de rádio convencionais? Não importa se você gosta de rock, sertanejo ou eletrônico: a internet pode te ajudar a descobrir novos sons com as rádios online.
Com a popularização da web ficou cada vez mais fácil ouvir qualquer tipo de música - seja o hit mais bombado das FMs ou uma gravação raríssima de um artista obscuro para o grande público. Mais do que um avanço tecnológico, as rádios online aparecem como uma bela alternativa para matar a sede dos viciados em música.
Apresentamos abaixo uma seleção especial de webradios que podem agradar a todos os gostos, excluindo as emissoras mais tradicionais que disponham o sinal na internet.
977 Music
Onde é sediada: Estados Unidos
Estilo: Uma das muitas redes sociais com estações de rádio. Conta com 15 canais (50's 60' hits, 70's Rock, 80's Hits, 90's Hits, Today's Hits, Hip Hop/RnB, Adult Hits, Alternative, Country, Jazz Music, Comedy, Latin Music, Christian Music, Electronic Dance e Top 40 Dance). O site também pode fazer com que o usuário conheça outros fãs de música que compartilham dos mesmos gostos.
A Mais Sertaneja
Onde é sediada: Brasil
Estilo: Música sertaneja e country. Ativa desde janeiro de 2011, a rádio toca desde os clássicos da música sertaneja raiz (como Tonico & Tinoco) até nomes consagrados como Roberta Miranda e Chitãozinho & Xororó.
AccuRadio
Onde é sediada: Estados Unidos
Estilo: Oferece uma grande variedade de estações para muitos gêneros musicais específicos. Os canais mais acessados são Sixties Oldies, Modern Rock Classics, Adult Alternatives, Smooth Jazz e Comedy.
Beatlesrama
Onde é sediada: Estados Unidos
Estilo: Parada obrigatória para os fãs dos quatro rapazes de Liverpool. Toca o material original dos Fab Four e músicas de suas carreiras solo, versões por outros artistas e bandas que têm alguma ligação com os Beatles.
Best Radio Brasil
Onde é sediada: Brasil
Estilo: Música pop com boa qualidade de streaming.
Birdsong Radio
Onde é sediada: Reino Unido
Estilo: Já imaginou dar uma acalmada no stress do trabalho com os sons suaves do canto dos pássaros pela manhã? Pois é, é justamente para isso que serve a Birdsong.
Black Metal Domain
Onde é sediada: Holanda
Estilo: A vertente mais sombria do heavy metal.
Brasil 2000
Onde é sediada: Brasil
Estilo: A Brasil 2000 já foi considerada a melhor rádio rock FM de São Paulo, apresentando programas com humor inteligente e irreverência. Em 2011 a rádio deixou de existir como emissora FM e mantém o som de qualidade na rede.
Classical Music America
Onde é sediada: Estados Unidos
Estilo: Para aqueles mais chegados em música clássica, esta estação traz uma programação repleta de programas dedicados a diferentes períodos, compositores e gêneros.
DM Pulse
Onde é sediada: Estados Unidos
Estilo: Indie rock e alternativo. Toneladas de bandas como Arcade Fire, The National, Interpol, Black Keys, Radiohead e Band of Horses.
Fusion
Onde é sediada: Brasil
Estilo: Música pop contemporânea, de Adele a LMFAO.
Grooveshark
Onde é sediada: Estados Unidos
Estilo: Apesar de não ser uma estação de rádio convencional, é um dos sites preferidos dos internautas - justamente pela facilidade para criação de listas de reprodução próprias para audição via streaming. As publicidades na tela não atrapalham tanto, mas elas somem se você optar por pagar 3 dólares por mês pela assinatura.
GrungeFM
Onde é sediada: Estados Unidos
Estilo: Toca todas as famosas bandas grunges dos anos 90, como Nirvana, Alice in Chains, Pearl Jam, além de outras menos conhecidas, como Tad, Green River e Babes in Toyland.
J-Hero
Onde é sediada: Brasil
Estilo: Webradio que tem como público-alvo os otakus (apreciadores de animes, mangás, J-Music e games), divulgando e difundindo a cultura oriental no Brasil.
LastFM
Onde é sediada: Estados Unidos
Estilo: A Last FM foi uma das pioneiras da categoria de rádio na internet, com o conceito de apresentar sugestões personalizadas com base nas músicas ouvidas pelo usuário. A Last FM também é uma rede social, na qual você pode se conectar com outros usuários e descobrir gostos musicais semelhantes. A versão paga do serviço custa 3 dólares por mês e permite que o ouvinte forme sua rádio de acordo com seus artistas favoritos.
Nu-Perception Radio
Onde é sediada: Reino Unido
Estilo: Perfeita para quem gosta de ritmos eletrônicos como Drum n' bass, Jungle e afins. Fãs de rave e trance podem redescobrir suas músicas favoritas nessa webradio.
Punk Rock 77 Thru Today
Onde é sediada: Estados Unidos
Estilo: O nome já diz tudo. A emissora abrange bandas punk, tocando desde Ramones, Sex Pistols, Dead Kennedys até nomes mais novos como The Putdown e The Beldings.
Lembrança
Onde é sediada: Brasil
Estilo: A Lembrança é uma Rádio e TV Web que resgatar clássicos que marcaram épocas e gerações passadas. Com um toque eclético, recorda canções dos anos 50 até a década passada.
Rockabilly Riot Radio
Onde é sediada: Estados Unidos
Estilo: Rock influenciado pelos primórdios do estilo, como Elvis e Bill Haley & His Comets, mas também apresentando novos artistas que mantém a chama do Rockabilly acesa.
Sertanejo Universitário
Onde é sediada: Brasil
Estilo: Para aqueles que gostam da vertente mais jovem do sertanejo. Nomes da nova geração como Luan Santana e Gusttavo Lima e marcam forte presença na programação.
Stronda
Onde é sediada: Brasil
Estilo: Rádio com quatro anos de existência que aposta em um estilo mais pop e eclético, tocando Maroon Five, Katy Perry, NX Zero, Restart, One Direction e funk carioca.
FunkySential Radio
Onde é sediada: Reino Unido
Estilo: Para aqueles que gostam de Black Music internacional, englobando Funk, Soul e Motown.
UHHD
Onde é sediada: Brasil
Estilo: Hip-Hop e rap underground nacional e internacional.
Youngospel
Onde é sediada: Brasil
Estilo: Rádio gospel destinada aos jovens, apresentando canções de louvor em diversos estilos.
*Texto originalmente publicado no Yahoo! OMG!.
Acabou a bateria do mp3 player ou do celular? Cansou da programação recheada de publicidade e "jabás" das emissoras de rádio convencionais? Não importa se você gosta de rock, sertanejo ou eletrônico: a internet pode te ajudar a descobrir novos sons com as rádios online.
Com a popularização da web ficou cada vez mais fácil ouvir qualquer tipo de música - seja o hit mais bombado das FMs ou uma gravação raríssima de um artista obscuro para o grande público. Mais do que um avanço tecnológico, as rádios online aparecem como uma bela alternativa para matar a sede dos viciados em música.
Apresentamos abaixo uma seleção especial de webradios que podem agradar a todos os gostos, excluindo as emissoras mais tradicionais que disponham o sinal na internet.
977 Music
Onde é sediada: Estados Unidos
Estilo: Uma das muitas redes sociais com estações de rádio. Conta com 15 canais (50's 60' hits, 70's Rock, 80's Hits, 90's Hits, Today's Hits, Hip Hop/RnB, Adult Hits, Alternative, Country, Jazz Music, Comedy, Latin Music, Christian Music, Electronic Dance e Top 40 Dance). O site também pode fazer com que o usuário conheça outros fãs de música que compartilham dos mesmos gostos.
A Mais Sertaneja
Onde é sediada: Brasil
Estilo: Música sertaneja e country. Ativa desde janeiro de 2011, a rádio toca desde os clássicos da música sertaneja raiz (como Tonico & Tinoco) até nomes consagrados como Roberta Miranda e Chitãozinho & Xororó.
AccuRadio
Onde é sediada: Estados Unidos
Estilo: Oferece uma grande variedade de estações para muitos gêneros musicais específicos. Os canais mais acessados são Sixties Oldies, Modern Rock Classics, Adult Alternatives, Smooth Jazz e Comedy.
Beatlesrama
Onde é sediada: Estados Unidos
Estilo: Parada obrigatória para os fãs dos quatro rapazes de Liverpool. Toca o material original dos Fab Four e músicas de suas carreiras solo, versões por outros artistas e bandas que têm alguma ligação com os Beatles.
Best Radio Brasil
Onde é sediada: Brasil
Estilo: Música pop com boa qualidade de streaming.
Birdsong Radio
Onde é sediada: Reino Unido
Estilo: Já imaginou dar uma acalmada no stress do trabalho com os sons suaves do canto dos pássaros pela manhã? Pois é, é justamente para isso que serve a Birdsong.
Black Metal Domain
Onde é sediada: Holanda
Estilo: A vertente mais sombria do heavy metal.
Brasil 2000
Onde é sediada: Brasil
Estilo: A Brasil 2000 já foi considerada a melhor rádio rock FM de São Paulo, apresentando programas com humor inteligente e irreverência. Em 2011 a rádio deixou de existir como emissora FM e mantém o som de qualidade na rede.
Classical Music America
Onde é sediada: Estados Unidos
Estilo: Para aqueles mais chegados em música clássica, esta estação traz uma programação repleta de programas dedicados a diferentes períodos, compositores e gêneros.
DM Pulse
Onde é sediada: Estados Unidos
Estilo: Indie rock e alternativo. Toneladas de bandas como Arcade Fire, The National, Interpol, Black Keys, Radiohead e Band of Horses.
Fusion
Onde é sediada: Brasil
Estilo: Música pop contemporânea, de Adele a LMFAO.
Grooveshark
Onde é sediada: Estados Unidos
Estilo: Apesar de não ser uma estação de rádio convencional, é um dos sites preferidos dos internautas - justamente pela facilidade para criação de listas de reprodução próprias para audição via streaming. As publicidades na tela não atrapalham tanto, mas elas somem se você optar por pagar 3 dólares por mês pela assinatura.
GrungeFM
Onde é sediada: Estados Unidos
Estilo: Toca todas as famosas bandas grunges dos anos 90, como Nirvana, Alice in Chains, Pearl Jam, além de outras menos conhecidas, como Tad, Green River e Babes in Toyland.
J-Hero
Onde é sediada: Brasil
Estilo: Webradio que tem como público-alvo os otakus (apreciadores de animes, mangás, J-Music e games), divulgando e difundindo a cultura oriental no Brasil.
LastFM
Onde é sediada: Estados Unidos
Estilo: A Last FM foi uma das pioneiras da categoria de rádio na internet, com o conceito de apresentar sugestões personalizadas com base nas músicas ouvidas pelo usuário. A Last FM também é uma rede social, na qual você pode se conectar com outros usuários e descobrir gostos musicais semelhantes. A versão paga do serviço custa 3 dólares por mês e permite que o ouvinte forme sua rádio de acordo com seus artistas favoritos.
Nu-Perception Radio
Onde é sediada: Reino Unido
Estilo: Perfeita para quem gosta de ritmos eletrônicos como Drum n' bass, Jungle e afins. Fãs de rave e trance podem redescobrir suas músicas favoritas nessa webradio.
Punk Rock 77 Thru Today
Onde é sediada: Estados Unidos
Estilo: O nome já diz tudo. A emissora abrange bandas punk, tocando desde Ramones, Sex Pistols, Dead Kennedys até nomes mais novos como The Putdown e The Beldings.
Lembrança
Onde é sediada: Brasil
Estilo: A Lembrança é uma Rádio e TV Web que resgatar clássicos que marcaram épocas e gerações passadas. Com um toque eclético, recorda canções dos anos 50 até a década passada.
Rockabilly Riot Radio
Onde é sediada: Estados Unidos
Estilo: Rock influenciado pelos primórdios do estilo, como Elvis e Bill Haley & His Comets, mas também apresentando novos artistas que mantém a chama do Rockabilly acesa.
Sertanejo Universitário
Onde é sediada: Brasil
Estilo: Para aqueles que gostam da vertente mais jovem do sertanejo. Nomes da nova geração como Luan Santana e Gusttavo Lima e marcam forte presença na programação.
Stronda
Onde é sediada: Brasil
Estilo: Rádio com quatro anos de existência que aposta em um estilo mais pop e eclético, tocando Maroon Five, Katy Perry, NX Zero, Restart, One Direction e funk carioca.
FunkySential Radio
Onde é sediada: Reino Unido
Estilo: Para aqueles que gostam de Black Music internacional, englobando Funk, Soul e Motown.
UHHD
Onde é sediada: Brasil
Estilo: Hip-Hop e rap underground nacional e internacional.
Youngospel
Onde é sediada: Brasil
Estilo: Rádio gospel destinada aos jovens, apresentando canções de louvor em diversos estilos.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Fiona Apple supera escândalo e faz show intenso em Miami
Cantora segue com a turnê do novo disco,The Idler Wheel..., após prisão no Texas
*Matéria originalmente publicada no site da revista Rolling Stone Brasil.
"Não existe publicidade ruim", diz o ditado popular. Mas justificar a atenção recebida após um escândalo não é uma tarefa fácil - a não ser que a protagonista seja Fiona Apple. No dia 19 de setembro, a cantora voltou aos noticiários após ser presa por posse de haxixe e maconha, em uma cidade no Texas. Apesar de ter a fiança paga rapidamente para continuar a turnê do disco The Idler Wheel..., o fato rendeu mais algumas manchetes: acusações de abuso por parte da polícia durante sua prisão e o pedido público de desculpas aos fãs em um show em Nova Orleans. Mas ao subir ao palco do Jackie Gleason Theater no último domingo, 30, em Miami Beach, Fiona mostrou que o episódio polêmico ficou para trás.
Ao dar mais atenção às músicas de seu novo álbum (lançado em junho deste ano) e de When The Pawn... no repertório, Apple se deu o luxo de deixar de fora "Criminal" – seu maior hit - e sentar poucas vezes ao piano, concentrando-se apenas em cantar e tocar algumas percussões no centro do palco. Logicamente, os fãs devotados que lotaram o teatro para ver o show não reclamaram.
Às 20h15, o guitarrista Blake Mills subiu ao palco para iniciar o show de abertura. Integrante da banda de apoio de Fiona, o músico é dono um currículo extenso, incluindo colaborações com artistas como Norah Jones, Julian Casablancas, Band of Horses e até mesmo Kid Rock. Ao iniciar seu set de maneira intimista, acompanhado apenas da própria guitarra, Mills avisou que o baixista Sebastian Steinberg, a baterista Amy Wood e o tecladista Zac Rae subiriam ao palco ao longo das canções. A apresentação de quase 40 minutos contou com sete números, incluindo material de seu disco Break Mirrors e músicas novas, como a country "Don't Tell All Your Friends About Me".
Às 21h24 a banda voltou ao palco, desta vez com Fiona Apple. Os trajes brancos e a luz excessivamente clara ressaltavam a silhueta franzina da cantora, conferindo a ela uma aparência quase fantasmagórica. Mas contagiada pelo ritmo urgente de "Fast As You Can", Fiona não se manteve estática e logo arriscou saltos e trejeitos erráticos segurando o pedestal do microfone. Na sequência, assumiu o piano para uma versão pesada de "On The Bound", com maior destaque para a guitarra de Blake, que arriscava solos quando Apple não rasgava sua voz no refrão "você é tudo que eu preciso".
O hit "Shadowboxer" veio em seguida e foi ovacionado conforme a cantora tocava as primeiras notas no piano. A canção contou com um momento catártico para o público, que cantava o refrão em coro. O entusiasmo da plateia foi emendado em outra faixa preferida dos fãs: "Paper Bag". A partir daí, eram recorrentes gritos exagerados como "você é linda" e "Fiona, eu te amo" durante as músicas.
"Sleep to Dream" surgiu calma, mas aos poucos preparou o clima para que Fiona desse início aos seus momentos performáticos, com espasmos e movimentos frenéticos enquanto permanecia sentada no chão. A singela "Extraordinary Machine" veio em seguida, como se aparecesse estrategicamente no setlist para aquietar os ânimos da cantora.
Mas a calmaria não durou muito; o caráter quase psicótico de Fiona voltou à tona após uma interpretação intensa de "I Know". Ajoelhada e de cabeça baixa, a cantora introduziu "Tymps (the Sick in the Head Song)" trocando berros instigantes com seu baixista. Ao vivo, a canção ganhou uma versão estendida com um crescendo que serviu de trilha para mais uma 'sessão de descarrego' da artista, que quase desmontou um pedestal enquanto era refém da própria agitação. Na sequência, veio a serena "Every Single Night" - mais um número calmo para sossegar os nervos.
"Not About Love" foi o ponto alto da apresentação. Tocada com um peso que ressaltou as pausas repentinas da composição, o suspense logo deu lugar a pequenas improvisações, que foram a deixa para que a guitarra de Mills brilhasse à vontade.
Depois do momento mais roqueiro da noite, o tranquilo cover de "It’s Only Make Believe" (de Conway Twitty) surgiu em clima de redenção. Ao final, Apple foi ao microfone para se despedir do público, sem bis. "Muito obrigada, tivemos uma noite maravilhosa." Saiu saltitando do palco rumo aos bastidores, como se encarnasse uma bailarina desengonçada.
Veja abaixo o set list da apresentação:
"Fast As You Can"
"On The Bound"
"Shadowboxer"
"Paper Bag"
"Anything We Want"
"Get Gone"
"Periphery"
"Sleep To Dream"
"Extraordinary Machine"
"Werewolf"
"Left Alone"
"I Know"
"Tymps"
"Every Single Night"
"Daredevil"
"Not About Love"
"It’s Only Make Believe"
*Matéria originalmente publicada no site da revista Rolling Stone Brasil.
"Não existe publicidade ruim", diz o ditado popular. Mas justificar a atenção recebida após um escândalo não é uma tarefa fácil - a não ser que a protagonista seja Fiona Apple. No dia 19 de setembro, a cantora voltou aos noticiários após ser presa por posse de haxixe e maconha, em uma cidade no Texas. Apesar de ter a fiança paga rapidamente para continuar a turnê do disco The Idler Wheel..., o fato rendeu mais algumas manchetes: acusações de abuso por parte da polícia durante sua prisão e o pedido público de desculpas aos fãs em um show em Nova Orleans. Mas ao subir ao palco do Jackie Gleason Theater no último domingo, 30, em Miami Beach, Fiona mostrou que o episódio polêmico ficou para trás.
Ao dar mais atenção às músicas de seu novo álbum (lançado em junho deste ano) e de When The Pawn... no repertório, Apple se deu o luxo de deixar de fora "Criminal" – seu maior hit - e sentar poucas vezes ao piano, concentrando-se apenas em cantar e tocar algumas percussões no centro do palco. Logicamente, os fãs devotados que lotaram o teatro para ver o show não reclamaram.
Às 20h15, o guitarrista Blake Mills subiu ao palco para iniciar o show de abertura. Integrante da banda de apoio de Fiona, o músico é dono um currículo extenso, incluindo colaborações com artistas como Norah Jones, Julian Casablancas, Band of Horses e até mesmo Kid Rock. Ao iniciar seu set de maneira intimista, acompanhado apenas da própria guitarra, Mills avisou que o baixista Sebastian Steinberg, a baterista Amy Wood e o tecladista Zac Rae subiriam ao palco ao longo das canções. A apresentação de quase 40 minutos contou com sete números, incluindo material de seu disco Break Mirrors e músicas novas, como a country "Don't Tell All Your Friends About Me".
Às 21h24 a banda voltou ao palco, desta vez com Fiona Apple. Os trajes brancos e a luz excessivamente clara ressaltavam a silhueta franzina da cantora, conferindo a ela uma aparência quase fantasmagórica. Mas contagiada pelo ritmo urgente de "Fast As You Can", Fiona não se manteve estática e logo arriscou saltos e trejeitos erráticos segurando o pedestal do microfone. Na sequência, assumiu o piano para uma versão pesada de "On The Bound", com maior destaque para a guitarra de Blake, que arriscava solos quando Apple não rasgava sua voz no refrão "você é tudo que eu preciso".
O hit "Shadowboxer" veio em seguida e foi ovacionado conforme a cantora tocava as primeiras notas no piano. A canção contou com um momento catártico para o público, que cantava o refrão em coro. O entusiasmo da plateia foi emendado em outra faixa preferida dos fãs: "Paper Bag". A partir daí, eram recorrentes gritos exagerados como "você é linda" e "Fiona, eu te amo" durante as músicas.
"Sleep to Dream" surgiu calma, mas aos poucos preparou o clima para que Fiona desse início aos seus momentos performáticos, com espasmos e movimentos frenéticos enquanto permanecia sentada no chão. A singela "Extraordinary Machine" veio em seguida, como se aparecesse estrategicamente no setlist para aquietar os ânimos da cantora.
Mas a calmaria não durou muito; o caráter quase psicótico de Fiona voltou à tona após uma interpretação intensa de "I Know". Ajoelhada e de cabeça baixa, a cantora introduziu "Tymps (the Sick in the Head Song)" trocando berros instigantes com seu baixista. Ao vivo, a canção ganhou uma versão estendida com um crescendo que serviu de trilha para mais uma 'sessão de descarrego' da artista, que quase desmontou um pedestal enquanto era refém da própria agitação. Na sequência, veio a serena "Every Single Night" - mais um número calmo para sossegar os nervos.
"Not About Love" foi o ponto alto da apresentação. Tocada com um peso que ressaltou as pausas repentinas da composição, o suspense logo deu lugar a pequenas improvisações, que foram a deixa para que a guitarra de Mills brilhasse à vontade.
Depois do momento mais roqueiro da noite, o tranquilo cover de "It’s Only Make Believe" (de Conway Twitty) surgiu em clima de redenção. Ao final, Apple foi ao microfone para se despedir do público, sem bis. "Muito obrigada, tivemos uma noite maravilhosa." Saiu saltitando do palco rumo aos bastidores, como se encarnasse uma bailarina desengonçada.
Veja abaixo o set list da apresentação:
"Fast As You Can"
"On The Bound"
"Shadowboxer"
"Paper Bag"
"Anything We Want"
"Get Gone"
"Periphery"
"Sleep To Dream"
"Extraordinary Machine"
"Werewolf"
"Left Alone"
"I Know"
"Tymps"
"Every Single Night"
"Daredevil"
"Not About Love"
"It’s Only Make Believe"
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